Filme da semana: A vida secreta das abelhas

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Então, assisti este filme pela primeira vez assim que foi lançado, lá em 2008, e gostei muito. Muito mesmo. Eu gosto de filmes com teor dramático (acho que isso fica perceptível pela lista que cresce a cada semana) e, por isso, resolvi revê-lo depois da identificação e recente redescoberta dos trabalhos da Alicia.

Enfim, li algumas coisas depois de assisti-lo e percebi que existem pessoas muito exigentes, muito críticas. Digo isso porque o filme recebeu algumas críticas negativas e eu, sinceramente, não vejo motivo. Como já disse algumas vezes, gosto de cinema, de música, de cultura pop em geral e não necessariamente sou crítica especialista nestas áreas. Eu compartilho e escrevo sobre o que gosto e da maneira que sinto. Portanto, segue o que achei.

Trata-se da história de Lily (Dakota Fanning), uma garota que, após uma tragédia, perde a mãe e é criada pelo pai, T. Ray (Paul Bettany), com o auxílio da empregada – negra – Rosaleen (Jennifer Hudson). Lily é muito apegada às lembranças da mãe, que guarda em uma caixinha.

O ano é 1964 e a tensão racial é extrema nos Estados Unidos. Em meio à luta por direitos, os negros se vêem em constante batalha contra os brancos.

No dia do aniversário de 14 anos de Lily, Rosaleen resolve levá-la até a cidade. No caminho, elas encontram um grupo de homens brancos que, não tolerando a “esperteza” de Rosaleen a agridem, e ela acaba sendo presa.

Ao chegar em casa, Lily entra em conflito com o pai e foge. Ela busca Rosaleen, que neste momento estava no hospital, passando por cuidados médicos, em decorrência das agressões.

As duas, então, partem rumo a cidade de Tiburon onde, Lily acredita, poderá encontrar as respostas que tanto procura sobre a vida de sua mãe.

Chegando à cidade, ela vai até a casa de August (Queen Latifah), uma apicultora que é, também, a mais velha das irmãs Boatwright – que inclui May (Sophie Okonedo) e June (Alicia Keys) –,onde conseguem trabalho e abrigo.

Em meio as descobertas e transformações que acontecem, muitas revelações vão surgindo o que altera, aos poucos, as vidas dos envolvidos nesta trama que é deliciosa e triste, e que, ao mesmo tempo, nos leva a refletir sobre amadurecimento, família, amizade e orgulho.

A trilha do filme é foda (já ouviu a música de hoje?) e o elenco, como você pode ver, é excepcional!

Ah, uma última informação: o filme é baseado no livro homônimo, lançado em 2002 e escrito pela norte-americana Sue Monk Kidd.

☺♥

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Filme: A vida secreta das abelhas (The secret life of bees)

Direção: Gina Prince Bythewood

Ano de lançamento: 2008

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Filme da semana: Divertida Mente

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Divertida Mente, assim como vários filmes da Pixar, têm inúmeras camadas para atingir diferentes faixas etárias.

No desenho, lançado em 2015, Riley, uma garotinha de 11 anos, vê sua vida alterada quando precisa se mudar de cidade com os pais, o que a deixa com as emoções à flor da pele.
Enquanto isso, em seu cérebro, as emoções se revezam para que a menina tenha diferentes sensações, trabalhando sempre na manutenção de seus sentimentos e memórias. São elas a Alegria, Tristeza, Nojo, Medo e Raiva.

Dentro do cérebro, as memórias são categorizadas, para longo prazo ou, se é algo muito ruim ou que pode afetá-la, a memória pode ser descartada. As memórias mais importantes são ainda definidas como memórias base e são organizadas como se fossem ilhas. Estas memórias são as que definem a personalidade de Riley.

O problema começa quando, logo no primeiro dia de aula em sua nova escola, a menina chora, por conta de um erro da Tristeza e isso deixa a Alegria preocupada, já que este momento ficará armazenado entre as memórias base da menina. Não entendendo o motivo de existir memórias tristes, a Alegria resolve mantê-la afastada da sala de controle das emoções.

