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Que final extraordinário! Que final lindo! Que final emocionante! Que final amoroso. E é este sentimento que ronda e molda a atmosfera de todo este final de Sense8, a melhor série de 2017 aqui do blog. Se você ainda não assistiu a série ou o episódio final, é melhor não continuar lendo, pois pode haver spoiler.

Sense8 é o tipo de série que entra na vida pra ficar, pra marcar, por todo o sentimento que a envolve, por conta de toda a diversidade que nutre as histórias e a relação entre os oito sensitivos: Capheus “Van Damme” Onyongo (1º temp./Aml Ameen, 2ª temp. e EP final/Toby Onwumere), Kala Dandekar (Tina Desai), Lito Rodriguez (Miguel Ángel Silvestre), Nomi Marks (Jamie Clayton), Riley Blue (Tuppence Middleton), Sun Bak (Bae Doona), Will Gorski (Brian J. Smith), Wolfgang Bogdanow (Max Riemelt).

Neste EP final, outros personagens também ganham destaque, como Daniela Velasquez (Eréndira Ibarra), que vive um dos triângulos amorosos (sim, eles vivem uma história de amor), ao lado de Lito e Hernando (Alfonso Herrera),  Amanita (Freema Agyeman), a noiva de Nomi, Rajan Rasal (Purab Kohli) que viverá outro triângulo, ao lado de Kala e Wolfgang, e o detetive Kwon-Ho Mun (Sukku Son), namorado de Sun.

No filme especial, com duração de 2h30, os criadores tentaram responder a todas as questões que estavam em aberto até então. Amor vincit omnia (O amor conquista tudo) é o título do episódio que, apesar da correria, conseguiu nos entregar o que precisávamos.

Se eu disser que não me emocionei, estarei mentindo muito. Eu, como boa sensate, senti tudo o que estava sendo transmitido, como quando Kala recebeu um tiro (pensei que fosse secar). Mas, para mim, o momento mais lindo e emocionante foi o casamento de Amanita e Nomi. Os votos e a emoção das duas derruba qualquer um que pudesse duvidar daquele amor.

O mais interessante, e talvez importante de Sense8, é que a diversidade é tratada de maneira natural. Tratam e conseguem mostrar o que de fato é importante, ou que deveria ser, na essência humana. É demonstrado o que deveria ser simples: cada um, apesar das diferenças, querem apenas o bem estar e a felicidade, e se puder fazer isso com um grupo de pessoas que conseguem entender esta essência, é a realização de um mundo mais pleno.

A forma com que os relacionamentos são apresentados, de maneira saudável e madura, mesmo os enlaces triplos, demostram que ninguém deveria ter absolutamente nada com a vida do outro. Ninguém deveria apontar o dedo ou julgar as escolhas alheias. Cada um vive a vida da maneira que quiser.

Para não me prolongar demais, assim que terminei de assistir ao episódio, com uma das cenas de amor mais lindas já feitas (aliás, todas as cenas que envolvem todos eles são muito lindas e bem feitas), já comecei a maratonar de novo e sentir tudo de novo. Pena que já havia sentido tudo. Pra você que não viu a série, mas mesmo assim leu o texto, corra e assista agora para viver pela primeira vez toda a emoção e sentimento de pertencimento que esta série deixa em nós. Mas, não são todos que irão entendê-la, ou gostar, apesar de este ser um sentimento (o amor) quase unânime em todos que já assistiram Sense8. No fim das contas, fiquei feliz por ter podido vivenciar toda esta experiência.

Série: Sense8

Direção: Lilly e Lana Wachowski

Exibição: Netflix

Exibição: 2015-2018 (duas temporadas + episódio final)

 

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