Dia 90

a chuva veio e me tirou do sério

mas, mesmo assim, levou certa poeira

o sol aparece, mas logo vai embora

na enxurrada, vejo partir algumas aflições

o dia às vezes continua cinza, mas é por conta do temporal

aqui dentro, vejo nuvens encobrirem o azul

quando chove e embaça as lentes dos óculos

vezes pode ser felicidade, outras tantas despejo de não-alegrias

daqui me observo e vejo melhorias

a chuva veio, me trouxe um sorriso e ar puro

o sol ficou, aqui dentro.

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Música • Izabella | Jimi Hendrix

Há 48 anos morria um dos maiores guitarristas da história da música mundial: Jimi Hendrix. Aos 27 anos, como vários outros artistas, Jimi morreu, em Londres, no dia 18 de setembro de 1970, após uma overdose de remédios, dando um fim a carreira que durou apenas cinco anos.

Jimi escreveu uma música cujo título é meu nome, apesar de ser com z. Eu o perdoo, não tem problema. Só não consegui, nas minhas pesquisas sobre a música, encontrar a referência de quando ela foi escrita e gravada. Ao que tudo indica, ela foi lançada num álbum em 1970, o Band of Gypsys, apesar de não conseguir tê-la encontrado em nenhuma compilação. Enfim, ouça em volume alto. A música é excelente!

Hey, Izabella
It’ on the rays of the rising sun, here they come
Well I got to back out there and fight now baby
I can’t quit til the devil’s on the run
On the run baby
So keep those dream comin’ in strong
Soon I’ll be holding you instead of this machine gun 

• Artista • Jimi Hendrix

Livro: A sutil arte de ligar o foda-se

a sutil arte 2

No feriado de sete de setembro, decidi fazer uma experiência: ficaria os três dias – sexta, sábado e domingo – sem internet. E foi o que fiz. Na quinta à noite desabilitei o wi-fi e os dados do telefone e fui viver minha vida. Posso dizer pra você que foi uma das melhores experiência dos últimos dias, porque toda a ansiedade gerada pelas notificações de e-mails e redes sociais cessaram. Consegui, sem distrações, organizar melhor meu tempo e, por consequência, fazer algumas coisas que estavam pendentes, como ler o livro de hoje.

Foram poucas as vezes em que Continue lendo “Livro: A sutil arte de ligar o foda-se”

35

Amy-Winehouse-HG
Ilustração: Helen Green

Poderia escrever mais um texto sobre os meus 35, completados no último dia oito de agosto, mas não. Não são dos meus trinta e cinco que vou escrever, mas sobre os trinta e cinco não completados por uma das artistas mais intensas que tive (e ainda tenho) a oportunidade de ouvir. Ainda tenho porque o que Amy Winehouse produziu ficará eternizado em seus discos e também em nossa memória. Amy foi embora muito cedo, infelizmente. Mas é impossível esquecê-la. Ainda bem! Obrigada, Amy! Feliz Aniversário!!

Livro do mês: Depois a louca sou eu

depois a louca sou eu 2

Mês passado, eu fui na Bienal Internacional do Livro de São Paulo e tive a oportunidade de assistir a uma mesa muito foda, com Maria Ribeiro, Tati Bernardi e Fernanda Young. Eu já conhecia as produções da Maria e da Fernanda, mas a Tati, até então, eu só conhecia por nome. Nunca havia lido nada, apesar de já ter assistido a série e aos filmes Meu Passado Me Condena, mas eu não sabia que o texto era dela. Então, acho que eu a conhecia também, né? Enfim, você entendeu onde eu quero chegar. Na semana da bienal, sem saber que eu iria ao evento, comprei dois livros da autora: Depois a louca sou eu e Homem-objeto e outras coisas sobre ser mulher.

livros tati

Nestes dois livros, a Tati escreve crônicas. No segundo – que ainda estou lendo – ela apresenta uma coletânea  de crônicas que ela publicou no jornal Folha de S. Paulo. E, como vocês bem sabem, acho – se bem que nem devo ter comentado isso por aqui –, eu tenho lido e pesquisado muito sobre crônicas. Eu gosto muito deste gênero literário e, portanto, ter me encontrado com os textos da Tati foi uma grata surpresa. Continue lendo “Livro do mês: Depois a louca sou eu”

Disco da Semana • Cavalo

cavalo - rodrigo amarante - loucuras intrépidas

Rodrigo Amarante é, para essa pessoa que vos escreve, o melhor hermano. Não sei o porque, mas é o mais interessante dos quatro, apesar de que a música que eu mais ame dos barbudos tenha sido escrita por Marcelo Camelo. Loucuras, loucuras.

Enfim, hoje, dia 6 de setembro, é aniversário desse ser sensível e genial, que mistura samba e candomblé; amor e morte; francês, inglês e português no mesmo pacote.

Rodrigo Amarante fez/faz parte da banda Los Hermanos e dividiu Continue lendo “Disco da Semana • Cavalo”

Dia 88

Coleciono dias, horas, minutos.

Um conjunto de momentos que eu não me lembro.

Um conjunto de momentos que mesmo distantes se fazem presentes.

Hoje decidi mudar, ou melhor, parar o que estava fazendo. Tenho percebido minha falta de interesse. Sigo constrangida por fingir. Ainda mais constrangida por parar de fingir. Eu sempre usei de artifícios para me proteger. Talvez, agora, esteja com medo de perder minha proteção. Vivo num submundo onde apenas eu tenho acesso.

Agora, quero colecionar outras coisas.

Colecionar o tempo, não adianta.

 

Revisitar

Há muito tempo venho pensando sobre os conteúdos que produzo para o blog, sobretudo os textos mais pessoais. Eu, até então, os deixava guardados aqui e como a maioria deles eu escrevo direto nesta plataforma, não havia backup de nada disso. Se o WordPress resolvesse acabar com tudo, eu perderia todo o meu conteúdo. É claro que isso é um exagero, de certo modo, porque exporto o html do blog todo mês, para que, caso o pior aconteça, eu consiga salvar parte do meu trabalho.

Enfim, ontem Continue lendo “Revisitar”

setembro e recomeços (ou continuações)

Ilustração: Tigerlily – Elentori. (via Pinterest)

Olá!

Ontem fiz um anúncio no Instagram do blog (dá uma moral, vai?). Lá eu disse que a música de ontem, #608, foi a última música do dia a ser postada por aqui. O texto que eu escrevi foi o seguinte:

É bem provável que esta seja a última #músicadodia postada no blog e, por consequência, compartilhada aqui no Instagram. Isso não significa que eu deixarei de escrever e compartilhar sobre música, pelo contrário, vou falar sobre algo que é fundamental à minha existência – e isso é sério – de uma forma menos mecânica. Isso tem me incomodado um pouco. (leia a postagem original)

Continue lendo “setembro e recomeços (ou continuações)”