Numa das brigas entre a Tristeza e a Alegria, as ilhas de personalidade são fechadas e Riley torna-se uma pessoa instável e sem emoções definidas. E o pior acontece quando a Tristeza e a Alegria são sugadas para fora da sala de controle das emoções e precisam tentar voltar com as memórias perdidas, reconectando os sentimentos às ilhas de memória base, para que a menina volte a ser como antes.

Este filme é um prato cheio para os psicólogos, na minha opinião, porque apresenta de maneria muito clara, para nós adultos, como são estratificados os nossos sentimentos e como cada um deles pode nos influenciar em nossas decisões diárias, sejam elas corriqueiras ou mais profundas.

É um filme que indico para a família inteira. Cada um absorverá o que deve ser absorvido e é importante que seja assistido mais de uma vez.

Boa pedida para encerrar a semana do saco cheio. 🙂

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Filme: Divertida Mente (Inside Out)

Direção:  Pete Docter e Ronnie Del Carmen

Ano de lançamento: 2015

Filme da semana: O escafandro e a borboleta

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Baseado numa história real, tratada primeiramente no livro homônimo, O escafandro e a borboleta narra em que se transformou a vida de Jean-Dominique Bauby, editor da revista Elle francesa, que aos 43 anos sofreu um derrame.

A doença o deixa paralisado – ele só conseguia mexer o olho esquerdo –, o que, para o tipo de vida sempre muito agitada de Bauby (Mathieu Amalric), é quase a morte.

A esperança chega quando uma das cuidadoras (não me lembro se era enfermeira ou outro profissional) propõe um modo de comunicação. Ela cita as letras do alfabeto e, se é a que ele deseja, ele pisca. Dessa forma ele conseguiria formar palavras, frases e um livro. Neste caso o que inspirou o filme.

O escafandro e a borboleta é tocante e triste. E é narrado por meio dos flashbacks e memórias de Bauby.

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Filme: O escafandro e a borboleta (Le Scaphandre et le Papillon)

Direção: Julian Schnabel

Ano de lançamento: 2008

 

Filme da Semana: Onde vivem os monstros

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Um dos filmes mais interessantes, e que me trouxe uma profunda reflexão, que assisti nos últimos tempos. Ele é de 2010, mas o assisti apenas no ano passado. Quando o assisti até escrevi este texto.

Trata-se da história de Max, uma criança com muita imaginação e criatividade que, após ser repreendido por sua mãe, resolve fugir. Durante sua fuga, ele vai parar em uma ilha, um lugar habitado por monstros. Ao se sentir ameaçado, Max resolve dizer que é um rei com superpoderes e que poderá destruir a todos. Ele consegue ser convincente com esta história e os monstros o elegem rei. A princípio ele se diverte com os novos amigos, planeja uma nova casa para o grupo, mas aos poucos alguns conflitos vão se acentuando, o que acaba por deixar Max a beira de dizer a verdade.

Onde vivem os monstros é uma interessante metáfora de como nos escondemos ou de como evitamos muitas vezes resolver certos problemas ou tornando-os bem maiores do que são. O filme é baseado no livro Where The Wild Things Are, de Maurice Sendak, de 1963.

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Filme: Onde Vivem os monstros (Where The Wild Things Are)

Direção: Spike Jonze

Ano de lançamento: 2010

 

 

Filme da Semana: Cisne Negro

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Darren Aronofsky é um dos diretores que eu mais admiro, desde que tive a oportunidade de assistir Réquiem para um sonho, que é genial.

O interessante do cinema do Arnofsky é como ele consegue captar as obsessões de seus personagens, deixando-os a beira da loucura.

Cisne Negro me deixou entorpecida, assim como fiquei quando assisti ao Réquiem. Natalie Portman está perfeita como protagonista neste que é o seu melhor filme desde Closer.

Nina (Portman) é uma bailarina que quer ser a protagonista, ou a bailarina principal, de uma adaptação do Lago dos Cisnes da companhia de dança em que participa. Após conseguir o papel, Nina se vê obcecada e atordoada para encenar perfeitamente o cisne negro, já que ela conseguiu o papel por ser um perfeito cisne branco.

