cem ano 03

Cem anos parece ser o tempo que eu demorei para ler este livro de Gabriel García Márquez. Não porque ele seja ruim ou de leitura difícil, muito pelo contrário. O difícil, neste caso, é conseguir acompanhar as várias histórias que se passam. Vou explicar melhor.

Em Cem anos de solidão, livro publicado em 1967, Márquez conta a história de sete gerações da família Buendía, que viveu, e fundou, a cidade de Macondo. Então, de certo modo, a história e os acontecimentos da família se misturam aos acontecimentos da cidade. São narrados cem anos, como o próprio título já nos apresenta.

Macondo era então uma aldeia de vinte casas de pau a pique e telhado de sapé construídas na beira de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leiro de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos. O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome, e para mencioná-las era preciso apontar o dedo. (p. 7)

É um pouco complicado falar do enredo do livro, já que, como disse, são apresentadas histórias de sete gerações. E, como bem sabemos, algumas famílias costumam nomear os herdeiros com os nomes dos pais, e na família dos Buendía isso não foi diferente. Como a árvore genealógica abaixo nos mostra, existem vários nomes parecidos, o que pode nos confundir em alguns trechos.

cem ano 02
durante vários momentos precisei consultar esta árvore para entender melhor de qual personagem se tratava o trecho lido

Na longa história da família, a tenaz repetição dos nomes tinha permitido que ela chegasse a conclusões que lhe pareciam definitivas. Enquanto os Aurelianos eram retraídos, mas de mentalidade lúcida, os José Arcádio eram impulsivos e empreendedores, mas estavam marcados por um destino trágico. (p. 198)

A história é contada de maneira não-linear e nos apresenta, em certos momentos, narrativas fantásticas e que nos lembra personagens bíblicos, como é o caso da matriarca, a Úrsula, que vive por quase 150 anos.

O texto da orelha do livro, conta que Gabriel escreveu este romance tendo como referência a forma que a avó lhe contava as histórias, quando criança, e na medida que vamos avançando e nos envolvendo com o enredo, percebemos um ar pueril, ao mesmo tempo que o livro de temas importantes, e reais, como guerras que realmente ocorreram.

– Queria o quê? – murmurou – o tempo passa.

– É verdade – disse Úrsula –, mas não tanto. (p. 361)

Mas, no geral, Cem anos de solidão é um livro divertido. Não à toa ele é considerado um dos grandes romances da literatura latino-americana, e continua sendo, até hoje, um dos livros mais vendidos do mundo.

Para entender melhor, assista ao vídeo que a Tatiana Feltrin fez sobre o livro:

E leia!

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***

Livro: Cem anos de solidão (Cien años de soledad)

Autor: Gabriel García Márquez

Tradução: Eric Nepomuceno

Editora: Record (100ª ed./2017)

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