Livro: #GIRLBOSS

girlboss 2

Li este livro logo que terminei de assistir a série da Netflix.

A série é muito boa, divertida, dinâmica. Parece que o papel foi escrito para Britt Robertson. É fácil acreditar que ela é a Sophia. E a certeza veio principalmente depois da leitura do livro.

Trata-se, basicamente, de um livro contando como Sophia Amoruso criou, do zero, o site Nasty Gal. À época do lançamento do livro (2014), Sophia ainda era a CEO do site.

A narrativa beira a autoajuda, mas é muito interessante a forma como ela conta sua trajetória. Entre um capítulo e outro, depoimentos de outras mulheres responsáveis por grandes negócios vão aparecendo, o que é muito importante porque, além de reforçar tudo o que Sophia apresenta, nos mostra que é possível alcançar o almejado sucesso, sobretudo financeiro, quando se tem, para além de coragem, conhecimento e disposição.

Abandone qualquer coisa da sua vida e dos seus hábitos que possa estar prendendo você. Aprenda a criar as suas próprias oportunidades(…)A ação favorece a sorte” (p.22).

Para Sophia, Girlboss é toda mulher capaz de “tocar” não são o próprio negócio, mas a própria vida.

Eu, que vivo na corda bamba entre querer um negócio meu e ter um trabalho formal, me senti impulsionada a tentar mais, a sair da zona de conforto e produzir minhas próprias ideias.

O livro é lotado de clichês. Mas, não é à toa que clichês se tornam clichês. É importante que saibamos conhecer nossas potencialidades e reconheçamos nossas fragilidades. Da execução de uma ideia simples ao cuidado com o dinheiro, o livro vai nos apresentando como Sophia se tornou, em 2010, uma das pessoas com menos de 30 anos mais ricas do mundo.

Descubra o que você ama fazer e aquilo que é ótima, depois tente pensar em como viver disso! Não tenha medo” (p.105).

Um trecho interessante do livro, pelo qual me identifiquei, é quando ela fala dos introvertidos, ou daqueles que não se encaixam bem em determinadas situações. Ela diz que grande parte das pessoas e empresas tendem a dar mais valor aos extrovertidos, por parecerem mais inteligentes. Mas nem sempre é assim.

Os introvertidos são naturalmente mais sensíveis porque não precisam de um monte de dopamina, o neurotransmissor da “sensação boa” que o cérebro produz em resposta a estímulos positivos. (…) Os introvertidos também são mais propensos a prestar atenção em detalhes pequenos.” (p. 142-143)

Está aí uma verdade. Sou apegada a detalhes.

Nesta mesma leva ela fala da superestima ao networking. Tenho uma dificuldade gigante em conversar com estranhos, mesmo sendo da mesma área de atuação ou que possa vir a ser um possível parceiro. Não sei jogar conversa fora.

Mas, porque Sophia falaria tanto deste perfil que, aparentemente ou a princípio, podem não sere “percebidos como alguém com potencial de liderança”? Porque, ela conta, só começou a trabalhar com uma loja virtual por não querer contato com pessoas e preferir trabalhar sozinha. E olha onde ela chegou.

Enfim, os ensinamentos que consegui absorver deste livro foram:

  • ter uma boa ideia;
  • saber que você consegue executá-la bem;
  • persistir no caminho, mesmo diante das dificuldades;
  • não focar apenas no faturamento;
  • e, por fim, acreditar que aquilo é um trabalho de verdade.

Foi isso que aprendi com este livro.

Você tem que ter confiança e convicção suficiente para seguir com toda força mesmo se as cosas não derem certo. Para nós, que corremos riscos, é algo inerente ao trabalho. Se falharmos, levantamos e tentamos de novo. Simplesmente fazer é recompensa suficiente.” (p.204)

#Girlboss é um ótimo livro para quem pensa em empreender, ou para quem quer começar qualquer tipo de projeto, não necessariamente financeiro. O livro nos impulsiona. Sophia faz isso muito bem. É como uma mola propulsora. E tem dias, principalmente naqueles que precisamos de coragem, que achamos que nada do que fazemos faz sentido, este livro nos dá a força necessária. E uma das coisas mais importantes que ele trouxe é: não existe fórmula mágica. Cada um tem o seu estilo e absorve as experiências contadas por Amoruso de uma forma. O importante é se conhecer e conhecer suas potencialidades.

Se você estiver sonhando grande, #Girlboss, não desanime se tiver que começar pequeno. Foi o que funcionou para mim” (p. 213).

girlboss

Livro: #GIRLBOSS (#GIRLBOSS)

Autora: Sophia Amoruso

Tradutora: Ludimila Hashimoto

Editora: Pensamento-Cultrix Ltda. (1ªed. 2015 | 5ª reimpressão 2017)

***

Adendo um: Assista a série da Netflix, livremente inspirada no livro e que teve a atriz Charlize Theron como produtora executiva.

Adendo dois: Ninguém está livre de ter de recomeçar. Nem a Sophia. Clique e leia o texto.

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