Série do Mês: Scandal

HENRY IAN CUSICK, KATIE LOWES, GUILLERMO DIAZ, KERRY WASHINGTON, COLUMBUS SHORT, DARBY STANCHFIELD, JEFF PERRY, TONY GOLDWYN

Scandal é mais uma série do universo da Shondaland que é de tirar o fôlego. Sim, é uma série excelente que mostra os bastidores do poder da Casa Branca. Eu citei a série rapidamente no post da série do mês passado, How To Get Away With Murder, e comecei a assisti-la por conta do crossover que aconteceu entre as duas, no início de março deste ano.

Infelizmente, o crossover do lado de Scandal marcou o fim da série, que ao todo teve sete temporadas. Mas eu ainda estou assistindo a terceira, então ainda terei muita coisa para descobrir.

Como já disse, a série foi criada por Shonda Rhimes, que também atuou como roteirista e produtora. Kerry Washington interpreta a gerenciadora de crises Olivia Pope, que trabalha em Washington, D.C., capital norte-americana.

Uma curiosidade é que a personagem foi inspirada numa ex-assessora da Casa Branca, que trabalhou no local durante o governo George H. W. Bush.

Scandal é uma série que prende a atenção muito por conta do texto que é muito bem escrito e desenvolvido, por Pope ser muito inteligente e, por mais que precise abafar os inúmeros escândalos que acometem os poderosos e os políticos da capital, não deixa de mostrar certa honestidade. Ela é uma mulher poderosa, inteligente, articulada e não à toa despertou o amor do presidente, Fitzgerald Grant III, vivido por Tony Goldwyn (lembra dele em Ghost?).

Na primeira temporada, dá-se um panorama geral de como Olívia resolve os problemas alheios e não é possível saber muito sobre sua vida pessoal, a não ser sua relação com o presidente. Já na segunda temporada, podemos começar a entender melhor como Olivia começou a trabalhar na Casa Branca e, a terceira temporada (que é a que estou no momento), mostra a família de Olívia e os mistérios e dramas que a cercam.

É excelente.

A série foi indicada para alguns prêmios, como EMMY, NAACP (quando Kerry venceu como Melhor Atriz) e Bet Awards, quando ela também venceu na mesma categoria.

► Série: Scandal

► 7 temporadas (2012 – 2018 )

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Série do Mês: How To Get Away With Murder

GALERIE

How To Get Away With Murder é uma das melhores séries que comecei a acompanhar recentemente. Já conhecia a história há bastante tempo, mas só resolvi tirar um tempo para assistir em janeiro e, depois que dei o play no primeiro episódio, não consegui mais parar.

A série americana, que foi criada por Peter Nowalk e tem como produtora executiva Shonda Rhimes, é viciante. Aliás, qual produção de Shonda não é? Essa mulher é mágica (e talvez um pouco louca, vai?). Porque tanta tragédia, gente? E isso não é spoiler, quem já assistiu a qualquer capítulo de Greys Anatomy sabe do que estou falando.

How To Get Away With Murder apresenta a história de uma importante advogada de defesa criminal e também professora universitária. Annalise Keating (Viola Davis), se utiliza de métodos não muito honestos para safar pessoas que cometeram diversos crimes. Como dito, Annalise é professora no curso Direito na Universidade de Middleton e, para auxiliá-la, ela escolhe os cinco estudantes que mais se destacaram no primeiro dia de aula para estagiarem em sua firma. São eles Wes Gibbins (Alfred Enoch), Connor Walsh (Jack Falahee), Michaela Pratt (Aja Naomi King), Laurel Castillo (Karla Souza) e Asher Millstone (Matt McGorry). Mal sabiam eles que suas vidas seriam para sempre alteradas por conta deste bom desempenho. No escritório, Annalise ainda conta com a ajuda de seus fiéis funcionários Frank Delfino (Charlie Weber) e Bonnie Winterbottom, vivida pela atriz Liza Weil, nossa eterna Paris Geller.

