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(Fotos: divulgação)

Yannick Hara, nascido e criado no centro de São Paulo, é um rapper independente que costuma não seguir os padrões tradicionais do gênero. Filho de pai negro e mãe japonesa, ele explora as duas culturas em suas composições.

Meu primeiro mangá foi ‘O Lobo Solitário’ e meu primeiro anime foi ‘Akira’. O rap veio em seguida, aliás, depois do rock, minha primeira escola musical. Vivenciar ambas as culturas, a negra e a japonesa, era um hábito de berço. Meus pais se esforçaram muito para me dar esse tipo de educação.

Em 2016, o rapper foi indicado ao prêmio Pindorama – na categoria Aposta – com o EP Também Conhecido Como Afro Samurai e, com este mesmo trabalho, realizou mais de 40 apresentações, incluindo shows em Cuiabá e São Paulo. Yannick também foi destaque em inúmeros festivais do Brasil, como o Festival Chacrona e o Festival Dia da Música.

Ainda no ano passado, Yannick participou da coletânea O Mundo Ainda Não Está Pronto – Um Tributo ao Pato Fu, projeto que reuniu vários artistas de diferentes gêneros musicais para homenagear os 25 anos da banda mineira. O artista, junto com Camila Brumatti, fez a faixa Eu Ando Tendo Sorte.

Foi maravilhoso, fiquei honrado com o convite da Hits Perdidos. Sai da zona de conforto e fui desafiado a entender e estudar uma sonoridade tão única que é a do Pato Fu e traduzir em forma de rap. Lembro que quando escolhi a Eu Ando Tendo Sorte fiquei muito animado com o que poderia ser feito a partir dela e creio que consegui dar uma continuidade na essência dessa música. Foi lindo.

Mas Yannick não para e já está preparando um novo trabalho. O próximo EP, seu segundo lançamento, terá o título de O caçador de androides, baseado no livro  Androides sonham com ovelhas elétricas?, a ficção lançada em 1968 pelo escritor norte-americano Philip K. Dick. No Brasil, a obra foi lançada em 1989. Este livro também inspirou a obra cinematográfica Blade Runner, de 1982, filme dirigido por Ridley Scott. Ao Loucuras, o rapper disse que neste trabalho o público pode esperar um Yannick mais politizado, espiritualizado. Ele disse, ainda, que suas composições continuarão atuais, porém, sempre olhando para o passado, para a história.

“[O público verá] um Yannick mais simples na construção musical, mantendo a complexidade poética e literal nas linhas e letras. Amadureci muito depois do ‘EP Também Conhecido Como Afro Samurai’ e estou realizando antigos sonhos, desejos que coloquei na ‘caixinha de ideias’ porém agora tenho condições de executá-las, de produzi-las. ‘O Caçador de Androides’ é uma delas. Quando assisti ao Blade Runner pela primeira vez, ainda criança, fiquei muito instigado com aquela atmosfera futurística em meio ao caos urbano e tecnológico. Estou tão imerso nesse projeto que fui estudar a fundo o livro que inspirou o filme, e musicalmente fui estudar melhor outras fórmulas, outras construções, estou mais ousado e experimental, estou gostando do resultado. Como o filme, que se passa em Los Angeles, em novembro de 2019, o EP O Caçador de Androides será lançado em todas as plataformas digitais em novembro de 2019.

Então, enquanto o EP novo não é lançado, ouça Também Conhecido Como Afro Samurai

 

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