Livro: Eu me chamo Antônio

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Eu o conheci por meio da indicação de um amigo e gostei muito do trabalho desenvolvido por ele, apesar de as vezes parecer ilegível. Primeiro foi o tumblr e depois o livro, o que eu adorei.

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O autor, Pedro Gabriel, é africano, filho de pai suíço e mãe brasileira. Se mudou para o Brasil com 12 anos e sempre gostou de brincar com nossa língua. Por isso comçou a fazer rabiscos em guardanapos, o que se tornou, mais tarde, a sua marca registrada.

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Livro: Eu me chamo Antônio 

Autor: Pedro Gabriel

Editora: Intrínseca (2013)

Livro: Um Cartão

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Conheci o perfil do Pedro por um acaso no instagram. Muito provavelmente porque alguém deve ter compartilhado alguma frase e eu curti. Daí pra frente, continuei seguindo e admirando as artes. Quando o livro saiu, não tive dúvida.

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Ele é todo bonitinho e o mais legal é que as páginas podem ser destacadas e transformadas em quadros.

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Livro: Um Cartão 

Autor: Pedro

Editora: Rocco – Selo Fábrica231 (2015)

Livro: Desenhos Invisíveis

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Troche é um dos artistas que eu mais gosto. Eu o conheci por um acaso quando o meu blog ainda era .blogspot, porque o blog dele é ainda no blogspot e, enfim, me apaixonei pelos desenhos e pela sensibilidade de seus traços. E o Troche é tão legal, que eu cheguei a trocar uns e-mails com ele, ele me contou, lá em 2010, sei lá, que havia feito alguns desenhos para algumas revistas do Brasil (ah sim, foi mal. O Troche é um uruguaio radicado na Argentina), como a revista Bravo!.

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Em 2014 a editora Lote 42 fez um crowdfund para lançar o livro Desenhos Invisíveis no Brasil. É claro que eu a participei e recebi este livro lindão, com um desenho exclusivo e vários marcadores bonitões também.

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meu desenho e minha dedicatória ❤

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Livro: Desenhos Invisíveis (Dibujos Invisibles)

Autor: Gervasio Troche

Editora: Lote 42 (1ª ed. 2014)

Livro: A metamorfose

Eu já conhecia a obra de Franz Kafka, mas foi na faculdade de Jornalismo que eu pude conhecê-la melhor. O texto, que teve sua primeira edição lançada em 1915. Numa das minhas buscas por livros, lá em 2010 ou até antes, eu consegui encontrar esta edição que, na minha opinião é das mais bonitinhas:

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Trata-se de uma adaptação feita pelo artista gráfico e cartunista norte-americano Peter Kuper.

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O livro é muito bonito, que conseguiu dar novo fôlego aos problemas existências e a trágica transformação de Gregor em inseto e de como esta transformação mudou sua forma de se relacionar com sua família.

Ótimo para que gosta de Kafka. Ótimo para quem gosta de design e histórias em quadrinho.

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Livro: A metamorfose (Adaptação)

 Autor: Peter Kuper

Tradutora: Cris Siqueira

Editora:  Conrad (2010)

 

 

 

Livro do mês: O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares

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Confesso que decidi ler o livro assim que começaram a sair as primeiras imagens do filme, dirigido por Tim Burton. Não queria ser parcial e ter apenas a impressão de Burton e, sinceramente, me veio um certo medo de que poderia não gostar da história tendo apenas esta impressão. Já que, Tim Burton, pode ser considerado um diretor peculiar e, por mais que tenha criado filmes realmente muito bons, suas adaptações dividem opiniões. Eu, por exemplo, não gostei de Alice e nem me atrevi a assistir ao segundo, que foi produzido por ele.

Enfim, aqui estou para falar do livro de Ransom Riggs que, assim que coloquei meus olhos em suas páginas, já me deixou intrigada pelas imagens ali postadas. Ao fim, descobri que as fotografias impressas nas páginas do livro eram reais e que poucas foram manipuladas. Isso me fez querer lê-lo ainda mais o que, logo nas primeiras páginas, me deixou frustrada.