Na primeira temporada, Annalise está casada com o psicólogo e professor da mesma Universidade, Sam Keating (Tom Verica). Quando acontece o desaparecimento de uma estudante de Sam, Annalise começa a desconfiar de algumas atitudes do marido. E ela, e seus alunos/estagiários, se vêem envolvidos, involuntariamente (ou nem tanto assim), em uma trama de assassinatos. E os acontecimentos da primeira temporada os perseguirão ao menos até a quarta temporada, que é a que está sendo exibida no momento.

A excelente Viola Davis recebeu o merecido Emmy Awards de melhor atriz em série dramática e foi a primeira atriz afro-americana a conseguir este feito. Que orgulho! A atriz também recebeu indicações no Globo de Ouro e em várias outras premiações. Os atores Alfred Enoch e Aja Naomi King também receberam indicações no NAACP por seu desempenho na série, como melhor ator coadjuvante e melhor atriz coadjuvante em série dramática.

A série ainda foi nomeada como Programa de Televisão do Ano de 2014 pelo American Film Institute e ganhou como Melhor Série Dramática no Image Awards e no GLAAD Awards, em 2015.

Atualmente, estão sendo exibidos os capítulos finais da quarta temporada. E o próximo episódio a ser exibido nos Estados Unidos no dia 1º de março, o 13º da temporada, será um crossover entre How To Get Away With Murder e Scandal, que também conta com a produção da Shondaland, é uma excelente série, lógico. Mas sobre ela eu falarei em um outro momento.

E, só um adendo (ou uma curiosidade, na verdade): o EP que eu mais fiquei sem ar até agora foi o 8º da 4ª temporada. MEU DEUS, que episódio! E ele vai ao ar aqui no Brasil hoje à noite, às 23h, no Canal Sony. #ficaadica

► Série: How To Get Away With Murder

► 4 temporadas (2014 – )

Série do Mês: Bates Motel

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Baseada no filme Psicose, do diretor Alfred Hitchcock, que se baseou no livro Psycho, do escritor  Robert Bloch, Bates Motel conta a história de Norma (Vera Farmiga) e Norman Bates (Freddie Highmore), mãe e filho que vivem várias trágicas histórias, por conta dos problemas mentais de Norman.

A série se inicia no momento em que Norma perde o marido, pai de Norman, e resolve recomeçar a vida em outro lugar. Para isso, resolve comprar um hotel em White Pine Bay, que fica no Estado de Oregon, nos Estados Unidos. Ao lado do hotel, se localizava a casa dos Bates.

A relação entre Norma e Norman é um tanto estranha e, na medida em que os episódios avançam, é possível perceber que a mãe nem sempre está presente nos momentos em que Norman acredita estar com ela. Desculpa, é spoiler, mas, neste caso, quem assistiu ao filme ou leu o livro já sabe bem qual é o fim, ou melhor, quais são as alucinações do psicótico Norman Bates.

A série teve seu último episódio exibido em 2017 e ao todo foram produzidas 5 temporadas. E uma curiosidade da última temporada: num dos episódios é mostrada a história de Marion Crane. Mas, neste surpreendente episódio, todos os expectadores são pegos de surpresa com a inesperada alteração da cena do chuveiro, sem que isso tenha comprometido o enredo. E, neste ep, quem interpreta a Marion é a Rihanna.

É uma série excelente, principalmente para quem gosta de suspense e boas tramas.

Bates Motel

► 5 temporadas (2013 – 2017)

 

 

Melhores 2017: Séries

Então, para finalizar esta lista de melhores, vou listar as principais séries que assisti em 2017. Na verdade, estarão na lista as séries que assisti pela primeira vez neste ano. Teve série que maratonei duas temporadas seguidas, tiveram lançamentos e também segunda temporada. Mas, assim como ocorreram nas outras listas, eu as faço baseadas no meu gosto pessoal, tá bom? Não assisti nem um terço das séries que gostaria em 2017, por isso em 2018 apresentarei o mínimo de uma série por mês, assim eu serei obrigada a conseguir um tempo pra elas, rs. Mais uma vez, nem todas as listadas tiveram texto aqui no blog, mas em breve receberão. E, para além delas, revi algumas temporadas de séries que eu assistia há tempos, mas que algum motivo se perderam pelo caminho. Segue a lista:

•5• Friends From College

 

► •4• 13 Reasons Why

 

► •3• Stranger Things 2

 

•2• The Sinner

 

•1• Sense 8 (1ª e 2ª Temp)

►►Bônus: Bates Motel◄◄

Uma das melhores séries que assisti nos últimos tempos, neste ano nos foi apresentado a última temporada e foi lindo. Em breve terá texto no blog. Mas, para adiantar, assista Psicose.