Sendo pressionada pelo diretor e pela própria mãe, uma antiga bailarina, ela chega ao extremo para “sentir a perfeição”. É um filme que merece ser visto e revisto várias e várias vezes.

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Filme: Cisne Negro (Black Swan)

Ano de lançamento: 2011 

Direção: Darren Aronofsky

 

 

 

Filme da semana: Elefante

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Este é um dos filmes mais tristes, bonitos e intrigantes que já assisti. Trata-se da adaptação cinematográfica de Gus Van Sant para uma das maiores chacinas ocorridas em escolas dos Estados Unidos,  em Columbine.

A forma de narrativa escolhida por Van Sant torna o expectador um observador de cada um dos personagens que fazem parte do trágico ciclo.

Do assassino, aparentemente “normal”, ao restante do grupo, vamos acompanhando o recorte do tempo em um dia e descobrindo as dores e verdades de cada um dos envolvidos, até o momento da execução.

A escolha das mortes, ou dos mortos, não foi apenas aleatória e serve, também, para discutir bullying e liberação do uso de armas de fogo.

Vale a pena assisti-lo. Vale a pena assistir, também, ao documentário Tiros em Columbine, do Michael Moore.

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Filme: Elefante (Elephant)

Direção: Gus Van Sant

Ano de lançamento: 2003

 

Filme da semana: O fabuloso destino de Amélie Poulain

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Como não se apaixonar por Amélie?

Acho que este foi o primeiro filme pelo qual me apaixonei e resolvi guardar numa caixinha de coisas boas. De boas memórias.

A começar pela trilha sonora, o filme é encantador.

Cores fortes, vibrantes, um tom que nos transporta para a dimensão fantasiosa da mente desta protagonista que me prendeu no início ao fim. Há quem não goste. Acredito que não existe meio termo quando se trata de Amélie. Ela é única.

O filme começa com Amélie (Audrey Tautou) ainda jovem e logo no início é apresentada a forma trágica com que morre sua mãe. Orfã, vive com o pai e, pouco mais tarde, muda-se para Paris, onde consegue emprego num café.

Num dia, Amélie encontra uma caixinha e tenta descobrir seu verdadeiro dono. Quando descobre e consegue lhe entregar a caixa, ela percebe o quanto ajudar as outras pessoas lhe faz bem, é aí que começa sua jornada, que vai de encontro ao fabuloso destino que lhe aguarda.

É um filme lindo, tanto pela fotografia, quanto pelo texto e embalados pela trilha de Yann Tiersen, nos perdemos no meio dos sonhos daquela jovem.

Assista. Em tempos tenebrosos e obscuros como este, sonhar faz bem. Afinal de contas, le temps sont durs pour le reveurs. ❤ 

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Filme: O fabuloso destino de Amélie Poulain (Le fabuleux destin d’Amélie Poulain)

Direção: Jean-Pierre Jeunet

Ano de lançamento: 2002

 

Filme da Semana: Intocáveis

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Antes de qualquer coisa, Omar Sy é um dos melhores atores da atualidade. Assista também Samba, Chocolate e Pegando Fogo, três recentes filmes em que ele atuou.

Dito isso, gosto de alguns filmes franceses, não muitos, mas Intocáveis esta nesta restrita lista a qual sempre me recorro.

Trata-se da história de amizade, amadurecimento e cuidado entre dois homens, de realidades díspares, mas que veem seus caminhos se cruzarem quando Driss (Sy) resolve se inscrever à uma vaga para ser cuidador de Philippe (François Cluzet), que é tetraplégico. No filme não é explorado, muito menos explicado, sobre a fortuna de Philippe, que é milionário e, por causa de seu estado de saúde, requer muitos auxiliares e cuidados.

A princípio, Driss acredita não ter a capacidade para cuidar de Philippe, que o contrata principalmente devido ao seu desapego: Driss o trata como igual.