O livro conta a história de Jacob, um jovem muito apegado ao avô, que sempre lhe conta histórias de sua juventude na época que vivia em um orfanato lotado de crianças peculiares. Por isso, após a trágica morte do avô, Jacob parte, com seu pai, para o País de Gales, onde, de acordo com registros e cartas encontradas no em meio aos pertences de seu avô, se localizava o orfanato.

O grande problema deste livro é que ele demora a engrenar. A história começa a ficar interessante após as 100 primeiras páginas e, mesmo assim, há momentos em que quase desisti da leitura, ou fui lendo em blocos para que rendesse um pouco mais.

Mas, de toda forma, do meio o para o fim o livro consegue prender a atenção e aí sim a leitura flui e fica tão interessante a ponto de me deixar curiosa para ler o próximo volume: Cidade dos etéreos.

No mais, é um bom livro para quem gosta de fantasia, ficção científica e fotografia.

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Livro: O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares (Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children – 1ª ed. 2011)

Autor: Ransom Riggs

Tradutores: Edmundo Barreiros e Marcia Blasques

Editora:  Leya (4ª ed. 2012)

O livro do mês: Fim

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Demorei para terminar de ler este livro. Não sei qual o motivo, tento pensar em desculpas, mas não sei. Talvez tenha sido preguiça mesmo.

Adquiri este livro assim que foi lançado, em 2013, logo após ler o primeiro capítulo em algum portal de notícias. Mas, na correria do dia a dia, acabei demorando demais e passando outras leituras na frente. Quando retornei às suas páginas, em abril deste ano, me arrependi amargamente, mas também fiquei feliz por estar conhecendo aquelas palavras neste momento. Talvez seja o correto, faz mais sentido. Me surpreendi.

Surpreendi porque era uma mulher, falando do universo masculino e do machismo que habita este universo de maneira tão natural. Das histórias, erros acertos, amores e morte de cinco amigos.

Álvaro, Sílvio, Ribeiro, Neto e Ciro são os personagens desta história. Todos eles vivem no Rio de Janeiro, e o momento de luz, para todos eles, na narrativa de Fernanda Torres, começa no momento da morte. É isso. O livro fala do fim, da morte e de como o peso deste momento pode refletir em arrependimentos ou certezas.

Além da história desses amigos, o livro narra a vida das pessoas que passaram pelo cotidiano de cada um: esposas, filhos, amantes, casos, acasos e a morte, o que mais me surpreendeu.

Para além dos estereótipos do que compõe um grupo masculino, a história conta como escolhas erradas afetam não apenas a vida de cada um deles, mas a do grupo. E como isso influencia na felicidade, tristeza, amores e arrependimentos.

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Livro: Fim

Autor: Fernanda Torres

Editora: Companhia das Letras (2013)

Filme X Livro: A Cabana

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Há mais ou menos dois anos li o livro e gostei muito, achei a história de William P. Young muito forte. A ficção conta a história de Mackenzie, um homem casado e pai de três filhos que se vê envolto em uma tragédia, após o desaparecimento de sua filha mais nova.

Este é um tipo de leitura para pessoas que creem em Deus, ou que não vêem problema naqueles que acreditam. Porque é um livro que fala sobre isso: sobre ter fé, acreditar e perdoar. Mas, para além disso, na minha opinião, A Cabana fala mais do homem, e de seus medos e rancores, do que do próprio Deus.

O livro é interessante porque apresenta as figuras bíblicas de uma forma mais ‘humana’. Não sei bem como explicar isso, mas é quase um desenho do catecismo,  mesmo sem focar em religiões.

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Enfim, à época de sua leitura, o livro me fez muito bem e logo que o terminei fiquei aguardando sua adaptação cinematográfica, que chegou aos cinemas no último dia 7 de abril.

Na sexta-feira santa, dia propício para filmes com a temática que envolva Deus, acredito eu, meu marido e eu resolvemos ir ao cinema. E foi uma das melhores escolhas que fizemos para a sexta-feira da paixão.

O filme conseguiu extrair os principais acontecimentos de uma forma muito leve, mesmo sendo duro muitas vezes. Por isso que disse, e repito, é um livro/filme para quem tem fé e não tem problemas com isso. Mas não é um discurso tão chato ou até mesmo massivo como outros filmes ‘religiosos’ costumam pregar. Não é uma pregação, ao contrário disso, é um reflexão.

