do frio que sinto, só eu sei

só eu sei da dor que carrego

do coração em pedaços e congelado

depois de esperar sob aquele ipê sem folhas

naquela tarde fria de outono.

só eu sei dos amores perdidos,

sofridos em cada lágrima arremessada de mim.

devo apenas enxugá-las.

só eu sei dos sorrisos gastos com pessoas amargas,

que não deveriam merecer nem sequer um dente,

quanto mais trinta e dois.

sei bem mais do que qualquer um

do que precisa minha alma para permanecer viva

de quais obstáculos devo vencer

e de quais caminhos devo escolher.

só eu sei dos desafios a serem enfrentados

das escolhas muitas vezes julgadas como erradas

mas que na verdade se mostram muito certas.

só eu sei onde devo, e quero, chegar

só eu devo saber de mim

só eu sei, ninguém mais.

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