Dia 55

Continuando a conversa do último dia, fui para SP no final do ano passado, bem no início de dezembro para participar de dois eventos. E hoje sai o último vídeo da viagem, apresentando alguns momentos da FilmeCon e do PixelShow.

cinegrafia e edição • isabella marques

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Dia 54

Semana passada resolvi editar o vídeo do primeiro dia de dezembro de dois mil e dezessete, dia este que havia chegado em São Paulo para participar de dois eventos no fim de semana: a FilmeCon e o PixelShow. Mas, na sexta, batemos perna por vários lugares e ainda visitamos uma exposição sobre a banda Nirvana. Foi incrível.

Dá o play pra assistir:

cinegrafia e edição • isabella marques

Dia #53

decidi ter um mantra neste dois mil e dezoito

meditar • crescer • compartilhar

será um bom mantra?

uma coisa certa é que preciso de foco

concentração

preciso saber o que quero

e isso me parece tão coisa de adolescente

e eu, na metade dos trinta, me sinto envergonhada de ainda estar neste dilema

acho que terapia será a saída inevitável

ou seria a entrada

a porta da frente para a cura ou entendimento das angústias

não sei bem

respiro

conto até dez

medito

meditar • crescer • compartilhar

cresço

compartilho

é, acho que talvez funcione

me sinto mais leve.

Dia 52

Então é isso.

Acabou o ano, que foi lotado de autos e baixos.

Mas a vida é assim mesmo.

Uma coisa que descobri nos 45 do segundo tempo deste ano, mas que na verdade já sabia há bastante, foi que não adianta se preocupar, perder o sono. Ansiedade é uma doença grave. Talvez  a pior de todas.

Contar até 10, respirar fundo, ir ao cinema, assistir as séries que amo, tomar banho ouvindo as músicas que mais gosto. Foram formas que encontrei para me conectar comigo mesma. Como disse Sandy, nestes momentos eu abro as asas e preparo a alma pra respirar“.

E em 2017 minha alma respirou, chorou, amou e, no fim, acredito que tenha conseguido se recuperar bem.

No fim das contas, 31 e 1º são apenas dias, apesar de gostarmos de acreditar que são ciclos se fechando e iniciando. Na verdade, os ciclos se abrem e se fecham a cada piscar de olhos, a cada bocejar, a cada nova escolha, seja para o café da manhã ou para o resto da vida.

Que em 2018 possamos ser mais amáveis. Conosco, principalmente.

Sabe aquela expressão “pensar localmente, agir globalmente”? Pois é, assim que devermos ser também. Vamos focar em nós, para que sejamos gentis e amáveis com todos à nossa volta.

Eu prometo que vou tentar!

Até ano que vem!

Beijos!! ♥

 

 

 

Dia 51

faltam doze dias para o fim de mais um ano

e sempre, nestas horas, há um aumento de esperança

estou errada?

são tantas listas do que fazer

tantas listas do que não fazer

tantas listas do que perder, ganhar, et cetera

de certa forma, é bom para que renovemos nossas energias em projetos que não emplacam ou em trabalhos que não renderam da forma que deveriam

tempo de pensar

refletir

recriar

e tentar agir de forma diferente

dois mil e dezessete foi um ano um pouco pesado pra mim

sobretudo no campo das expectativas

foi um ano lotado de aflições internas

é bem provável que em dois mil e dezoito eu continue com os mesmos altos e baixos

mas espero, de verdade, conseguir ter dias mais ensolarados

apesar de preferir a chuva.

 

Dia 50

cinquenta dias se passaram e a impressão que tenho é a de que não saí do lugar

não me movi um único centímetro

fico atônita, catatônica, olhando para o teto cinza ou para folhas em branco

seria eu uma fraude?

cada passo que dou diz respeito às verdades ou são apenas insanidades exteriorizadas

extorquidas do céu

daqueles que acreditam que a vida não é esta

onde ela seria, então?

 

Filme da semana: O quarto de Jack

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É impossível assistir a este filme e não se emocionar. É impossível ficar alheio aos acontecimentos que nos são apresentados e os que ficaram no passado dos personagens, mas que estão presentes ao longo de toda a narrativa.

O quarto de Jack, do diretor Lenny Abrahamson, conta a história de Jack (Jacob Tremblay), um garotinho de cinco anos que nasceu em um quarto onde vive com a mãe, Ma (Brie Larson), que foi sequestrada aos dezessete anos e mantida em cativeiro.

O único personagem com nome é o Jack, o restante do elenco nos é apresentado conforme a percepção e conhecimento do menino.

Para conseguir sobreviver naquele espaço quase insalubre, a mãe cria várias histórias para manter o menino ocupado e justificar a vida que eles levam entre aquelas quatro paredes, mesmo naqueles momentos em que ela recebe a visita do Velho Nick, o homem responsável pelo sequestro da mãe e que, consequentemente, é o pai do menino.

