Amigos.

Conheço muita gente.

Mas, amigos, menos de uma mão.

Tranquilamente.

Talvez, meia mão.

Um dedo.

Não, é mais.

Uma mão.

Sinto que às vezes ainda procuro minha turma.

Tenho, às vezes, inveja dos que guardam amigos de infância.

Àqueles que conviveram comigo à época, passaram a ser pessoas conhecidas, mas não mais amigas.

Colecionamos histórias divertidas de infância, as quais na memória ficarão, mas não nos resta nem um ponto de cumplicidade e afeto.

Tudo isso se perde e, para o bem ou mal, é culpa do tempo.

Na adolescência tive as turmas da escola.

Com seu fim, findaram as amizades.

Na faculdade a mesma coisa. Mas deste período guardo hoje os laços mais fortes, que não foram construídos nas salas de aula.

Escrevi tudo isso para dizer que somos feitos de memórias e os amigos sejam, talvez, parte essencial para esta coleção de momentos pelas quais nossa história é formada.

Aos que formam minha mão, aos que são “minha turma”, aos que me escutam.

Aos que ainda virão.

Amigos.

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