Hoje eu não vou escrever sobre o medo do resultado desse processo eleitoral pelo qual estamos passando.

Eu havia pensado em escrever sobre outra coisa. Algo que aconteceria ontem, mas não pôde por conta de uma dúvida. Dúvida que era só receio mesmo e o que eu faria ontem, farei na quinta. Eu sei que você não está entendendo, e talvez nem seja pra entender mesmo.

Às vezes nem eu consigo me entender, o que acontece na maioria das vezes. Cara, que confusão.

Enfim, hoje vou falar sobre remédios. Sobre o consumo deles, ou sobre como eu gosto de ficar em casa sozinha. No período da manhã, principalmente. Como isso me acalma.

Por falar em calma, no domingo ela me deixou e eu fiquei extremamente ansiosa e em pânico, por conta das eleições. E eu não vou falar sobre isso.

Segunda-feira eu faria uma mamografia, mas eu preciso ter certeza de que não estou grávida, coisa que tenho, mas não em registro, por isso a atendente preferiu transferir o procedimento para quinta.

Por conta das eleições e por não estar grávida, coisas sobre as quais eu não queria falar, mas sempre voltam, eu não tenho conseguido dormir bem. A culpa é da ansiedade e por causa dela tenho tomado alguns remédios para dormir. Pode ser qualquer um: antialérgico, gripe, contra enjoo. Que vergonha, né?

Também tenho sentido algumas dores no pescoço, por causa da tensão. Fico tensa sem perceber e, de repente, tenho um torcicolo. Tive esse problemas duas vezes em três semanas. A primeira, durante a reforma da casa, e a segunda, anteontem. Segunda-feira, depois do resultado do primeiro turno das eleições.

E eu não quero escrever sobre isso.

Depois do torcicolo, bebi um remédio para dores musculares e comprei salonpas. Aquilo arde e queima, mas costuma resolver, por ora, o problema.

Para as dores físicas sempre há solução.

Para as dores internas, terapia e música. Ouvir música me acalma, assim como assistir séries. Ficar em casa sozinha, no período da manhã, mesmo que por um curto espaço de tempo,  é um dos melhores remédios que podem existir. Respirar, tomar café, brincar com o cachorro, ler mais um capítulo de um livro, assistir mais um episódio da série, tomar banho e sair para o trabalho. Tudo isso ouvindo música. Menos assistir a série, porque talvez pode ser que fique confuso.

Consigo esse momento uma vez por semana e, às vezes, é suficiente para que eu não precise procurar ajuda numa bolinha qualquer.

Mas calma, tá bem, não sou nenhuma louca viciada em remédio. Hoje decidi que não mais os tomarei. Apenas aquele homeopático que me deixa mais concentrada.

Que mentira deslavada, é claro que continuarei a tomar remédios, mas apenas quando for necessário. Prometo!

Mudando de assunto, disse que não falaria sobre as eleições, mas não consigo parar de pensar.

É bem provável que eu beba algo para dormir.

Talvez, um suco de maracujá. E um dramin.

#EleNão

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3 comentários em “Dia 93

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