Cansada desta situação, a mãe traça um plano e conta para o filho que existe um mundo para além do quarto. Ela, então, o prepara para a fuga.

Na emocionante cena, o menino que não conhecia nada além das pessoas falsas da TV e das histórias que a mãe criava, consegue fugir e por meio da ajuda de um desconhecido, que chama a polícia, consegue tirar a mãe do cativeiro.

O restante é tão emocionante e tenso como as cenas gravadas no quarto. Se o desafio lá dentro era criar um universo paralelo, agora o desafio maior seria enfrentar o mundo real e os julgamentos de desconhecidos que desconhecem completamentos os acontecimentos da vida da mãe e do filho.

É um filme lindo, ao mesmo tempo que é tenso e triste, extremamente emocionante. Repetindo o que disse no início, é impossível ficar alheio aos acontecimentos na vida de cada um dos personagens.

Os atores principais, bem como os demais, dão um banho de interpretação. Brie Larson ganhou, merecidamente, o Oscar de melhor atriz e o pequeno Jacob Tremblay, que por sinal estreou um novo filme ontem aqui no Brasil (Wonder), também recebeu o prêmio de melhor ator jovem no Critics’ Choice Awards.

Completam o elenco Joan AllenWilliam H. Macy e Tom Mccamus.

***

Filme: O quarto de Jack (Room)

Direção: Lenny Abrahamson

Ano de lançamento: 2015

 

Dia 49

Respirar novos ares, dar uma pausa na rotina, viver novas experiências, conhecer novas pessoas é muito positivo para renovar as energias. Sobretudo no fim do ano.

Fotos: Isabella Marques

6

Neste último final de semana tive a oportunidade de ir para São Paulo e participar de dois eventos: a Filmecon e o Pixel Show.

2

O primeiro evento é, como o próprio nome já anuncia, sobre audiovisual. Pude assistir diversas palestras sobre produção de vídeo para diversas plataformas, como TV, cinema e youtube.

3

Já o segundo é o Festival Internacional de Criatividade, onde pude conhecer o trabalho de diversos artistas que desenham, escrevem, produzem vídeos, fotografias, grafite, entre inúmeras outras expressões artísticas.

4

Fiz alguns registros desses dias, que ainda teve minha ida à exposição do Nirvana, lá no Ibirapuera. Que emoção poder estar tão perto de itens que pertenciam aos três caras de uma das bandas que mais ouvi na vida.

5

Na próxima semana postarei os vídeos deste final de semana lotado de boas experiências.

Dia 48

Eu tenho falado muito do tempo, mas é preciso falar mesmo.

A impressão que tenho é de que a cada dia o tempo passa mais rápido.

E o pior é que nós nem percebemos.

Enfim.

Acho que precisamos, as vezes, parar um pouco, respirar fundo e olhar ao redor.

Observar o que temos, o que conquistamos, o que de bom a vida nos oferece.

Vira e mexe eu entro num turbilhão negro de pensamentos extremamente negativos e isso tem me preocupado porque, na maioria do tempo, eu não consigo controlar.

Um acontecimento minúsculo me tira do eixo e leva a inúmeros outros pensamentos que se passam exclusivamente dentro da minha cabeça e me aflige, me deixa fraca.

Tenho tentado controlar mais. Respirar fundo. Desenhar. Colorir. Brincar com meu cachorro. Ouvir música. Assistir filmes, séries. Tomar chá. Rir com meu marido.

O sorriso muitas vezes pode ser o único remédio que salva um dia ruim.

Então, estou tentando me voltar para o que me faz sorrir.

Porque, se for procurar motivos pra chorar eu fico em casa. Ou melhor, nem saio da cama.

E perder o tempo, que já não é muito, dormindo, talvez não seja a melhor opção.

Dia 47

Oi, como está? Tudo bem com você?

As pessoas estão preparadas para as respostas verdadeiras para estas perguntas ou elas pouco se importam com o que você sente e só querem tirar o peso da culpa delas mesmas ao fingir interesse pelo que você está passando?

Sentença longa para um resposta simples: elas não ligam. Ninguém liga, esta é a verdade.

As pessoas (e vou generalizar mesmo) não olham e não querem saber das outras. Empatia não existe. A gente bem que tenta (me inseri nas pessoas agora) mas a verdade é que não faz diferença, ninguém se importa com o que passa fora de si.

Talvez eu esteja exagerando, uma pessoa ou outra pode de fato se importar, mas a maioria tenta apenas passar despercebida no meio da multidão e faz o mesmo com os outros. Cada um tem uma implosão a qual deva se preocupar.

Estamos no dia 47 e faltam menos de 60 para o ano acabar. Mais um.

Não faz diferença.