Disco da semana: Room For Squares

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John Mayer, a voz masculina que mais tenho gostado de ouvir e uma das poucas, na verdade. Dá pra sentir ele quase do lado sussurrando as músicas. Isso é só comigo? Enfim, tenho escutado muitas músicas do John ultimamente e este disco é dos que mais gosto.

Pode-se dizer que Room for squares é o segundo trabalho de John. Antes dele, em 1999, ele lançou o EP Inside Wants Out. Continue lendo “Disco da semana: Room For Squares”

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Disco da semana: Alucinação

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Alucinação é o segundo disco de Belchior, lançado em junho de 1976. Todas as músicas da obra foram escritas e compostas por ele, não à toa, este é um dos mais importantes discos do Brasil. Ou deveria ser.

As composições de Belchior são reconhecidas pela força e pelas palavras funcionarem tantas vezes como navalha. Em 76, ainda na ditadura, que ainda duraria quase 10 anos, Belchior falava de dor, sofrimento, política e das inúmeras dificuldades daqueles dias. Continue lendo “Disco da semana: Alucinação”

Disco da Semana: 19

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Este é, na minha opinião, o melhor disco da Adele até este momento. E eu não digo isso afirmando que os outros dois são inferiores, muito pelo contrário. Quando digo que o 19 é o melhor disco da Adele é porque acredito que, nele, adele ainda trazia certa ingenuidade, que pouco tempo depois foi quase que aniquilada pela indústria. Com o 19 ela ganhou notoriedade e a indústria percebeu que dali ainda sairia muita coisa boa. Continue lendo “Disco da Semana: 19”

Disco da Semana: Purple Rain

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No próximo sábado (21), a morte de Prince completa dois anos. Por isso a indicação de disco de hoje é dele. E esta é uma tarefa extremamente difícil, porque Prince foi um artista muito prolixo, ele produziu muitas músicas e, por consequência, muitos discos.

Foram 39 discos.

Por conta disso, escolhi o que de fato eu mais conhecia, e que talvez seja o mais popular: Purple Rain. Que foi trilha de filme de mesmo e que tinha Prince no papel principal.

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O artista, que era reconhecido por suas performances inflamadas, era dos mais versáteis. Multi-instrumentista, também produzia, compunha e, claro, cantava.

Então, vamos a Purple Rain.

O disco foi lançado em 1984 e até hoje é um dos mais aclamados da discografia do artista. Não à toa, Prince foi reconhecido em todo o mundo por conta desta produção, que vendeu mais de 20 milhões de cópias no mundo todo. É um disco pop, com uma sonoridade que agrada a muitos públicos.

A principal música de destaque, claro, é Purple Rain. Outras músicas também podem ser destacadas como Let’s Go Crazy, que abre o disco, apresentando o excelente guitarrista que foi Prince. When Doves CryTake Me With You também são destaques. Gosto muito de The Beatiful Ones, também. Alias, é difícil fazer indicação de músicas, já que todas elas teriam sido ótimos singles.

Por esta produção, Prince ganhou o Oscar de Melhor Trilha de Canções Originais, em 1985. O interessante é que depois dele nenhum outro artista recebeu o prêmio.

Uma curiosidade: a música Darling Nikki, que fala abertamente sobre o comportamento sexual de uma mulher, não foi bem recebida pelo congresso americano, em especial pelo congressista Tipper Gore. A letra explícita da música deu origem ao selo “explicit lyrics”, que aparece em diversos discos hoje em dia.

Ouça Purple Rain:

► Álbum • Purple Rain

► Artista • Prince

► Ano de Lançamento • 1984

► Composições • Prince, Dr. Fink, John Nelson, Wendy & Lisa

► Produção • Prince e The Revolution

► Gravadora • Warner Bros. Records

Disco da semana: Tapestry

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Tapestry é um dos discos mais importantes de Carole King. Talvez eu possa dizer, com certeza, que ele seja o melhor. Ele é o segundo disco da artista, que tem quase 50 anos de estrada.