 

Espero que você tenha gostado da lista. Me conte qual foi sua série preferida em 2017.

Até breve! 🙂

 

 

 

 

Série: Sense 8

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Se posso dizer que há um arrependimento em mim, é de ter esperado tando para assistir esta série. Acho que demorei porque tanta gente falava tanta coisa dela que acabei perdendo a vontade. Até que resolvi assisti-la em maio deste ano, assim que saiu a segunda temporada, e me apaixonei por estes oito, principalmente porque descobri que todos nós nascemos no mesmo dia, hahaha.

Sim, hoje, dia oito de agosto, é aniversário dessa galera, por isso o post não poderia ser em outro dia.

Sense 8 é uma série de ficção científica, produzida pela Netflix, e dirigida e roteirizada pelas irmãs Lilly e Lana Wachowski (que também dirigiram e roteirizaram a trilogia Matrix) e do roteirista J. Michael Straczynski. Ela narra a história de oito pessoas, até então desconhecidas: Capheus “Van Damme” Onyongo (1º temp./Aml Ameen, 2ª temp./Toby Onwumere), Kala Dandekar (Tina Desai), Lito Rodriguez (Miguel Ángel Silvestre), Nomi Marks (Jamie Clayton), Riley Blue (Tuppence Middleton), Sun Bak (Bae Doona), Will Gorski (Brian J. Smith), Wolfgang Bogdanow (Max Riemelt).

Estas oito pessoas vivem em países e realidades bem diferentes, até que todos, simultaneamente, tem a visão da morte de uma mulher, a Angélica, que mais tarde todos descobriram foi a responsável pelo “nascimento sensate” de cada um deles. A partir desta visão, eles percebem que estão interligados mentalmente e, a partir daí, começam a se relacionar e a se ajudar, inclusive sentindo e conseguindo se utilizar do conhecimento, linguagem e habilidades dos outros membros do cluster.

Ao descobrir esta “sensibilidade”, eles passam a ser caçados por um misterioso homem chamado Whispers. E em seguida descobrem que existem outros grupos como eles.

Enquanto na primeira temporada são apresentados à eles os dados citados acima, aprofundando e dando foco em cada um deles, mostrando os problemas enfrentados por cada um, na segunda eles estão ainda mais interligados e juntos, em praticamente todas as cenas, do primeiro ao último episódio.

Eu amei as duas temporadas e entrei em desespero quando a Netflix disse que a série seria cancelada sem um fim. – Poxa vida, Netflix, quero ver Kala e Wolfgang em Paris, além do casamento da Nomi com a Amanita, por favor! Aí a Netflix ouviu as preces dos fãs desesperados e resolveu fazer um especial de duas horas, para finalizar a série. O episódio deve ir ao ar em 2018. 🙂

Trailer primeira temporada:

Especial de natal:

Trailer segunda temporada:

Anúncio do episódio especial:

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Série: Sense 8

Direção: Lilly e Lana Wachowski

Exibição: Netflix

Ano de lançamento: 2015

 

Série: Friends From College

Impressões da primeira temporada

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Friends from College estreou na sexta-feira (14) e é mais uma produção da Netflixcriada por Nicholas Stoller e Francesca Delbanco.

Comecei a assistir a série já na sexta-feira, dia em que o site de streaming liberou todos os oito episódios. Meu principal interesse em começar a assistir a foi sim por causa da Cobie Smulders (Lisa), nossa eterna Robin de HIMYM.

A série conta a história de seis amigos de faculdade que se reencontram depois de vinte anos, na cidade de Nova Iorque (sempre ela ❤ ).

De início (e isto é contado inclusive no trailler) o marido de Lisa, Ethan (Keegan-Michael Key) tem um caso com outra pessoa da turma, a Sam (Annie Parisse). E eles estão nesta situação há bastante tempo, desde antes do casamento. Está aí uma coisa que eu não entendo. Se eles vivem este relacionamento há tanto tempo, porque não ficaram juntos desde sempre? Deve ser por causa da emoção que isso causa, ou pela conveniência mesmo. Os outros personagens são Max (Fred Savage), Nick (Nat Faxon) e Marianne (Jae W. Suh). Estes dois últimos são os mais desinteressantes da série.

