Filme da Semana: Esse é só o começo do fim da nossa vida

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Não sei o motivo pelo qual demorei tanto pra falar desse filme. Afinal de contas, Los Hermanos é a banda que eu mais gosto na vida. Eles escreveram sobre sentimentos, sentidos. Mas, infelizmente, em 2007 resolveram fazer uma pausa. Mas, para minha sorte, de lá pra cá eles têm se encontrado para algumas turnês e foi num desses reencontros, em 2012, que a atriz, diretora e escritora Maria Ribeiro decidiu acompanhar a banda e fazer o documentário Esse é só o começo do fim da nossa vida, o filme de hoje.

O filme nos apresenta trechos dos bastidores da viagem, das conversas, dos encontros com os fãs – sempre alucinados –, trechos de músicas que viríamos a conhecer bem depois, nas produções solo do Amarante e do Camelo. São muitos os recortes. A diretora disse em algumas entrevistas que queria tê-los filmado em outros momentos, mas eles recusaram as várias tentativas.

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Imagens: Caroline Bittencourt/Divulgação

Além de filme, a turnê de 2012 também virou livro com as fotos de Caroline Bittencourt. O documentário foi lançado 2015, durante outro reencontro da banda. Ele fez parte da seleção oficial do festival É tudo verdade, do Rio de Janeiro, foi exibido no canal GNT e lançado em DVD.

Este filme foi o culpado por me aproximar das produções da Maria. Já disse isso em algum momento por aqui, e decidi escrever sobre ele hoje muito por conta de hoje, dia 9 de novembro, ser o aniversário dessa escritora, atriz e diretora gênia.

Eu fui tão amparada pelos Hermanos que quis fazer um filme, como se ingenuamente quisesse congelar todos os ideais românticos que fui abandonando pela estrada.

Talvez o apego aos grupos de nossa juventude represente um sentimento abstrato que ao passar dos anos vai roubando de cada um de nós: a possibilidade de ser tudo e fazer tudo, a vida inteira pela frente, o mistério do porvir. (do livro Trinta e oito e meio, p. 105)

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Filme: Los Hermanos – Esse é só o começo do fim da nossa vida

Direção: Maria Ribeiro

Ano de lançamento: 2015

 

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Navegador – Mallu Magalhães

A música de hoje é uma das que mais gosto da Mallu, que comecei a acompanhar, de longe, muito por conta do Marcelo, o Camelo. Depois ela virou amiga da minha escritora preferida e ganhou textos lindos escritos por ela, e depois ainda a convidou pra participar de um clipe, que coincidentemente é desta música, olha só!

Quero nadar nas ondas da felicidade
Tenho o tronco forte de navegador
Quero provar o mel da liberdade
Tenho os pés descalços de pescador

• Artista • Mallu Magalhães

• Álbum • Vem (2017)

Foto do destaque: André Camargos

43

Como Nossos Pais (9)

Eu, hoje, não consigo escrever muita coisa. Queria eu ter a maestria que ela tem em transformar algo simples, como uma legenda de Instagram, em algo bonito, poético. Ela sabe usar tão bem as palavras que me emociona, sempre. Já escrevi sobre seus livros – Trinta e oito e meio e Tudo o que eu sempre quis dizer mais só consegui escrevendo –, e sobre o melhor filme de 2017 – Como nossos pais –, e, por consequência, também sobre ela. Hoje ela faz 43.

Parabéns, Maria!

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Filme: Bohemian Rhapsody

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Foi emocionante! É assim que começo falando da experiência em assistir a este filme. No cinema. Bohemian Rhapsody conta a história do Queen, mas tendo como foco principal a vida de seu vocalista, o genial Freddie Mercury.

Sempre gostei do Queen. As músicas sempre conseguiram me emocionar, justamente pelo cuidado e pelo refinamento das canções que não repetiam uma fórmula, pelo contrário, era sim inovador, tanto que não existirá outra banda, ou outro líder, tão intensos. Isso sou eu dizendo, tudo bem? Queen é sim uma das maiores bandas de rock do mundo.

O filme apresenta trechos importantes da Continue lendo “Filme: Bohemian Rhapsody”

Dia 97

Será que eu sou uma pessoa errada?

Pergunto isso porque sinto dificuldade em fazer algumas coisas que para a maioria das pessoas parece ser muito simples e fácil.

Sabe encontro de domingo, almoçar com a mãe, com a sogra?