Carole King é uma das artistas americanas que eu mais admiro. Pra variar nasceu em New York. Essas pessoas de NYC são extraordinárias. ☻

Bem, vamos falar do disco, que durante 15 semanas ficou em primeiro lugar na lista da revista Bilboard americana e, com ele, Carole ganhou quatro prêmios Grammy: Álbum do Ano, Melhor Performance Vocal Pop Feminina, Gravação do Ano e Canção do Ano, em 1972.

Neste disco estão, na minha opinião, as melhores músicas de Carole, é quase uma coletânea. São dele: I feel the Earth moveSo far away, It’s too late, You’ve got a friend, Where you lead ♥ e (You make me feel) A natural Woman.

Carole King começou a carreira como compositora e teve, inclusive, música gravada pelos Beatles, em seu primeiro disco. A música era Chains. Além de compositora, Carole é pianista (e nasceu em NYC, como já foi dito ♥).

Tapestry foi o disco que alavancou a carreira da artista também como cantora e ele é, até hoje, o disco de uma artista que mais tempo ficou em primeiro lugar nas paradas. Ele faz parte, ainda, das listas dos 200 discos mais importantes do Rock and Roll Hall of Fame e dos 500 maiores discos de todos os tempos da revista Rolling Stone.

Conheça a discografia de Carole King: http://www.caroleking.com/discography/albums

Ouça o disco:

► Álbum • Tapestry

► Artista • Carole King

► Ano de Lançamento • 1971

► Produção: Lou Adler, James Taylor

► Composições • Carole King, Gerry Goffin, Toni Stern

► Gravadora • Ode Records | Sony/BMG

 

 

 

 

 

 

Disco da Semana: Unplugged in New York

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Este é um dos discos que eu mais amo na vida e um dos que eu mais escutei durante a adolescência, por isso o escolhi. Poderia ter sido Bleach ou o aclamado Nevermind, mas na minha opinião o disco mais importante e revelador do Nirvana foi este.

Entre as solicitações à MTV americana, foi que o cenário se parecesse com o de um funeral. Kurt queria isso. Era sua despedida, mas ninguém poderia prever o que viria depois.

O disco foi lançado em novembro de 1994, sete meses após a morte do vocalista.

O que chama a atenção neste disco é a quantidade de covers. A banda optou por tocar músicas menos expressivas e escolheu músicas de David Bowie, Meat Puppets, Leadbelly e The Vaselines.

Come As You Are é um dos destaques, em que Kurt repete incansavelmente “No I don’t have a gun”. Ironias.

É o melhor disco desta série da MTV, na minha opinião, e também o mais bem sucedido, ou um dos mais, já que o disco estreou em 1º lugar na lista Billboard 200 e alcançou a primeira posição em vários outros países. É o disco póstumo com mais vendas e de maior sucesso.

Uma curiosidade: a performance foi gravada inteira, de uma única vez.

Pela primeira vez, não destacarei canções.

Ouça o disco inteiro.

► Álbum • Unplungged in New York

► Artista • Nirvana

► Ano de Lançamento • 1994

► Produção • Alex Coletti, Nirvana, Scott Litt

► Gravadora • DGC

Disco da semana: Maria Rita

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Este, com toda certeza, é um dos discos que eu mais gosto na vida. Quando ele foi lançado, em 2003, eu trabalhava numa loja de discos e pude ouvi-lo inteiro, antes que a maioria das pessoas o conhecesse e me emocionei. Primeiro, porque era a filha de uma das cantoras que eu mais gosto. Segundo, porque ela estava sozinha e fazendo um trabalho extraordinário, mesmo correndo o risco da comparação.

Maria Rita, o primeiro disco da cantora, é lindo, do início ao fim. Ela conseguiu juntar diferentes compostores e, ainda assim, deu uma identidade única a este disco, que tem como formação o clássico do jazz, com piano, baixo e bateria, como principais instrumentos mas, estamos no Brasil, né?, por isso a percussão é muitíssimo bem utilizada nos arranjos das músicas.