O triângulo amoroso é o apoio central de todo o desenvolvimento da roteiro, que é OK, mas me deixou tensa em diversos momentos. A série esta definida como comédia, mas as partes cômicas são, talvez, até desinteressantes (ou constrangedoras) em certas partes.

Sabe reencontro de velhos amigos, lotado de velhas piadas internas e segredinhos? Pois é.

Para além disso, é uma série adulta, sobre problemas adultos, e até bem sérios.

O que me fez gostar da série foram as partes mais dramáticas, como a tentativa de Lisa e Ethan de terem um filho. A questão da traição é outro ponto delicado e, por mais que isso seja terrível, principalmente com a personagem da Cobie, eu gostei muito da Sam. As duas personagens são as minhas preferidas.

A Lisa, de Cobie, me lembrou, em alguns momentos, a Robin. Sim, depois eu consegui separar as duas, mas a primeira impressão era de que eu estava assistindo a Robin um pouco diferente, num casamento e tentando ter um filho (o que no caso da Robin seria impossível. Quem assistiu HIMYM sabe o motivo).

No mais, gostei muito do elenco e de como este grupo funcionou junto e espero muito que tenha uma segunda temporada para que eu possa entender o motivo pelo qual Ethan e Sam não ficaram juntos desde sempre, já que é claro que eles sentem alguma coisa um pelo outro e que a relação dos dois não é meramente sexual ou física.

Não vou falar muita coisa para que você assista e tenha sua própria impressão. Os episódios são muito rápidos, média de 30 minutos, por isso dá para maratonar tranquilamente.

Separe a pipoca e boa série! 🙂

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Série: Friends From College

Direção: Nick Stoller

Exibição: Netflix

Ano de lançamento: 2017

 

Filme X Série: Confissões de Adolescente

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(Fotos: Divulgação)

Ontem assisti ao filme Confissões de Adolescente. E comecei a vê-lo por causa da série que assistia avidamente durante minha adolescência, na década de 1990. Acompanhei àquelas quatro irmãs e me identifiquei com vários dos percalços e inquietudes vividas por elas. Então, decidi assistir ao filme para saber o que havia sobrado daquele sentimento.

Quando comecei a assisti-lo, a primeira impressão que tive era a de que estava assistindo a um episódio de Malhação, depois que virou escola. Eu também assistia muito a esta série, principalmente as primeiras temporadas, lá em meados de 1995, mesma época de Confissões.

Mas, não era de se estranhar a comparação. Você já vai entender.

Confissões de Adolescente foi uma série exibida na TV Cultura na década de 1990. As duas primeiras temporadas foram exibidas entre 1994 e 1996. Já a terceira, e última temporada, foi exibida em 1999, mas não na TV Cultura, e sim no canal francês TF-1.

A série é baseada no livro homônimo escrito por Maria Mariana, atriz, escritora e filha do cineasta Domingos de Oliveira, que dirigiu a história no teatro, cuja primeira montagem aconteceu em 1992. Na TV, e no cinema, a série foi dirigida por Daniel Filho. Maria Mariana também roteirizou alguns capítulos de Malhação. Está aí a interseção. É questão de estilo, de identidade mesmo.

A história, baseada nos diários de Maria Mariana, também foi para o teatro, como disse anteriormente. Não tive o prazer de assistir a peça, que, inclusive, numa das montagens, teve em seu elenco Maria Ribeiro e Carolina Dieckmann.

No fim das contas, foi o quarteto da série original que me acompanhou e acompanha até hoje. Déborah Secco (Carol), Daniele Valente (Natália), Georgiana Góes (Bárbara) e Maria Mariana (Diana) eram as irmãs que me faziam rir e chorar.

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E eu chorei no final.

Não por ter sido ruim, pelo contrário, foi normal. O filme não tem nada demais. Trata-se de um filme sobre adolescentes. Em minha opinião, o melhor filme nacional sobre este público continua sendo As Melhores Coisas do Mundo, da Laís Bodanzky.

