o último texto foi publicado há mais de um mês. para ser exata, há um mês e dois dias.

tenho anotado muitas coisas, tenho vivido momentos de oscilação, entre ficar bem, ficar muito ansiosa ou ficar no meio termo. é muito difícil controlar o pensamento.

é muito difícil controlar qualquer coisa e não sei porque ainda insisto em tentar.

estou eu aqui tentando tirar a poeira deste ambiente que há muito perdeu o sentido. preciso confessar que não sei qual será o futuro do blog.

eu mudei.

tenho muito orgulho do que produzi aqui, mas não faz mais sentido compartilhar algumas coisas, às vezes tão íntimas, com tantas pessoas desconhecidas.

já venho pensando nisso há algum tempo, mas ainda não consegui definir o que farei.

por ora, coleciono livros na memória – talvez até escreva sobre alguns aqui.

nos últimos meses, li dois livros que me marcaram muito. são eles, “a morte é um dia que vale a pena viver”, da dra. ana cláudia quintana arantes, e “a desumanização”, do valter hugo mãe – a minha melhor descoberta literária deste ano, até agora. é o tipo de leitura que bate bem no fundo e gera transformação.

percebo que minhas referências mudaram bastante em um ano. neste momento estou lendo três livros: “o filho de mil homens”, também do valter; “arranjos para assobio”, do manuel de barros¹; e “a interpretação dos sonhos”, do freud. precisava começar a ler sobre psicanálise e achei por bem começar do começo.

além disso, tenho escutado alguns podcasts e me perguntado como ainda não havia inserido essas escutas no meu dia a dia. o meu preferido é o mamilos, disponível em vários aplicativos. caso não conheça o trabalho da cris bartis e da ju wallauer, comece pelo programa sobre família, o número 185. é de se emocionar.

enfim, acho que estou me recriando, me transformando, talvez juntando os cacos e ainda morrendo de medo.

sigo aprendendo.

***

¹

“há quem receite a palavra ao ponto de osso, de oco;

ao ponto de ninguém e de nuvem.

Sou mais a palavra com febre, decaída, fodida, na sarjeta.

Sou mais a palavra ao ponto de entulho.

Amo arrastar algumas no caco de vidro, envergá-las 

pro chão, corrompê-las

até que padeçam de mim e me sujem de branco.

Sonho exercer com elas o ofício de criado:

usá-las como quem usa brincos.”

– manuel de barros

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