Na minha humilde opinião, este é o melhor disco de Maria Rita, ela não conseguiu repetir a profundidade e emoção trazidas por este disco em nenhum dos outros que viriam. E eu tento acompanhar a carreira dela bem de perto desde sempre. Tenho todos os discos e os escuto com cuidado, vez ou outra.

Me chamaram a atenção deste primeiro trabalho, as músicas Cara Valente e Santa Chuva, até então inéditas, escritas por Marcelo Camelo, e Veja Bem Meu Bem, também do Marcelo, apresentada no disco Bloco do eu sozinho, do Los Hermanos.

Cupido, de Cláudio Lins, é de uma intensidade devastadora, e descreve o primeiro instante da paixão. Encontros e despedidas e A Festa, são de Milton Nascimento.  Lavadeira do Rio, de Lenine. E tem, ainda, duas de Rita Lee, Pagu e Agora só falta você.

E, por falar em Rita, veio dela a inspiração de seu nome, já que Lee e Elis eram muito amigas.

Outra música que eu amo, que me emociona é Menina da Lua. No DVD, deste primeiro trabalho, nas entrevistas Maria Rita fala sobre a escolha de cada uma das músicas e sobre esta ela diz que chorava sempre que a ouvia e não entendia o motivo. Aí, então, numa das audições emocionadas ela se lembou de uma entrevista da mãe, em que é questionada sobre o que desejava para Maria Rita, Elis, então, responde: quero que ela seja leve, que não seja pesada nunca. ♥

Maria Rita, o disco, vendeu mais de um milhão de cópias, o que no início dos anos 2000 é um sucesso estrondoso. O disco ainda ganhou o Grammy Latino de 2004 na categoria Melhor Disco de MPB. Maria Rita, a artista, ganhou na Categoria Artista Revelação e a música A Festa, recebeu o prêmio de melhor música. Uma coincidência triste deste prêmio: o produtor Tom Capone morreu num acidente de moto, em Los Angeles, quando foi acompanhar a arista na premiação.

Gosto muito de outros dois discos dela, que tem uma sonoridade um pouco mais parecida com este: Segundo (2005) e Elo (2011).

A partir do terceiro disco, Maria Rita começou a caminhar para outras sonoridades. Samba Meu (2007) foi seu primeiro disco de samba. A partir deste, sua carreira começou a ser toda voltada para este consagrado estilo de música brasileiro. Coração a batucar (2014), O samba em mim – ao vivo (2016), e o mais recente Amor e Música (2018), são os discos que completam, até então, a discografia da artista.

Maria Rita ainda lançou o disco Redescobrir, em 2012, quando fez uma homenagem à sua mãe, Elis Regina.

Ouça Maria Rita:

► Álbum • Maria Rita

► Artista • Maria Rita

► Ano de Lançamento • 2003

► Composições • Milton Nascimento, Rita Lee, Luis Sérgio Carlini, Nonato Buzar, Paulinho Tapajós, Jean Garfunkel, Paulo Garfunkel, Isolina Carrillo, Marcelo Camelo, Renato Motha, César Camargo Mariano, Fernando Brant, Zélia Duncan, Lenine, Bráulio Tavares, Cláudio Lins

► Produção: Tom Capone, Marco da Costa, Maria Rita

► Gravadora • Warner Music Brazil

Disco da semana: Cabeça Dinoussauro

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Titãs é uma das bandas de rock mais interessantes do Brasil. Surgida no início dos anos 1980, a banda se despontou como um supergrupo. Hoje em dia, apenas três integrantes originais atuam na banda. Nomes como Paulo Miklos, Nando Reis, Charles Gavin e Arnaldo Antunes fizeram parte da banda original, mas agora seguem suas carreiras sozinhos.