Mas, enfim, as quatro fazem participações especiais. Como bem aparece nos créditos finais, são participações afetivas.

E foi justamente o afeto que me fez chorar.

No filme, as irmãs, agora com nomes diferentes, são vividas pelas atrizes Sophia Abrahão (Tina), Malu Rodrigues (Alice), Isabella Camero (Bianca) e Clara Tiezzi (Karina).

Gostei de assistir ao filme pelo afeto.

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Foi um tempo bom. Foi bom relembrar.

Duas curiosidades: a série recebeu uma indicação ao Emmy Internacional de melhor programa infanto-juvenil em 1995, e em 1996, ganhou o Prix Jeunesse como Melhor Programa de Ficção para Adolescente.

Compartilhando amor. No youtube tem uma playlist com vários episódios da série:

Não seja um porque

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(Imagem: Divulgação/13 Reasons Why)

13 reasons why. Esta foi/é a série mais triste que eu tive a oportunidade de assistir. Ainda não li o livro, mas, nem sei se terei coragem. Nunca chorei tanto em episódios. E olha que vejo muitas séries e tenho predileção por drama, com um pingo de comédia, o que 13rw não tem de jeito nenhum.

13 reasons why é pesada, é chocante e é necessária. É sim. Precisamos falar abertamente sobre o suicídio. Precisamos falar abertamente sobre abuso sexual, sobre estupro, sobre quão malvados podem ser os adolescentes, seres que estão em formação e em busca de aceitação. Precisamos falar abertamente sobre o bullying. Precisamos falar, também, sobre pequenas coisas que perturbam, e que podem ser tornar gigantes. Muitas pessoas não conseguem carregar todo esse peso sozinhas. Este foi o caso da Hannah.

13 reasons why me fez pensar e muito sobre minha vida. Acredito muito que o que é discutido ali não deva ficar restrito ao colégio, ao ensino médio. Muita coisa deve ser aplicada na vida, sabe por quê? Porque a humilhação e toda angústia que Hannah sofreu tinha uma rede bem maior do que os treze citados. Família, amigos, escola. Todos e cada um que tenham cruzado com aquela menina sem perguntar como ela estava são culpados.

E o que mais me corroeu, me derrubou, me deixou triste foi: será que eu fui um porquê? Na minha vida passaram alguns porquês, mas que não me abateram. Alguns ainda moram dentro de minha cabeça, mas eu consigo combatê-los pouco a pouco.

É importante nos colocarmos no lugar do outro sem julgamentos e nunca diminuir o sofrimento do outro. Nunca. Jamais. É impossível que o meu sofrimento, assim como minha felicidade, seja o mesmo de outra pessoa.

Enfim, poderia escrever muita coisa. Terminei de assistir a série ontem e fiquei devastada. Fiquei triste. As cenas são fortes. As dos estupros e a do suicídio principalmente, que é uma coisa que marca: na pele de quem se foi, e na alma de quem fica.

#NãoSejaUmPorque

 

COPPER BOOM!!!!!

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Há exatamente duas semanas, no dia 25 de novembro, o Netflix liberou um dos lançamentos mais esperados do ano: Gilmore Girls – Um ano para recordar. Por mim com certeza foi muito esperado. Gilmore foi uma série muito importante, inclusive, para minha formação pessoal.

É uma série lotada de referências, que sempre citou diversas áreas, como literatura, cinema, política e música. Por isso, também, Gilmore sempre foi importante. Já fiz um outro post sobre a série, no dia oito de agosto deste ano, leia.

Agora, quase dez anos após o fim da série clássica, fiquei muito interessada por saber como estariam aquelas personagens e, para minha surpresa, elas estavam exatamente como ainda me lembrava. Emily, Lorelai e Rory, cada uma a seu modo, estavam enfrentando desafios, dificuldades e procurando formas de superar todos os percalços daquele ano.

O que dizer do revival? Me senti abraçada. Elas estavam ali o tempo todo e agora nos deixaram dar mais esta espiada no cotidiano tão caloroso de Star Hollow. Muitas pessoas criticaram muitas coisas no revival. Concordo que, em alguns momentos, certos diálogos foram longos e desnecessários mas, no geral, amei demais.

