dia 26

Tratar do empoderamento feminino me pareceu muitas vezes desnecessário e um saco. Bem como lutar por igualdade entre brancos, negros, amarelos e afins. Nunca gostei de movimentos. Eu, como mulher e parda (minha mãe é branca e meu pai é negro) nunca sofri claramente discriminação por ser uma coisa ou outra. Sempre fiz o que deveria fazer sem prestar atenção nas nuances, nos olhares das pessoas. Sempre procurei refúgio nas artes e nas palavras. Sempre me encontrei em algumas delas.

Mas, voltando ao início, ser mulher é, de fato, difícil e doloroso. Precisamos provar o tempo todo a que viemos e isso é cansativo. Confesso que comecei a prestar atenção nestas nuances há pouco tempo e há pouco tempo venho amadurecendo a ideia de que para pedir igualdade de gênero não precisa necessariamente sair às ruas com seios a mostra ou passar batom vermelho. O negócio é não baixar a cabeça em nenhuma das circunstâncias. Seja para o chefe, marido, namorado, mãe, pai, família, amigos. Precisa ser honesta com o que quer e respeitar as escolhas dos outros.

Hoje, com quase 34 anos (faltam 43 dias) percebo que ainda tenho uma longa jornada para o entendimento. Mas o caminho é este mesmo.

 

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