Livro: A sutil arte de ligar o foda-se

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No feriado de sete de setembro, decidi fazer uma experiência: ficaria os três dias – sexta, sábado e domingo – sem internet. E foi o que fiz. Na quinta à noite desabilitei o wi-fi e os dados do telefone e fui viver minha vida. Posso dizer pra você que foi uma das melhores experiência dos últimos dias, porque toda a ansiedade gerada pelas notificações de e-mails e redes sociais cessaram. Consegui, sem distrações, organizar melhor meu tempo e, por consequência, fazer algumas coisas que estavam pendentes, como ler o livro de hoje.

Foram poucas as vezes em que Continue lendo “Livro: A sutil arte de ligar o foda-se”

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TAG Livros: Experiências Literárias

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O livro apresentado neste mês aqui no blog, foi o livro enviado no mês de julho pela TAG Inéditos – Fique Comigo – uma das categorias de envio da TAG Livros.

A TAG Livros é um clube literário, em que uma vez por mês os associados recebem em casa um livro diferente, conforme a categoria escolhida. Para conhecer a TAG eu comprei, nos meses de maio e julho, os dois kits: o já citado TAG Inéditos, que é mais recente, chegando agora no mês de agosto em sua quinta edição, e a TAG Curadoria, que está disponível para assinatura desde 2014. Continue lendo “TAG Livros: Experiências Literárias”

Livro do mês: Fique Comigo

livro 3Fique Comigo foi, com certeza, o melhor livro que li neste ano, até agora. Eu o recebi no mês de julho, na caixinha da TAG Inéditos, do clube de livros TAG Experiências Literárias. Eu falarei um pouco mais sobre esta experiência de fazer parte de um clube do livro na semana que vem, fique atento às publicações do blog para não perder.

Pode até parecer, mas esse post não é pago (mas bem que poderia, né?)

Continue lendo “Livro do mês: Fique Comigo”

25 ª Bienal do Livro de São Paulo

No último sábado, dia 4 de agosto, resolvi dar um passeio em São Paulo e participar da 25ª Bienal Internacional do Livro. E foi incrível. Em breve, você poderá ler o meu relato, mas hoje, por ora, editei um vídeo com algumas imagens captadas durante o evento, em que pude ver algumas mesas e visitar alguns estandes. Foi um dia muito rico.

Para você ter uma noção de sua importância, a Bienal é considerada como o terceiro maior evento editorial do mundo, que recebe vários expositores, do Brasil e de outros países. E o mais interessante da Bienal, é que são criados espaços para que crianças, jovens e adultos possam desfrutas das leituras e do contato com os livros.

A Bienal acontece até o próximo domingo, dia 12 de agosto.

Agora, assista ao vídeo:

Livro do mês: Tudo o que eu sempre quis dizer, mas só consegui escrevendo

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Maria Ribeiro

Filme: Como Nossos Pais (Laís Bodanzky)

Música: Conversa de Botas Batidas (Los Hermanos)

Conheci a Maria lá nos anos 1990, em alguma novela que eu não me lembro do nome, mas acho que era do Manoel Carlos. Pouco depois, foi noticiado que ela era casada com um ator mais velho. O que não faz a menor diferença para este texto, mas é só para explicar o que eu sabia sobre ela. Praticamente nada. Muito tempo depois, Maria caiu no meu radar por dirigir o documentário sobre a turnê de 2012 do Los Hermanos. Daí pra frente, veio o Saia Justa, o Trinta e oito e meio, o Instagram, o Twitter, a TPM, O Globo e Maria ficou na minha vida. Aí neste ano veio o Tudo o que eu sempre quis dizer, mas só consegui escrevendo. Eu teria várias coisas pra dizer para a Maria, a escritora que eu mais leio e que eu mais amo, que sempre diz algo sobre tudo, que sempre diz algo para mim, diretamente. E felizes somos nós, ou eu, por ter esta oportunidade, de acompanhar seus posicionamentos. Acho que agora a conheço um pouco mais. Continue lendo “Livro do mês: Tudo o que eu sempre quis dizer, mas só consegui escrevendo”

Livro do Mês: Sejamos todos feministas

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O livro é curto. São cerca de 40 páginas. É uma adaptação de uma palestra que a autora, Chimamanda Ngozi Adichie, deu em dezembro de 2012, no TEDxEustom, uma conferência anual com foco na África.

Chimamanda é Africana e grande parte de seus escritos baseiam-se em suas experiências e realidade de seu país e continente. Ela é nigeriana.

O que é tratado no livro, de leitura facílima, é o que tantas pessoas vem explicando há muito tempo. Confesso que, quando eu li, eu vi mais do mesmo. Mas, no fim das contas, não é. Lembrando que a palestra foi dada em 2012 e sua transcrição lançada em 2013.

Quando eu digo mais do mesmo, talvez seja porque já estou tão imersa nesta temática, já li tanta coisa sobre isso, que me pareceu que, de certa forma, não seria possível o livro me acrescentar algo novo.

Trata-se do que é básico: feminismo nada mais é do que homens e mulheres tendo os mesmos direitos e o mesmo espaço. E é necessário entender homens e mulheres de forma ampla.

Ao longo da palestra, ela vai tirando camada por camada os preconceitos que viveu e como as feministas são tratadas, tantas vezes, de maneira pejorativa e que existe uma certa discriminação no modo de tratá-las e descrevê-las.

Ela, africana, conta vários momentos de sua vida que foram essenciais para que ela pudesse chegar às reflexões que a tornou naturalmente feminista. Como por exemplo, a vez em que foi a melhor da turma e que estava apta a ser a monitora, o que não pôde ocorrer já que, mesmo que ela fosse melhor em tudo e um homem, no caso um menino, fosse o segundo, ele seria o monitor.