(foto: reprodução Netflix)
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Reviver tudo aquilo e voltar para Stars Hollow aqueceu meu coração

De 2000 a 2007 a série foi exibida e teve, ao todo, sete temporadas. Dessa vez, ganhamos 4 episódios, ou melhor, quatro filmes de 90 minutos. Cada um deles se passou numa estação do ano. Ao todo, acompanhamos um ano da vida das garotas.

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A análise que posso fazer é que Gilmore é tão boa porque condiz com a verdade de muitas mulheres. É ficção? É ficção, mas ao mesmo tempo nos faz refletir a forma como lidamos com as expectativas alheias, o quanto isso pode ser positivo para nossa formação, ou não. E isso é apenas um dos detalhes.

Nestas duas semanas, acompanhei incansavelmente o que outros fãs e admiradores da série entenderam deste reencontro. Muitas pessoas, na minha opinião, caíram de paraquedas e conheceram a série agora, por causa de toda a divulgação, e não entenderam bem o espírito dos personagens e da cidade.

Rory sempre foi a menina perfeita, bajulada pela cidade e pela família. Teve uma ótima formação acadêmica, porém, faltou maturidade no caminho. Rory é rica: é praticamente única herdeira dos Gilmore e, por parte do pai, precisará dividir com a meia irmã, toda a grana herdada por ele. Tudo bem que isso não é motivo para não levar a sério as conquistas, Rory teve uma ótima professora, a própria mãe. Mas, da mesma forma que Lorelai fez suas próprias escolhas há 32 anos, assim fez e faz Rory agora, em 2016.

Lorelai, a seu modo, continua levando a vida e colhendo os frutos de seu principal empreendimento, o Dragonfly Inn. Sua pousada, um tanto antiquada, guarda dentro de si o que Stars Hollow é. Mesmo na tentativa de modernizar os estranhos festivais, com a  tentativa fracassada da realização de uma parada gay, a cidade meio que parou no tempo. Assim como Luke, o dono da lanchonete que permaneceu com o mesmo boné e mesma camisa de flanela. O ponto positivo é que ele e Lorelai estão juntos. Mas continuam não confiando plenamente um no outro. Vide as mentiras que Emily percebeu. Os dois não sabiam pequenos detalhes da vida um do outro.

Sobre Emily, ela passa por um momento muito delicado. A morte de Richard a fez repensar inúmeros atos feitos por ela ao longo da vida. Este, o momento do funeral, é um dos mais tristes do revival. O interessante é que Emily consegue ficar os quatro episódios com a mesma empregada. Percebe-se aí que a personagem frívola ganha humanidade. Ela abre sua casa para estranhos e se encontra no meio daquelas pessoas.

Enfim, o que posso dizer é que todas as Gilmore enfrentaram um mar muito agitado durante os quatro filmes. Uma delas ainda passará por um desafio e até julgamentos, talvez. Quem já assistiu ao revival sabe. O ciclo se repete? Acredito que sim, e faz todo o sentido que isso aconteça.

Sobre os dilemas vividos por Rory (sim, por mais chata que talvez ela se pareça, é a personagem com quem mais me identifico), já passei por muitos. Eu e Rory temos a mesma idade, sou um ano mais velha do que ela. A diferença entre nós é que sou casada. Mas somos jornalistas e vivemos na corda bamba com a escolha desta profissão. Conheço pessoas que conviveram comigo na época do colégio e que hoje estão no topo. A outra diferença é que Rory é muito rica, né? Ela sempre será amparada. Se eu não colocar meu pezinho na estrada, não terei nada, não construirei nada.

Enfim, em Gilmore vejo muitas realidades. Por isso amo e defendo esta série e seus personagens. Assim que terminei de assisti-la, no dia 25, corri pra cá e escrevi um texto gigante e deixei no rascunho. Deixei minhas emoções se acalmarem para que eu pudesse escrever de maneira mais clara. Acredito que tenha conseguido.