Não sou essa pessoa, não consigo ser essa pessoa.

Eu sou a pessoa que faz bife e batata frita no domingo, e não frango com macarronada e maionese.

O máximo, dessas visitas rotineiras – de domingo –, é ir na casa da mãe à tarde, para o café.

Essas obrigações sociais não me agradam. Eu tenho certa dificuldade com elas, pra falar a verdade.

Cada vez mais me sinto fechada numa bolha. Essa bolha é a minha cabeça. A impressão que eu tenho é de que estou perdendo o tato em lidar com as pessoas. O tato do convívio social.

Mas se for necessário, respiro fundo e vou. E sorrio. E abraço.

E depois, mais tarde, eu choro. Porque tem sido difícil. Bem difícil.

Eu devo, sim, estar muito errada.

Dia 96

É possível falar de amor?

Se não possível falar, deveria ser ao menos possível sentir.

Sempre falo de amor, acho, mesmo que nas entrelinhas.

Há tempos escrevia mais sobre o desamor, sobre o sofrimento.

Isso vira e mexe ainda volta, essa sensação de desamparo.

Mas, hoje, quero falar de amor.

Uma das bandas que eu mais gosto tem inúmeras músicas que falam de amor.

A minha preferida se chama Conversa de botas batidas.

Diz quem é maior que o amor?

Quem pode ser maior do que o amor, o querer bem, a empatia?

Talvez até tentem acabar com um sentimento tão puro, mas não conseguirão, com certeza.

O amor une, o amor respeita, o amor, apenas ele, também pode nos salvar.

Junto com a arte, claro!

Então, vamos amar, abraçar e dar as mãos.

Com amor, vamos seguir.

Screenshot_20181028-211154_2 ♥

Série do mês: Wanderlust

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fotos: divulgação

Wanderlust foi uma das séries mais legais que assisti neste ano. E, também neste ano, eu abandonei muitas séries “modinha” (La casa de papel e Dark) que não me pagaram nem um pouco e, sinceramente, perdi foi tempo tentando me dedicar.

Mas, neste segundo semestre, assisti duas séries que me surpreenderam positivamente. A primeira foi Atypical (ainda vou escrever sobre ela aqui) e a segunda foi a que apresento hoje.

O drama adulto, que é uma produção original Continue lendo “Série do mês: Wanderlust”

Dia 95

Ultimamente tenho lido mais. Mais sobre tudo. Leio livros, artigos, jornais. Procuro me informar, mas quanto mais me informo, mais me desespero. Triste realidade.

Sábado tive uma crise logo cedo, por conta de um sonho, mas logo me recompus. Uma voz me dizia para parar de pensar no que estava pensando e, como não havia solução, que eu deveria parar de chorar.

Não sei se em sonho ou realidade, engoli o choro e fui viver. Mas viver sozinha quase sempre não dá certo, apesar de eu às vezes preferir. Viver socialmente, nos últimos dias, têm sido dolorido e doloroso.

Tento fugir adentrando páginas e mais páginas. Tento fugir investigando cenas de filmes, me emocionando com personagens em séries ou me concentrando unicamente em sonoras letras de músicas.

Tento fugir, mas ando em círculos.

As lágrimas sempre voltam.

E o meu medo é de que elas permaneçam.

Até nos sonhos.

Fujo.

Livro: A vida em análise

no destaq

Em A vida em análise, Stephen Grosz relata experiências e histórias que presenciou ao longo de mais de 25 anos de trabalho como psicanalista. No livro, para não revelar as identidades de seus pacientes, o autor mudou os nomes e características específicas de cada um, para que as histórias pudessem ser compartilhadas. Ao longo das pouco mais de duzentas páginas, Grosz nos apresenta Continue lendo “Livro: A vida em análise”

40

tulipa

Eu sempre tive predileção por ouvir vozes femininas. Desde sempre, as vozes femininas foram as que mais me emocionavam, talvez por cantar mais próximo do que eu imaginava. Elis, Rita, Ivete, Adele, Baby, Céu, Aretha, Alicia e Tulipa. Entre tantas outras que ouço. Tulipa, para mim, é uma das maiores e melhores vozes da música atual no Brasil. Não apenas canta, como compõe e desenha lindamente. O clipe de TU foi das coisas mais lindas que vi no audiovisual nos últimos tempos. E hoje Tulipa completa 40. A pessoa que produziu um dos discos que mais amo na vida e que não sai do meu fone de ouvido.