o tempo, aquele velho amigo que sempre nos prega peças.
peças que muitas vezes esperamos, outras vezes não.
o tempo nos traz respostas, muitas vezes inevitáveis.
as vezes demora, mas a demora faz todo o sentido.
hoje é um desses dias.
sempre falta algo.
e sempre sobra ego.
o desnecessário, o exagero, o improvável.
sempre sobra o pior.
sempre há o que se por, ou a que se opor.
há sempre o vazio.
há sempre o excesso.
sempre há o que faltar.
sempre falta o que há.
e o que há de se fazer?
procurar a lacuna e fechar.
completar o quebra-cabeças.
ou deixar-se partir
na busca incessante, de sua última peça.
e aquela menina que sempre andou olhando para os próprios pés, resolveu levantar a cabeça.
resolveu sorrir à todos que estavam próximos e percebeu quão melhor o mundo poderia ser.
mais leve, mais alegre. ela agora estava no controle de sua vida, havia, por um momento, cortado as cordinhas.
aquelas cordinhas que controlavam cada passo, cada sorriso, cada abraço. ela estava realmente feliz.