Dia 72

é duro quando se tem um foco, um objetivo, uma vontade, mas, ainda assim, não o controle sobre a realização do desejo.

tenho pensado muito nos meus atos. tentando tratar a maioria dos que convivem comigo de maneira gentil, mas eu sempre fico com o pé atrás. mas isso não é de agora.

sabe quando se compartilha um segredo com alguém e há aquele pacto (mesmo que implícito) de que aquilo precisa ficar apenas entre aquelas duas pessoas? pois é. tanta coisa já foi dita e o pacto foi quebrado e isso me fez ser uma pessoa “fechada”. Continue lendo “Dia 72”

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Música do dia #499

#499 • O Vento • 

Jota Quest fez parte da minha adolescente de forma latente. Os ouvia e pesquisava sobre a banda. Uma das bandas que mais ouvi naquela época. Hoje não mais. De volta ao planeta foi um dos discos que ganhei quando fiz 15 anos, isso há quase 20. O tempo voa, mas o vento não deixa as lembranças partirem, sempre voltando, e voando, se transformando.

• Artista • Jota Quest

• Álbum • De volta ao planeta (1998)

 

Dia 71

quantos ‘agora’ existem dentro do agora?

escrevi isso no twitter esta semana e fiquei pensando: são tantos momentos dentro de um segundo, de um piscar de olhos, que sinceramente não consigo saber.

o medo é pensar que os “agoras” acumulados são memórias e que as memórias nem sempre são o que queríamos que elas fossem.

e você, sabe quantos agora formam seu agora?

Dia 70

O futuro existe?

Sim, estou perguntando pra você:

O futuro existe?

E o amanhã? Se é o futuro, então, considere uma repetição da pergunta anterior.

Tem um caderninho onde escrevo muitas coisas. Coisas que leio, assisto, escuto e que por ventura acho interessantes e que talvez sirvam de inspiração para os dias que se passam. Hoje me peguei sem inspiração para escrever uma linha sequer. E o dia 70, assim como os outros, merece ser escrito. Continue lendo “Dia 70”

Dia 68

as vezes acho que fico voltando sempre aos mesmos assuntos, mas esta é minha cabeça tentando entender certas coisas.

o tempo. o que é? o que busca nos revelar?

o que podemos controlar do tempo?

para esta última pergunta a resposta é: nada.

não controlamos o tempo, ele nos controla.

ele dá as cartas e nós vamos seguindo, tentando aproveitá-lo da melhor maneira possível.

quando alguém diz não perca tempo talvez esteja se referindo ao fato de não fazermos escolhas erradas, escolhas que futuramente podem trazer sofrimento e, talvez, a perda de um tempo que poderia ter sido dedicado a algo realmente importante, para cada um, na verdade.

então, como saber que estamos fazendo escolhas certas e não desperdiçando um tempo que pode fazer falta no futuro?

não sabemos. ou podemos saber, basta seguir o que está dentro (da cabeça ou do coração. lembra do dia 67?)

o tempo.

ainda falarei muito sobre ele.

e espero não perdê-lo.

Dia 67

Li um dia desses, não me lembro onde, que precisamos parar de racionalizar tudo,
de pensar muito, precisamos agir.
Eu sou uma pessoa que tenta refletir muito antes de fazer ou falar alguma coisa.
Depois de muito pensar, na maioria das vezes, eu desisto.
Estes textos aqui saem muito porque eu racionalizo pouco, talvez, quando os escrevo. Mas acredito que isso não tira o mérito de alguns, porque eu acredito mesmo que existam textos muito bons aqui.

Talvez eu esteja um pouco confusa neste exato momento.

Onde quero chegar é: devemos agir pela razão ou pelo coração?
Com o coração, talvez, fôssemos mais felizes, porém seríamos pessoas pouco práticas, certo?
Racionalizar nada mais é do que planejar todas as ações e passos. Mas o planejamento nem sempre nos leva onde queremos.

Tá confuso, né?

Preciso pensar mais um pouco.

 

 

 

Música do dia #464

#4654 • Sangue Latino • 

A música foi uma das principais e mais importantes lançadas pelo grupo Secos e Molhados, logo no início dos anos 1970.  O grupo, que tinha um visual glam e tinha como líder Ney Matogrosso – acompanhando o visual de tantas outras bandas da época – chamava a atenção não apenas pela estética, mas pela sonoridade e poesia de suas músicas.

A inovação artística do Secos & Molhados era tanta que ofuscava a forte censura da época. O visual glam do trio, camuflava mensagens de protesto que eram subliminarmente passadas aos público.” (Revista Rolling Stone Brasil, ed. 37, outubro de 2009, p. 120)

• Artista • Secos e Molhados

• Composição: João Ricardo Carneiro Teixeira Pinto e Paulo Roberto Teixeira Da Cunha Mendonça

• Álbum • Secos e Molhados (1973)

Dia 66

Gratidão.

Palavra bonita, né?

E está em uso constante.

Seja grato. Tenha gratidão.

Concordo.

Só que, o problema de ser grato é nunca poder reclamar.

Reclamar virou algo que assusta as pessoas, não sei se por medo de sofrer represálias de Deus ou do universo: é proibido reclamar.

Se você cai com a cara no chão, seja grato por ter tido a oportunidade de correr.

Se passou mal com uma comida que não lhe caiu bem, seja grato por ter tido a oportunidade de comer.

Se a semana no trabalho foi cansativa, agradeça, afinal de contas você tem trabalho.

E por aí vai.

Nasci, cresci e continuo numa família cristã, e conheço bem o trecho que diz sobre dar a outra face, mas as vezes eu só preciso extravasar, ou desabafar. Me esvaziar para continuar. Mas não posso.

Gratidão por este espaço.