Uma reflexão sobre nossa vida e nossas ações. Uma reflexão sobre nossos julgamentos. Uma reflexão, muito dura as vezes, sobre o perdão. Perdoar os outros, e a si mesmo, talvez seja a parte mais difícil.

Geralmente, quando ocorre adaptação de livros para o cinema, os leitores mais assíduos gritam aos sete ventos como o livro é melhor e como os roteiristas e diretores pecaram em não conseguir extrair tudo que o livro oferecia.

Penso que, neste caso, aconteceu o oposto, e o melhor: foi extraído sim tudo o que de melhor o livro apresentou. Portanto, vale a pena a leitura e vale a pena assistir ao filme também.

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Livro: A Cabana

Autor: William P. Young

Tradução: Fernando Dias Antunes

Editora: Arqueiro

Ano de lançamento: 2007

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Filme: A Cabana (The Shack)

Diretor: Stuart Hazeldine

Ano de lançamento: 2017

O livro do mês – Vale Tudo: O som e a fúria de Tim Maia

Neste livro, Nelson Mortta narra toda a história de Tim Maia, do nascimento à morte.

Tim sempre se demonstrou furioso, mas justo com aqueles que conviviam com ele. Sempre muito explosivo, conseguia o que queria e também o que não desejava.

Faltar aos shows, ou deixar todo e qualquer produtor louco, era regra. Era regra também o consumo diário de bauretes.

Tim montou sua primeira banda, os Spotniks, ainda jovem, com os amigos Roberto e Erasmo. Numa apresentação do grupo num programa de TV, Roberto acabou chamando mais a atenção, o que impulsionou o início da Jovem Guarda.

Mais tarde, Tim procura Roberto para lhe apresentar uma música escrita especialmente para ele. Mas, àquela altura, o rei estava querendo mais balanço. Foi aí que ignorou a balada “Você” e fez com que Tim escrevesse “Não vou ficar“, música que marcou a carreira de Roberto Carlos.

Antes disso, Tim morou durante dez anos, se não me engano, nos EUA e acabou sendo preso e deportado. Chegando ao Brasil, mais pobre do que quando partiu rumo à América, Tim acabou sendo preso novamente, após auxiliar um amigo num roubo.

Mas, com o tempo que viveu nos Estados Unidos, Tim aprendeu inglês, e como os negros dos guetos novaiorquinos, falava muito bem e sem sotaque. Dessa forma, mesmo estando preso, conseguiu um trabalho como guia turístico em sua terra natal: a cidade do Rio de Janeiro.

Acima cito duas das histórias mais interessantes da vida de Tim Maia. Sinceramente, chega um momento em que o livro se torna repetitivo. Tim era tão desregrado, que a vida dele e os acontecimentos pareciam um círculo vicioso. Exceção dessa regra foi a mudança radical após conhecer a “cultura racional” e o “racional superior”, o que lhe rendeu dois discos.

Após cair em si, Tim desgostou desse trabalho. Foi a primeira vez que precisou começar do zero. Depois, foram muitas as vezes.

Enfim, Sebastião Rodrigues Maia é tudo o que diz o título e muito mais. A cinebiografia lançada em 2014, e baseada neste livro, mostra apenas a superfície do que foi este gênio da música black brasileira.

Entre altos e baixos. Erros e acertos, Tim, no fim das contas, conseguiu deixar um legado como poucos.

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Livro: Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia

Autor: Nelson Motta

Editora: Objetiva (2007)

Livro: Mais pesado que o céu

Mais pesado que o céu – uma biografia de Kurt Cobain2

Há exatos 23 anos morria Kurt Cobain.

44 dias após completar 27 anos, Kurt se matou.

Por isso, pela data e tudo o mais o que Kurt representou para a música mundial, indico a primeira biografia que li na vida; um livro forte que narra a história de Kurt desde a infância com os pais, o tumultuado divórcio dos mesmos, levando o pequeno Kurt Donald Cobain a morar em diferentes lugares, até se encontrar na música.

Kurt teve uma vida curta, regrada a drogas, principalmente a heroína. Ele sentia fortes dores no estômago, essa era umas das razões pelas quais ele consumia a droga que, de acordo com ele, era o único remédio que cessava as dores.

