sabe fã, aquela pessoa que geralmente idolatra outro ser humano? pois é, conheço vários. eu, inclusive, sou fã de várias três pessoas e uma banda. na verdade, ultimamente estou sendo fã de várias duas pessoas e uma banda. enfim, os fãs costumam ser seres mais egoístas do que os demais seres humanos, desprovidos de tal fascínio. nós (agora me coloco sim e realmente) queremos criar nossos ídolos como se eles nos obedecessem e só apenas a nós. nada mais importa: família, bem estar, saúde. queremos que a pessoa continue escrevendo, compondo, fazendo tudo para nos satisfazer.

que coisa horrível.

certas profissões, principalmente as artísticas, carregam em si certa aura de super, como se àquelas pessoas não tivessem, em sua rotina, as mesmas mazelas que nós, meros mortais, experienciamos dia após dia. é claro que muitas coisas não passam nem perto dessas pessoas, mas o que está dentro, os sentimentos, medos, faltas, ânsias, isso é algo inerente de quem está vivo. digo, seres humanos. vivos.

comecei a pensar sobre isso quando li um tweet, dia desses, de uma pessoa reclamando da postura de uma artista, só porque ela resolveu inverter os valores que ela, até então, apresentara. sem precisar ser sex simbol, ou trajar roupas em que ela não se sentisse bem, apenas, e única e exclusivamente, para agradar a indústria e àqueles que a consomem sem ao menos refletir sobre o processo de criação.

só quem trabalha com criação ou convive com pessoas criativas sabe como é a dor diante de uma folha em branco ou uma pauta sem nota. não há vida depois disso. é difícil e doloroso.

enfim, no fim das contas, a pessoa se arrependeu e eu aproveitei a deixa. a artista em questão hoje está em sua melhor fase, em seu momento mais feliz e pleno e, por isso, tudo o que ela diz, escreve, fala e canta refletem isso. e tudo isso é luz, amor, que emana no universo e volta cada vez mais forte para quem o reverbera.

sabe quando diz que para cozinhar precisa ser com amor. pois é. para a arte é o mesmo. o amor sempre gera mais amor.

então, para concluir, não vamos julgar a forma com que as pessoas, sejam elas figuras públicas ou seu irmão, levam suas vidas. cada um sabe a dor que sente lá no fundo e o que precisa ser mudado. e as mudanças que precisam ser feitas só você, ele ou quem quer que seja, conseguem saber.

sentir-se bem consigo, respeitando os limites e o tempo do outro, isso é empatia.

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