“Quem tem menos medo de sofrer, tem maiores possibilidades de ser feliz”

Valter Hugo Mãe é o meu vício literário neste início de 2019. Eu fico abismada com o tratamento dado a palavra por este autor português que parece dançar e entrelaçar com cada uma das frases que formam seus escritos.

Se em A desumanização ele trata da morte e de como ela afeta as pessoas, em O filho de mil homens ele fala da solidão, da desordem e de como a vida é capaz de transformar tragédias em bonitos dias, mesmo que, para isso, seja necessário abrir mão de algo pelo caminho. Ele fala de viver junto, da família que escolhemos. Da amizade, do amor.

“Para dentro do homem era um sem fim, e pouco ou nada do que continha lhe servia de felicidade. Para dentro do homem o homem caía.” (p.19)

O que eu achei interessante neste livro foi a forma de construção da história. A princípio, parece ser um livro de contos. Mas, na medida em que avançamos na leitura, vamos percebendo o enlace das histórias, que vão ganhando forma e contorno e, a cada página, vamos nos surpreendendo e torcendo para que, no fim, aqueles “rejeitados” possam se sentir acolhidos em algum momento.

Mais uma vez, Valter me fez ter esperança.

“Ser o que se pode é a felicidade. Pensou nisto a Isaura. Não adianta sonhar com o que é feito apenas de fantasia e querer aspirar ao impossível. A felicidade é a aceitação do que se é e se pode ser.” (p. 86)

O filho para post

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Livro: O filho de mil homens

Autora: Valter Hugo Mãe

Editora: 1ª Edição – Cosac Naify/2012 | 2ª edição – Editora Globo/2016 – Biblioteca Azul

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