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Abaixo, seguem quatro listas dos principais acontecimentos e alguns spoillers:

OY WITH THE POODLES ALREAD!!! 🙂

Lista de acontecimentos em “INVERNO”:

Morte de Richard
Aparecimento de Jason Stilles
Logan em Londres
Aparição da Paris
Separação de Paris e Doyle
Terapia em família
Rory está tentando escrever um livro
Reunião da Hep Alien
Barriga de aluguel
Michel agora tem um marido, que quer um filho
Sookie saiu do Dragonfly Inn
Öoo-ber
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Lista de acontecimentos em “PRIMAVERA”:

Pai da Lane (sim, o Sr. Kim aparece)
Diretor Charleston
Francis
Aulas em Chilton
Terapia
Jackson (sem a Sookie 😦 )
Rory sem trabalho
Michtum Huntzberger
April (A filha do Luke)
O segundo curta-metragem do Kirk
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Bônus: umas das melhores cenas, hahahaha.

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Lista de acontecimentos em “VERÃO”:

Stars Hollow Gazet
Jess aparece
A ideia do livro
O musical
A noiva do Logan foi morar com ele (Sim, ele está noivo e continua saindo com a Rory.)
A melhor supresa: Carole King cantou. Durante três segundos, mas cantou.
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E agora, breves palavras sobre o melhor de todos os filmes: o “OUTONO”.

Por que ele é o melhor? Porque é nele que aparece umas das cenas mais legais de todas, apesar de haters que não entendem muito bem o espírito de Gilmore terem odiado. Eu amei. Por isso nem vou falar muito, assiste aí (e perceba a referência)

É neste episódio que Lorelai resolve viver a mesma experiência que Reese Wetherspoon em Livre, mas ela se baseia no livro. Como eu não vi o filme nem li o livro, não consigo traçar um panorama do que Lorelai estava procurando, mas eu sei bem que no fim ela consegue.
E é neste episódio também que Luke e Loreai tomam uma linda decisão e resolvem se casar.
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E, por fim, é no outono que nós conhecemos as tão aguardadas quatro últimas palavras.
O ciclo se fechou. Completamente.
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Impossível discordar desse tuíte!
Então, é isso tudo. Aqui eu escrevi brevemente umas coisinhas e muitas outras aconteceram. Muitas outras pessoas apareceram e eu, agora, estou assistindo novamente pra guardar o máximo de detalhes desta incrível história. Preciso admitir que Amy Sherman-Palladino  é foda! Por mais séries como Gilmore Girls. Não sei se quero mais episódios, a série terminou da maneira que deveria terminar. Talvez há nove anos faria mais sentido, já que agora Rory já é adulta e já sabia muito bem o que não fazer para acontecer o que aconteceu, não é mesmo?

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Lista de acontecimentos em “OUTONO”:

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Dean (o melhor namorado da Rory, e olha que eu sou team Logan)
Sookie (Sim, ela aparece por dez segundos, mas aparece. Com a voz diferente, mas aparece).
Miss. Celine (lembra a velhinha costureira? Ela aparece mais jovem, mas aparece)
O olhar de Jess
A brigada de vida e morte ❤
O casamento de Lorelai e Luke
Emily trabalhando (sim)
As quatro últimas palavras
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E o tanto que eu não gritei, pulei e chorei quando vi isso. Eu e minha irmã. Voltamos mais uma vez na cena pra ter certeza. E era isso mesmo. Acabou. O ciclo se fechou.
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Gilmore Girsl continua sendo a melhor série da vida e matar a saudade desses personagens foi uma das melhores coisas que aconteceram em 2016. ❤
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Como bônus, assista a última cena, o último diálogo, no coreto, gazebo, primeiro e último lugar do revival:
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Gilmore Girls

(do canal Seriados TV)

Não me lembro bem do exato momento em que conheci estas garotas. Não me lembro do dia, mas me lembro bem da sensação de ter encontrado algo familiar, algo que realmente valesse a pena assistir. Era o início dos anos 2000, eu na metade para o fim do ensino médio, tentando decidir o que faria da vida. Mas, quando chegava domingo tudo ficava melhor, porque era o dia em que eu as encontrava.