São valores e questões que precisam ser explicados desde cedo, e sempre, para meninos e meninas: mesmo espaço, mesma capacidade, mesmos direitos. A diferença de estruturas biológicas e hormonais é o máximo de diferenças possíveis de serem encontradas.

Existem mais mulheres do que homens no mundo –  52% da população mundial é feminina –, mas os cargos de poder e prestígio são ocupados pelos homens. A já falecida queniana Wangari Maathai, ganhadora do prêmio Nobel da Paz, se expressou muito bem e em poucas palavras quando disse que quanto mais perto do topo chegamos, menos mulheres encontramos. (p.20)

Vale a leitura e a reflexão. Mas, para além da reflexão, é importante buscarmos, de fato, a transformação. Não pense você que apenas os homens tem pensamento e atitude machista, pelo contrário, ele está implícito em inúmeras atitudes de diversas pessoas no dia a dia.

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Livro: Sejamos Todos Feministas

Autora: Chimamanda Ngozi Adichie

Tradução: Christina Baum

Editora: Companhia das Letras (1ª ed./2012 | Brasil: 2014)

Livro do Mês: Feliz Ano Novo

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É um livro violento, cru e machista em muitos momentos. E assusta pela realidade, em muitos outros.

Feliz ano novo é o um livro do escritor mineiro Rubem Fonseca, lançado originalmente em 1975 e que nos apresenta 15 crônicas, ou contos, sobre as discrepâncias sociais, violência, sexo, erotismo, com uma pitada de humor negro, que corriam na mente do autor, considerado um dos principais prosadores do país.

Os textos desta coletânea não conversam entre si, mas, de certo modo, se parecem por conta dos seus personagens, em sua maioria homens, com hábitos estranhos e vivendo suas experiências sozinhos. Não tão sozinhos, já que vez ou outra aparecem outras pessoas, que passam por “salvadoras” ou que os ameacem, fazendo-os saírem do lugar de acomodados.

Já foi dito que o importa não é a realidade, é a verdade, e a verdade é aquilo em que se acredita” (p.122)

Enfim, é um livro que vale a pena ser lido por ainda, 43 anos depois de seu lançamento, ser muito atual pelas histórias retratadas.

Gostei, principalmente, de dois contos: Agruras de um jovem escritor e O pedido. Um terceiro também se destaca. É o último do livro: Intestino Grosso. Tanto o primeiro quanto o último citados falam do processo da escrita. Agruras de um jovem escritor me lembrou de A hora da estrela, de Clarice Lispector, já o Intestino Grosso chama a atenção pela frieza contida na mente de muitos escritores, que muitas vezes “pensam que sabem de tudo”, e por isso subestimam os “não-escritores”.

Uma curiosidade deste livro à época de seu lançamento: em plena ditadura militar, ele teve a publicação e a circulação proibidas em todo o território nacional, sendo recolhido pelo Departamento de Polícia Federal sob a alegação de conter “matéria contrária à moral e aos bons costumes”.

Veja aqui os 10 livros que marcaram a carreira do autor

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Livro: Feliz Ano Novo

Autor: Rubem Fonseca

Editora: Nova Fronteira (ed. Especial/2017)

Livro do Mês: O Livro Dos Ressignificados

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Acredito ser um excelente livro para o janeiro de qualquer ano.

É um livro que nos apresenta novos significados, de palavras muito ou pouco usuais.

Ele, João Doederlein, o @akapoeta, ressignifica, para além de palavras, emoções, sentimentos. Ele dá novo sentido. E isso acaba nos ressignificando também.

O autor é jovem e desde cedo já gostava de “brincar” com as palavras. No Instagram ele conseguiu dar vasão e ganhou fama.

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Esta nova forma de escrita encontrou novos leitores, que buscam, talvez, textos ágeis e com mensagens de fácil digestão. Isso, de forma alguma, minimiza o livro. Pelo contrário, sou a favor da leitura. Sou a favor do consumo do livro. Então, se ele, o autor, tem conseguido fazer com que as pessoas, totalmente viciadas em smartphones e redes sociais, parem um pouco para pensar nas palavras e seus (re)significados, sobretudo se isso atrai novos leitores, deve ser, de certa forma, aplaudido.

Este não é necessariamente um livro de leitura corrida, mas sim de consulta. É quase um dicionário de sentidos. Vale a pena a leitura e a consulta.

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Livro: O livro dos resiginificados

Autora: @akapoeta (João Doederlein)

Editora: Paralela (1ª ed./2017)

Melhores 2017: Livros

Chegamos ao momento da escolha das melhores publicações deste ano do blog. Ao longo desta semana, teremos ainda a lista de melhores discos e melhores filmes.

Começarei listando os cinco melhores livros que li em 2017, ano em que me desafiei a ler mais e acredito que tenha conseguido alcançar minha meta: ler o mínimo de um livro por mês. No fim das contas, a média foi um pouco maior que esta. Sei que é uma média baixa ainda, mas, com o hábito adquirido, tenho certeza que aos poucos ela aumentará.

Então é isso! Neste momento estou lendo Cem anos de solidão e quero muito que ele seja o primeiro de 2018! Tomara que consiga terminá-lo até dia 9 de janeiro, que é quando escreverei sobre o primeiro ‘livro do mês’ de 2018.

Que em 2018 possamos ler e viver mais histórias incríveis!!

Aproveitando: qual foi sua melhor leitura em 2017?

Até amanhã! ♥