Música do dia #455

#455 • Mais um na multidão •

Amo esta música  e esta parceria: Erasmo e Marisa ♥

• Artista • Erasmo Carlos e Marisa Monte

• Álbum • Pra falar de amor (2001)

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Filme da semana: Três Anúncios Para Um Crime

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Três Anúncios Para Um Crime conta a história de uma mãe que busca o assassino e estuprador de sua filha.

Frances McDormand recebeu o Oscar de Melhor Atriz, por sua atuação no filme e Sam Rockwell ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

Mildred Hayes (McDormand) perdeu a filha de maneira brutal há mais de um ano e a polícia local não conseguiu encontrar o culpado. Para chamar a atenção das autoridades, ela aluga, durante um ano, três outdoors, em que expõe sua aflição diante da falta de justiça.

A atitude de Mildred ganha visibilidade e gera várias consequências nas vidas dos envolvidos. Um série de acontecimentos poderão levá-la, talvez, a tão esperada justiça.

Apesar deste ser o ponto principal da história, que não é baseada em história real – é tudo ficção – outros assuntos são abordados, como questões raciais, em que o policial Jason Dixon, vivido por Rockwell, expõe sua raiva por negros. Lendo alguns artigos sobre o filme, me identifiquei com o do El País, que chama isso de “racismo involuntário”. No cinema, algumas pessoas riam das piadas racistas ou machistas, apresentadas por Dixon, ou até por outros personagens e ficava me perguntando: Por que isso é engraçado? No fim das contas, concordo porque a violência ali apresentada, parece gratuita por conta da, talvez, superficial atuação. Ou por conta do roteiro não focar tanto na morte da menina, que parece ser o centro do início da movimentações.

Enfim, é um bom filme, sim, merce ser visto, mas leve em consideração estas questões ditas anteriormente.

Ainda fazem parte do elenco Woody HarrelsonPeter DinklageCaleb Landry JonesClarke Peters.

O filme foi indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem, Melhor Atriz e Melhor Ator Coadjuvante, no Oscar 2018.

► Filme • Três Anúncios Para Um Crime (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)

► Direção • Martin McDonagh

► Ano de Lançamento • 2017

Música do dia #454

#454 • Buckskin Stallion Blues •

Este é o post de número mil do blog. Nossa, nunca pensei que pudesse alcaçar esta marca, mas alcancei. Obrigada a você que sempre está aqui, conhecendo as músicas que eu indico, ou os filmes (como acontece hoje), séries, livros. Muito obrigada, quem venham outros mil!!

E, aproveitando o ensejo, estou querendo sortear um livro entre os seguidores do blog, o que você acha? Comente aqui em baixo se você acha uma boa e me ajude a tomar esta decisão, por favor.

***

A música de hoje é trilha do filme de hoje, como de costume. Filme este que concorreu em várias categorias do Oscar 2018.

• Artista • Amy Annelle

• Álbum • Three Billboards Outside Ebbing, Missouri Motion Picture Soundtrack (2017)

Disco da semana: Maria Rita

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Este, com toda certeza, é um dos discos que eu mais gosto na vida. Quando ele foi lançado, em 2003, eu trabalhava numa loja de discos e pude ouvi-lo inteiro, antes que a maioria das pessoas o conhecesse e me emocionei. Primeiro, porque era a filha de uma das cantoras que eu mais gosto. Segundo, porque ela estava sozinha e fazendo um trabalho extraordinário, mesmo correndo o risco da comparação.

Maria Rita, o primeiro disco da cantora, é lindo, do início ao fim. Ela conseguiu juntar diferentes compostores e, ainda assim, deu uma identidade única a este disco, que tem como formação o clássico do jazz, com piano, baixo e bateria, como principais instrumentos mas, estamos no Brasil, né?, por isso a percussão é muitíssimo bem utilizada nos arranjos das músicas.

Na minha humilde opinião, este é o melhor disco de Maria Rita, ela não conseguiu repetir a profundidade e emoção trazidas por este disco em nenhum dos outros que viriam. E eu tento acompanhar a carreira dela bem de perto desde sempre. Tenho todos os discos e os escuto com cuidado, vez ou outra.

Me chamaram a atenção deste primeiro trabalho, as músicas Cara Valente e Santa Chuva, até então inéditas, escritas por Marcelo Camelo, e Veja Bem Meu Bem, também do Marcelo, apresentada no disco Bloco do eu sozinho, do Los Hermanos.