Cabeça dinossauro foi o terceiro disco da banda, lançado em 1986, e lhes rendeu seu primeiro disco de ouro. Até hoje, estima-se que o disco tenha vendido mais de 700 mil cópias. Foi o primeiro grande sucesso da banda, apesar da sonoridade mais pesada e crua, em relação aos discos anteriores.

O disco está entre os mais importantes discos de música no Brasil. Em 2016, o disco completou 30 anos e foi relançado em edição especial.

É difícil destacar algumas músicas, porque é um disco que precisa ser escutado inteiro. Todas as faixas são importantes e carregam em si um peso político e de rebeldia. Mas, algumas das mais conhecidas são: AA UU, Polícia, Bichos Escrotos, Igreja, Família, Homem Primata e O Que.

Os Titãs têm mais de 30 anos de carreira e 18 álbuns lançados. Eu me reencontrei (ou me encontrei) com as músicas da banda com os dois discos acústicos: o MTV, de 1997, e o Volume Dois, de 1998.

Ouça Cabeça Dinossauro:

► Álbum • Cabeça Dinossauro

► Artista • Titãs

► Ano de Lançamento • 1986

► Composições • Arnaldo Antunes, Branco Mello, Paulo Miklos, Marcelo Fromer, Sérgio Brito, Nando Reis, Tony Bellotto, Charles Gavin e Ciro Pessoa

► Produção • Liminha, Pena Schmidt e Vitor Farias

► Gravadora • WEA Discos

 

 

Disco da semana: My Head Is An Animal

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(Foto: Divulgação)

Uma das bandas que mais chamaram a minha atenção nos últimos tempos. Já escrevi sobre eles neste post.

Of Monsters And Men é uma banda da Islândia que já lançou dois discos e está em estúdio gravando o terceiro, para a alegria de quem se emociona com suas músicas. E isso é sério. Eu fico feliz demais quando descubro uma banda que produz músicas que conseguem mexer com meus sentidos, me transportar para outro lugar e com OMAM é sempre assim.

A banda é formada pelos músicos Nanna Bryndís Hilmarsdóttir (vocal e violão), Ragnar Þórhallsson (vocal e violão), Brynjar Leifsson (guitarra), Arnar Rósenkranz Hilmarsson (bateria) e Kristján Páll Kristjánsson (baixo).

O disco de hoje, My head is an animal, foi o primeiro disco lançado pela banda, em 2011, tendo como destaque principal a música Little Talks, que logo após seu lançamento chamou a atenção da gravadora Universal Music. Pouco tempo depois, a banda estaria lançando uma versão internacional deste disco de estreia.

A versão islandesa do disco tem uma das músicas que mais gosto, e que foi a primeira que ouvi, a Numb Bears.  Com o pé no folk rock, a banda consegue criar diferentes cenários para suas músicas. É difícil explicar, só ouvindo para saber.

Outros destaques deste trabalho são as músicas Dirty Paws, Six Weeks, Love Love Love, Lakehouse e, minha preferida no momento, Sloom.

O disco chegou a ocupar a primeira posição na Austrália, Irlanda e, claro, na Islândia. Nos Estados Unidos, o disco ocupou o sexto lugar na Billboard 200 .

Em 2015 a banda lançou o Beneath the skin. O primeiro single foi a música Crystals. Dele, também é possível destacar as músicas Human, I Of The Storm, We Sink e Empire. Mais uma vez, eles conseguiram produzir um excelente disco, que vendeu mais de 60 mil cópias na primeira semana de lançamento, chegando a figurar o terceiro lugar na Billboard 200, da revista norte-americana.

Ouça My Head Is An Animal:

Infelizmente o Spotify tem apenas a versão internacional do dico. Mas, no canal do Youtube da banda você pode assistir aos vídeos e ouvir a maioria das músicas do disco em sua versão islandesa.

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► Álbum • My Head Is An Animal

► Artista • Of Monsters And Men

► Ano de Lançamento • 2011

► Composições • Of Monsters and Men

► Produção • Of Monsters and Men,  Aron ArnarssonJacquire King

► Gravadora • Republic Records | Universal Music