A partir dai, Driss, a seu modo, consegue melhorar a qualidade de vida de Philippe, que se vê cada vez mais feliz, experienciando momentos que jamais pensaria que pudesse ter novamente e, da mesma forma, concedendo a Driss a experiências que, com sua realidade, jamais viveria.

É um filme muito bonito, digo da fotografia, ao mesmo tempo muito frágil, digo pela condição dos personagens, cada qual com seus problemas e lutas internas.

A trilha sonora original é um caso a parte, composta por Ludovico Einaudi é emocionante. Me lembra um pouco, bem pouco, Amelie Poulain, mas traz sim lindas lembranças e sentimentos.

Intocáveis é baseado na história real de Philippe Pozzo di Borgo, que escreveu o livro Le Second souffle, lançado em 2001.

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Filme: Intocáveis (Intouchables)

Direção: Olivier NakacheÉric Toledano

Ano de lançamento: 2012

Filme da semana: Excesso de bagagem

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Olha só, segundo filme com a Alicia Silverstone do mês, e vão ser só estes mesmo.

O filme de hoje é muito bom, muito divertido e, claro, fez parte da minha adolescência e continuo assistindo sempre que posso.

Trata-se da história de Emily Hope (Silverstone), uma jovem rica que resolve fingir um sequestro para chamar a atenção do pai. Para isso ela se tranca no porta-malas do seu carro. O problema é que o carro é roubado por Vincent (Benicio Del Toro), um ladrão especialista neste tipo de roubo. Quando ele chega em sua garagem com o carro, percebe o problema e tenta entregar a moça ao pai. Mas aí o problema só aumenta e, é claro que acontece uma historinha de amor, né?

A sinopse do filme é basicamente esta, e o que eu posso dizer é: assista. Assista num domingo despretensioso, quando quiser descansar a cabeça, dar umas risadas e ouvir boas músicas. Porque sim, a trilha sonora deste filme é ótima.

Christopher Walken e Harry Connick Jr. também estão no elenco do filme dirigido por Marco Brambilla.

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Filme: Excesso de Bagagem (Excess Baggage)

Diretor: Marco Brambilla

Ano de lançamento: 1997

Filme da semana: As patricinhas de Beverly Hills

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Como não amar este filme? É possível isso, Acredito muito que não.

As patricinhas de Beverly Hills é um filme muito bom que, lógico, marcou minha adolescência e eu o via todas as vezes que era exibido na Sessão da Tarde. O que acontecia umas cinco vezes por ano.

O filme conta a história de Cher (Alicia Silverstone), uma adolescente de um tradicional colégio de Beverly Hills, que resolve ajudar uma aluna recém-chegada à escola (Tai) a melhorar tanto o estilo, quanto as atitudes. Esta nova aluna é nossa saudosa Britanny Murphy, falecida em 2009. :/

Cher é uma típica adolescente norte-americana: rica, ligada em moda, popular e amiga dos populares e ricos da escola. A ideia de ajudar a Tai surge quando ela consegue juntar dois professores “caidinhos”. Fica tão empolgada com a felicidade dos professores, que resolve ajuda a menina, e transformá-la também.

O problema é que o tiro acaba saindo pela culatra quando Tai começa a ficar mais popular e a chamar mais atenção do que Cher. E o pior é quando Cher percebe que está apaixonada pelo mesmo menino que Tai.

Ah, os problemas adolescentes!

O filme é muito bom, principalmente por ser despretensioso. Até hoje, quando é exibido assisto e me divirto. Dizem que o filme virou série de TV e de livros. Disso eu não cheguei nem perto. 🙂 Ah, e me parece que ele é superficialmente (lógico) inspirado no livro Emma, de Jane Austen. Será? (tô perguntando porque eu não li o livro, logo…)

Com direção de Amy Heckerling, completam o elenco Stacey Dash (Dionne), Paul Rudd (Josh), Dan Hedaya (Melvin), Breckin Meyer (Travis) e Jeremy Sisto (Elton).

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Filme: As patricinhas de Beverly Hills (Clueless)

Diretor: Amy Heckerling

Ano de lançamento: 1995