Cupido, de Cláudio Lins, é de uma intensidade devastadora, e descreve o primeiro instante da paixão. Encontros e despedidas e A Festa, são de Milton Nascimento.  Lavadeira do Rio, de Lenine. E tem, ainda, duas de Rita Lee, Pagu e Agora só falta você.

E, por falar em Rita, veio dela a inspiração de seu nome, já que Lee e Elis eram muito amigas.

Outra música que eu amo, que me emociona é Menina da Lua. No DVD, deste primeiro trabalho, nas entrevistas Maria Rita fala sobre a escolha de cada uma das músicas e sobre esta ela diz que chorava sempre que a ouvia e não entendia o motivo. Aí, então, numa das audições emocionadas ela se lembou de uma entrevista da mãe, em que é questionada sobre o que desejava para Maria Rita, Elis, então, responde: quero que ela seja leve, que não seja pesada nunca. ♥

Maria Rita, o disco, vendeu mais de um milhão de cópias, o que no início dos anos 2000 é um sucesso estrondoso. O disco ainda ganhou o Grammy Latino de 2004 na categoria Melhor Disco de MPB. Maria Rita, a artista, ganhou na Categoria Artista Revelação e a música A Festa, recebeu o prêmio de melhor música. Uma coincidência triste deste prêmio: o produtor Tom Capone morreu num acidente de moto, em Los Angeles, quando foi acompanhar a arista na premiação.

Gosto muito de outros dois discos dela, que tem uma sonoridade um pouco mais parecida com este: Segundo (2005) e Elo (2011).

A partir do terceiro disco, Maria Rita começou a caminhar para outras sonoridades. Samba Meu (2007) foi seu primeiro disco de samba. A partir deste, sua carreira começou a ser toda voltada para este consagrado estilo de música brasileiro. Coração a batucar (2014), O samba em mim – ao vivo (2016), e o mais recente Amor e Música (2018), são os discos que completam, até então, a discografia da artista.

Maria Rita ainda lançou o disco Redescobrir, em 2012, quando fez uma homenagem à sua mãe, Elis Regina.

Ouça Maria Rita:

► Álbum • Maria Rita

► Artista • Maria Rita

► Ano de Lançamento • 2003

► Composições • Milton Nascimento, Rita Lee, Luis Sérgio Carlini, Nonato Buzar, Paulinho Tapajós, Jean Garfunkel, Paulo Garfunkel, Isolina Carrillo, Marcelo Camelo, Renato Motha, César Camargo Mariano, Fernando Brant, Zélia Duncan, Lenine, Bráulio Tavares, Cláudio Lins

► Produção: Tom Capone, Marco da Costa, Maria Rita

► Gravadora • Warner Music Brazil

Dia 65

terminei de ler um livro neste momento que, muito provavelmente, será o livro do mês. é uma narrativa com pouco mais de 40 páginas, li num dia, em algumas horas.

escrita bem objetiva, direta, concisa, na verdade é a transcrição adaptada de uma palestra.

trata-se de um livro sore o feminismo, não vou dizer qual, apesar de você já saber, porque guardarei mais palavras para o livro do mês, mas é um dos melhores livros que li nos últimos tempos e por se tratar de um tema, talvez, já um pouco banalizado.

eu fui uma pessoa que, até pouco tempo, era alheia a certos movimentos, já disse isso algumas vezes.

nunca gostei de movimento negro, feminista ou cotas.

sim, até pouco tempo não via necessidade disso tudo existir.

ignorância e vergonha.

mas ainda bem que existe o tempo e com ele a possibilidade de mudança, transformação.

após muita reflexão, conversas, leituras, observações e lembranças de coisas que já haviam acontecido comigo, pue perceber quão injusta eu estava sendo ao pensar que àqueles movimentos seriam desimportantes.

há um grupo enorme de pessoas – a maioria – que vive às margens. eu, nós, com acesso a informação, com a possibilidade de mudança e pensamento e atitude, muitas vezes não fazemos ideia do sofrimento alheio.

nos preocupamos, muitas vezes, ou nos afogamos na rotina de trabalho, casa, comida, tv-corrupção, violência-cegueira, problemas, desligar a tv-coorupção e manter a violência-cegueira. ah, sim! mais do mesmo sempre. e, para fugir, organizamos a próxima viagem.

é triste. poderia muita bem o mundo ser mais justo, mas isso nunca acontecerá.

provavelmente algum estudioso já escreveu que essa desigualdade, pela qual estas grupos lutam contra, é que move o mundo dos poderosos.

afinal de contas, quais promessas seriam feitas se os problemas de violência, saúde, saneamento e etc. fossem resolvidos?

sigo, agora, acreditando na importância e relevância dos movimentos.

mas, continuo a pensar numa forma destes discursos serem unificados.

