É louco pensar que é possível sentir falta de algo que nunca tivemos. Que podemos querer ter algo justamente por pensar que a coisa que falta nos tornará melhores do que somos. Tudo fantasia. Nós projetamos em nossas faltas a nossa felicidade ou a nossa ilusão de felicidade. E eu estou escrevendo em terceira pessoa porque não quero que essa verdade seja só minha, se é que é verdade.

Hoje é quinta-feira. 21h13. Eu sempre fico assim às quintas.

Ainda sobre a falta. Tenho lido uma infinidade de textos, livros e legendas de Instagram que têm me ajudado, têm aberto minha cabeça para inúmeras questões, mas foi uma música que explodiu meu cérebro: O quereres, do Caetano Veloso.

Caetano gênio e suas letras fenomenais. Num trecho ele diz o seguinte: “onde não queres nada, nada falta”. Poxa vida, Caetano! Qual a necessidade desse tapa?

Por que sofremos tanto pela falta que nós mesmos criamos? Será que por conta das expectativas? Nossas ou dos outros sobre nós?

Se não quero, não sinto falta. Não sofro.

Certa vez, Manoel de Barros escreveu: “Tem mais presença em mim o que me falta”. É o que nos move, né? O desejo, o querer. Nossos quereres nos inundam e nos afundam e nos dão vida.

Sigamos em falta.

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