Filme da semana: Ponte aérea

Eu já indiquei este filme neste post aqui e hoje vou tentar falar um pouco mais sobre ele, que é um dos filmes nacionais mais legais que assisti nos últimos tempos.

Ponte aérea é um filme de amor, entre duas pessoas que vivem em cidades diferentes, daí o nome. Amanda (Letícia Colin) e Bruno (Caio Blat), se conhecem depois que o voo em que estavam precisa fazer um pouso de emergência em Belo Horizonte.

Amanda é uma jovem publicitária paulistana e acabara de ser promovida no trabalho. Já Bruno é um artista plástico carioca, muito talentoso, mas que não vê muita perspectiva na carreira e se recusa a aceitar a ajuda de Amanda, para apresentar para outras pessoas os seus trabalhos.

Apesar de serem bem diferentes, como já disse, os dois sentem uma atração intensa um pelo outro e vivem um romance rápido, mas que os marcará por um bom tempo.

Apesar do peso dos problemas vividos por ambos, o filme é, de certa maneira, leve e ótimo. Sim é ótimo, me apaixonei por ele desde a primeira vez que o assisti. A trilha sonora e as cenas de amor são muito boas. Caio Blat e Letícia Colin parecem ser um casal desde sempre, a química dos dois é incrível.

No filme ainda estão Felipe Camargo, Emílio de Mello e Martha Nowill.

“O amor pode ser uma escolha ou um desafio”, já mostra bem o trailer que você vê logo abaixo.

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Filme: Ponte Aérea
Ano de lançamento: 2015
Direção: Júlia Rezende

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Música do dia #90

90 de 365 – Hourglass

O hermano mais genial, o melhor de todos, o mais invetivo e o que mais teve projetos musicais paralelos, Rodrigo Amarante figura o diário musical de hoje, interpretando Hourglass, música do seu primeiro álbum solo, Cavalo, lançado em 2013, e parte da trilha sonora do filme da semana, logo mais no próximo post.

And when you close your eyes
You’re bound to look inside
To find the one you’ve always claimed to miss

Artista: Rodrigo Amarante

Álbum: Cavalo (2013)

 

Lista do mês: Adaptações

Hola! Hello!

O cinema é vasto em boas produções, mas nem sempre o roteirista, ou o diretor, conseguem ter uma ideia original e, por isso, muitas vezes buscam inspiração nos livros, e é sobre isso nossa lista de hoje: adaptações literárias para o cinema. Hoje mostrarei alguns livros que foram transformados em filmes.

ensaio sobre a cegueira

O livro, que narra a história de um grupo de pessoas que ficam cegas e são levadas a viverem juntas com seus males e problemas, foi levado às telas do cinema pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles. Apesar de dividir opinião, o longa agradou a Saramago. Quem teve acesso ao DVD ou Bluray pôde assistir ao making of, em que o escritor aparece assistindo a primeira sessão do longa.

Eu, particularmente, não fui tão impactada pelo filme, quanto fui pelo livro. A escrita de José Saramago é forte e “Ensaio sobre a cegueira” é certeiro na narrativa acerca de uma sociedade cega e bruta, que mata e mente mesmo sem enxergar as verdadeiras mazelas do outro.

alice

O livro foi lançado em 1865 e já recebeu várias adaptações. A primeira mais conhecida foi a animação, produzida pelos estúdios Disney, em 1951. Tim Burton também adaptou Alice no país das maravilhas e Alice através do espelho mas, sinceramente, o desenho é melhor.

Lewis Carrol, pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson, narra a história de Alice, uma menina que, durante um passeio, cai numa toca de coelho e é transportada para um outro mundo, um universo diferente habitado por animais que falam e criaturas bem estranhas, beirando a alucinação. Apesar de ter sido adaptado pela Disney, não é um filme ou leitura indicada para crianças.

podecrer

Podecrer é um livro que narra a história de um grupo de amigos no Rio de Janeiro do início da década de 1980. A adaptação não me agradou. Geralmente, quem lê uma obra antes de assistir a sua adaptação cinematográfica tende a não gostar. Os livros, é claro, conseguem explorar melhor as nuances de cada personagem e digeri-los. Por isso, fazer uma adaptação não é coisa simples e, neste caso, o livro é bem melhor sim.

O filme, lançado em 2007 e dirigido por  Arthur Fontes, é muito superficial, o que torna os personagens bobos e pouco intensos, diferente dos apresentados no livro de Marcelo O. Dantas e lançado em 2001.

tim maia

Esta foi outra adaptação que não chega perto da intensidade do livro. Falarei mais sobre o livro escrito por Nelson Motta em outra postagem, mas o que posso adiantar é que o Tim Maia do filme é menos furioso do que o narrado pelas páginas do livro. O tempo do cinema é diferente e muitas vezes curto para expor as inúmeras nuances de um personagem.

Mas, sem cair na contradição, o filme é bom pelo que apresenta. Apesar da pouca intensidade, foi bem adaptado por Mauro Lima, em 2014, e trouxe Robson Nunes e Babu Santana interpretando o personagem principal. Vale a pena assistir.

trainspoting

O livro Trainspotting foi lançado em 1993 e é o segundo do escritor escocês Irvine Welsh. A obra foi adaptada para o cinema pelo diretor Danny Boyle, que também dirigiu a segunda parte da história, o T2 Trainspotting, lançado 21 anos depois do primeiro, no último dia 23 de março, e que também é baseado num livro de Welsh, o Porn, lançado em 2002.

O primeiro livro/filme conta a história dos amigos Rent, Sick Boy, Tommy, Matty, Spud e Begbie que passam os dias usando heroína e tentando não viver a vida clichê imposta pela sociedade. Um dos meus filmes preferidos na adolescência, com a clássica cena em que Rent, Ewan McGregor, mergulha nas águas de uma suja privada de bar. Um clássico.

Até a próxima! 🙂

Dia 13

O tempo é avassalador e corre sem que possamos perceber

Os ponteiros do relógio não nos avisam os anos, nem mesmo as estações

Mas, a cada repetição, temos a certeza apenas do que deixamos correr pelas horas

Duras horas que teimam em voltar

Boas horas que teimam em partir

Tempo, aquele que nos rouba a vida

Aquele que nos dá a chance

a-desintegracao-da-persistencia-da-memoria-de-salvador-dali-2

(Salvador Dali- A desintegração da Persistência da Memória)

Música do dia #88

88 de 365 – Ando meio desligado

A divina comédia ou Ando meio desligado é um álbum de 1970, da banda Mutantes, uma das precursoras do rock ‘n roll em terra brasilis. A faixa que dá nome a metade do disco também foi gravada pela banda mineira Patu Fu. Hoje, vamos compartilhar a versão original mesmo.

Artista: Os Mutantes

Álbum: A divina comédia ou Ando meio desligado (1970)

 

Música do dia #87

87 de 365 – Paraquedas

Nem sei bem o porque de eu ter começado a ouvir Russo Passapusso, mas a certeza é de que foi amor a primeira “ouvida”, sem a menor sombra de dúvida. A primeira música que ouvi deste artista foi esta que compartilho hoje. O balanço, as batidas, a harmonia a letra, é tudo muito bom. Me lembra a música brasileira de outras épocas. É música boa, muito boa.

Passapusso também é a voz e um dos integrantes do grupo soteropolitano Baiana System.

Artista: Russo Passapusso

Álbum: Paraíso da Miragem (2014)