Música do dia #452

#452 • Da lama ao caos

Seguindo nossa lista das 100 Maiores Canções da Música Brasileira, publicada em 2009 pela Revista Rolling Stone Brasil, a música de hoje ficou na 22ª posição e é de uma das bandas mais fortes do cenário musical da década de 1990, no Brasil. Chico Science & Nação Zumbi, jogaram luz ao Movimento Mangue Beat, misturando o regional com o movimento dos grandes centros urbanos. Não à toa, mesmo depois da morte de seu líder num trágico acidente de carro, em 1997, a Nação continuou, talvez não tão forte, mas ainda sim com certa relevância, com produções que merecem ser ouvidas com atenção.

Essa música, que deu título ao primeiro álbum de Chico Science & Nação Zumbi, é repleta em imagens do realismo fantástico do Grande Recife e virou uma espécie de hino do último movimento a desorganizar a música brasileira. (Revista Rolling Stone Brasil, outubro de 2009. P. 114)

• Artista • Chico Science & Nação Zumbi

• Composição • Chico Science

• Álbum •  Da lama ao caos (1994)

Música do dia #451

#451 • Chega de Saudade • 

Será esta o marco zero, o início da bossa nova? Ao que tudo indica, sim. Ou mais ou menos. O primeiro registro do samba foi feito em 1957, num disco de Elizeth Cardoso (Canção do Amor Demais), produzido por Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Mas, o registro que ficaria reconhecido viria apenas no ano seguinte, 1958, por João Gilberto.

Os sambas-canção lacrimosos davam lugar a versos que falavam de ‘abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim’. As vozes poderosas de Vicente Celestino e Silvio Caldas encontravam concorrência nos quase sussurros de João. E havia a incontestavelmente revolucionária batida do violão do baiano, que mesclava marcação rítmica inovadora e preceitos jazzísticos. (Revista Rolling Stone Brasil, outubro de 2009. P. 110)

• Artista • João Gilberto

• Composição • Tom Jobim e Vinícius de Moraes

• Álbum •  Chega de saudade (1959)

Série do Mês: Scandal

HENRY IAN CUSICK, KATIE LOWES, GUILLERMO DIAZ, KERRY WASHINGTON, COLUMBUS SHORT, DARBY STANCHFIELD, JEFF PERRY, TONY GOLDWYN

Scandal é mais uma série do universo da Shondaland que é de tirar o fôlego. Sim, é uma série excelente que mostra os bastidores do poder da Casa Branca. Eu citei a série rapidamente no post da série do mês passado, How To Get Away With Murder, e comecei a assisti-la por conta do crossover que aconteceu entre as duas, no início de março deste ano.

Infelizmente, o crossover do lado de Scandal marcou o fim da série, que ao todo teve sete temporadas. Mas eu ainda estou assistindo a terceira, então ainda terei muita coisa para descobrir.

Como já disse, a série foi criada por Shonda Rhimes, que também atuou como roteirista e produtora. Kerry Washington interpreta a gerenciadora de crises Olivia Pope, que trabalha em Washington, D.C., capital norte-americana.

Uma curiosidade é que a personagem foi inspirada numa ex-assessora da Casa Branca, que trabalhou no local durante o governo George H. W. Bush.

Scandal é uma série que prende a atenção muito por conta do texto que é muito bem escrito e desenvolvido, por Pope ser muito inteligente e, por mais que precise abafar os inúmeros escândalos que acometem os poderosos e os políticos da capital, não deixa de mostrar certa honestidade. Ela é uma mulher poderosa, inteligente, articulada e não à toa despertou o amor do presidente, Fitzgerald Grant III, vivido por Tony Goldwyn (lembra dele em Ghost?).

Na primeira temporada, dá-se um panorama geral de como Olívia resolve os problemas alheios e não é possível saber muito sobre sua vida pessoal, a não ser sua relação com o presidente. Já na segunda temporada, podemos começar a entender melhor como Olivia começou a trabalhar na Casa Branca e, a terceira temporada (que é a que estou no momento), mostra a família de Olívia e os mistérios e dramas que a cercam.

É excelente.

A série foi indicada para alguns prêmios, como EMMY, NAACP (quando Kerry venceu como Melhor Atriz) e Bet Awards, quando ela também venceu na mesma categoria.

► Série: Scandal

► 7 temporadas (2012 – 2018 )