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Sempre fui ligada nestas coisas. Chamo de coisas a cultura pop em geral: música, filmes, séries, desenhos. Sempre gostei de saber muito sobre tudo isso, por isso na minha adolescência consumia muita revista, porque naquela época, fim dos 90 e início dos 2000 internet era praticamente um fantasma em minha vida. Depois de um tempo, o SBT parou de exibir a série (deveria ter falado antes mas, sim, assistia no SBT) e eu, claro, fui atrás das temporadas na melhor videolocadora da cidade e lá estavam elas: começaria ali a minha verdadeira jornada por Stars Hollow e seus arredores e curiosos moradores.

Após assistir pela primeira vez, alugando todas as temporadas e assistido avidamente todos os 153 episódios de pouco mais de 40 minutos cada um, resolvi que precisava ter aquela série. Quando, num dia qualquer navegando pela internet o encontrei numa incrível promoção nas lojas Americanas, não pensei duas vezes. Comprei imediatamente e não me arrependo em nenhum momento da vida. Após a chegada do box, comecei uma tradição, assistindo-o uma vez por ano.

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É muito interessante como Gilmore Girls marcou minha vida. Não só a minha, mas a da minha irmã também, pois todas as vezes em que eu assistia ela estava junto comigo e repetia os diálogos e comia junk food e bebia muito café. ❤

(do canal Gilmore Girls Brasil)

A última vez que havia assistido a série junto com ela, ainda morando na casa da minha mãe, foi em 2012, pouco antes do meu casamento. Nas malas, trouxe o box comigo. E nunca mais assisti. Ano passado as garotas se tornaram muito conhecidas, por causa do revival que está sendo produzido pela Netflix e muitas pessoas que não as conheciam começaram a procurar. Confesso que deu ciúme, mas tudo bem 🙂

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Breve sinopse: a série gira em torno da vida de Lorelai Victoria Gilmore (a mãe) e Lorelai Leigh Gilmore (a filha, mais conhecida como Rory). Lorelai teve a filha muito jovem, aos 16 anos, e resolveu sair da casas dos pais, que são muito ricos, para cuidar da filha sozinha. Ela se mudou para Star Hollow e virou gerente do hotel onde começou trabalhando como arrumadeira e criou muito bem a filha, que tinha o sonho de ir para Harvard. Para tentar alcançar esse sonho, a menina precisou estudar em um colégio particular que era muito caro, longe das possibilidades monetárias de Lorelai e, por isso, pensando no futuro da filha, ela pede auxílio aos pais. O combinado era, em troca do dinheiro, elas precisariam jantar uma vez por semana com eles, nas sextas-feiras. Começa aí a história. 🙂

Hoje, dia oito de agosto, dia do meu aniversário, terminei de assistir a série pela sexta vez e não consigo me cansar, começaria agora mesmo a assisti-la novamente, já que o revival (obrigada Netflix 🙂 ) estará disponível só em 25 de novembro, por isso tenho tempo de sobra para assistir as sete temporadas novamente.

(do canal Gilmore Gags)

Em cada uma das seis vezes em que assisti Gilmore estava em um momento diferente e diferentes elementos da série me chamavam a atenção. No início, me parecia com a Rory, porque estava no ensino médio, tentando escolher a faculdade e o curso. Depois, fui para a faculdade e estudei jornalismo. Mais tarde, me formei, comecei a trabalhar e, ao contrário das duas, me casei. Ainda não fui mãe, mas me identifico com as garotas Gilmore de diferentes formas. E toda vez que escuto a Carole King cantando a música de abertura me dá um aperto no coração. Mas é um aperto bom, eu acho. Eu , sinceramente, já escrevi um monte e mesmo assim não consigo explicar a relação que tenho com a série. É muito doido, hahaha.

(do canal ckovertime)

Gilmore Girls é comédia, é drama, é família, é briga, é amor e é rápida, muito rápida. Tem um milhão de referências em cada episódio e mesmo assistindo a série por tantas vezes ainda descubro várias. Gilmore Girls é:

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❤ ❤

Então, acabei de assistir ao último episódio. Amo demais essas meninas. Essa série sempre teve o poder de me fazer rir e chorar. E a relação é tão próxima que ela também tem o poder de me fazer sentir raiva as vezes. Sério, elas precisam de terapia urgentemente hahahaha.

Mas, mesmo assim, sinto muito amor por essa série. A melhor do mundo, a melhor da vida!!!

(do canal Gilmore Girls Brasil)