eram sete horas de uma manhã fria quando o despertador tocou.
no radinho de pilha no canto do quarto tocava come as you are.
ela saltou da cama como alguém que estivesse muito atrasado. mas não estava.
foi até a cozinha, bebeu leite, comeu pão.
“the choice is yours, don’t be late take a rest as a friend as an old memory”, ainda tocava no rádio.

voltou ao quarto, se olhou no espelho, foi ao banheiro, jogou uma água no rosto, trocou de roupa e foi
para a aula. ela vivia no interior, cidade pequena, poucos mil habitantes. seu nome era Cris.
o ano era 1995, e a movimentação começava. ela tinha doze anos.
saiu do portão de casa. desceu a rua, ainda tranquila, e resolveu passar na casa de seu amigo mais próximo para irem juntos.

Tom a esperava na porta de casa. cabelos pretos caídos sobre os ombros, na mão esquerda o skate, no ombro direito a mochila. no walkman tocava o disco nevermind, e naquele momento ele escutava

“and I swear that I don’t have a gun, no I don’t have a gun”. 
 
come as you are estava no fim, mas o dia deles estava apenas começando.
e aquele, seria um dia de revelações.
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