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O músico também não gostava muito da exposição pública e este foi um dos motivos de sua reclusão e causa de sua depressão. Esta biografia me fez entender um pouco melhor deste que é o líder de umas das bandas que mais ouvi na adolescência. Tem bastante tempo que a li, por isso em breve quero lê-la novamente.

Fica a dica para quem, como eu, gosta de música, sobretudo as boas.

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Livro: Mais pesado que o céu (Heavier than heaven)

Autor: Charles R. Cross

Editora: Globo Livros (2001)

 

Lista do mês: Adaptações

Hola! Hello!

O cinema é vasto em boas produções, mas nem sempre o roteirista, ou o diretor, conseguem ter uma ideia original e, por isso, muitas vezes buscam inspiração nos livros, e é sobre isso nossa lista de hoje: adaptações literárias para o cinema. Hoje mostrarei alguns livros que foram transformados em filmes.

ensaio sobre a cegueira

O livro, que narra a história de um grupo de pessoas que ficam cegas e são levadas a viverem juntas com seus males e problemas, foi levado às telas do cinema pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles. Apesar de dividir opinião, o longa agradou a Saramago. Quem teve acesso ao DVD ou Bluray pôde assistir ao making of, em que o escritor aparece assistindo a primeira sessão do longa.

Eu, particularmente, não fui tão impactada pelo filme, quanto fui pelo livro. A escrita de José Saramago é forte e “Ensaio sobre a cegueira” é certeiro na narrativa acerca de uma sociedade cega e bruta, que mata e mente mesmo sem enxergar as verdadeiras mazelas do outro.

alice

O livro foi lançado em 1865 e já recebeu várias adaptações. A primeira mais conhecida foi a animação, produzida pelos estúdios Disney, em 1951. Tim Burton também adaptou Alice no país das maravilhas e Alice através do espelho mas, sinceramente, o desenho é melhor.

Lewis Carrol, pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson, narra a história de Alice, uma menina que, durante um passeio, cai numa toca de coelho e é transportada para um outro mundo, um universo diferente habitado por animais que falam e criaturas bem estranhas, beirando a alucinação. Apesar de ter sido adaptado pela Disney, não é um filme ou leitura indicada para crianças.

podecrer

Podecrer é um livro que narra a história de um grupo de amigos no Rio de Janeiro do início da década de 1980. A adaptação não me agradou. Geralmente, quem lê uma obra antes de assistir a sua adaptação cinematográfica tende a não gostar. Os livros, é claro, conseguem explorar melhor as nuances de cada personagem e digeri-los. Por isso, fazer uma adaptação não é coisa simples e, neste caso, o livro é bem melhor sim.

O filme, lançado em 2007 e dirigido por  Arthur Fontes, é muito superficial, o que torna os personagens bobos e pouco intensos, diferente dos apresentados no livro de Marcelo O. Dantas e lançado em 2001.

tim maia

Esta foi outra adaptação que não chega perto da intensidade do livro. Falarei mais sobre o livro escrito por Nelson Motta em outra postagem, mas o que posso adiantar é que o Tim Maia do filme é menos furioso do que o narrado pelas páginas do livro. O tempo do cinema é diferente e muitas vezes curto para expor as inúmeras nuances de um personagem.

Mas, sem cair na contradição, o filme é bom pelo que apresenta. Apesar da pouca intensidade, foi bem adaptado por Mauro Lima, em 2014, e trouxe Robson Nunes e Babu Santana interpretando o personagem principal. Vale a pena assistir.

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O livro Trainspotting foi lançado em 1993 e é o segundo do escritor escocês Irvine Welsh. A obra foi adaptada para o cinema pelo diretor Danny Boyle, que também dirigiu a segunda parte da história, o T2 Trainspotting, lançado 21 anos depois do primeiro, no último dia 23 de março, e que também é baseado num livro de Welsh, o Porn, lançado em 2002.

O primeiro livro/filme conta a história dos amigos Rent, Sick Boy, Tommy, Matty, Spud e Begbie que passam os dias usando heroína e tentando não viver a vida clichê imposta pela sociedade. Um dos meus filmes preferidos na adolescência, com a clássica cena em que Rent, Ewan McGregor, mergulha nas águas de uma suja privada de bar. Um clássico.

Até a próxima! 🙂