Dia 99

Chegou dezembro.

É neste mês que a maioria das pessoas começam a fazer resoluções e o balanço do ano. E a gente costuma pensar sempre nesses grandes blocos, né? Semanas, meses, anos. Dias.

Mas o que não pensamos é que somos feitos num piscar. Numa inspiração. Num olhar. O conjunto que se forma disso tudo é passado. O que a gente espera do ano que daqui a pouco se inicia pode ser prospecção ou apenas Continue lendo “Dia 99”

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Dia 98

Não escrevo há alguns dias basicamente por achar que não tenho nada para escrever. Várias coisas aconteceram, lógico, já que a vida continua, mesmo que você não perceba. Você respira, anda, come, dorme, namora. Mas chega uma hora que você parece estar ligado no piloto automático. Tem chovido muito por aqui.

Além da chuva, eu poderia começar dizendo que fui para São Paulo nos dias 10 e 11 de novembro, para participar do Pixel Show. Foi ok. Poderia ter sido melhor? Sim. Criei expectativa demais. Talvez este seja meu grande problema.

Também posso dizer que minhas Continue lendo “Dia 98”

43

Como Nossos Pais (9)

Eu, hoje, não consigo escrever muita coisa. Queria eu ter a maestria que ela tem em transformar algo simples, como uma legenda de Instagram, em algo bonito, poético. Ela sabe usar tão bem as palavras que me emociona, sempre. Já escrevi sobre seus livros – Trinta e oito e meio e Tudo o que eu sempre quis dizer mais só consegui escrevendo –, e sobre o melhor filme de 2017 – Como nossos pais –, e, por consequência, também sobre ela. Hoje ela faz 43.

Parabéns, Maria!

8

Dia 97

Será que eu sou uma pessoa errada?

Pergunto isso porque sinto dificuldade em fazer algumas coisas que para a maioria das pessoas parece ser muito simples e fácil.

Sabe encontro de domingo, almoçar com a mãe, com a sogra?

Não sou essa pessoa, não consigo ser essa pessoa.

Eu sou a pessoa que faz bife e batata frita no domingo, e não frango com macarronada e maionese.

O máximo, dessas visitas rotineiras – de domingo –, é ir na casa da mãe à tarde, para o café.

Essas obrigações sociais não me agradam. Eu tenho certa dificuldade com elas, pra falar a verdade.

Cada vez mais me sinto fechada numa bolha. Essa bolha é a minha cabeça. A impressão que eu tenho é de que estou perdendo o tato em lidar com as pessoas. O tato do convívio social.

Mas se for necessário, respiro fundo e vou. E sorrio. E abraço.

E depois, mais tarde, eu choro. Porque tem sido difícil. Bem difícil.

Eu devo, sim, estar muito errada.

Dia 95

Ultimamente tenho lido mais. Mais sobre tudo. Leio livros, artigos, jornais. Procuro me informar, mas quanto mais me informo, mais me desespero. Triste realidade.

Sábado tive uma crise logo cedo, por conta de um sonho, mas logo me recompus. Uma voz me dizia para parar de pensar no que estava pensando e, como não havia solução, que eu deveria parar de chorar.

Não sei se em sonho ou realidade, engoli o choro e fui viver. Mas viver sozinha quase sempre não dá certo, apesar de eu às vezes preferir. Viver socialmente, nos últimos dias, têm sido dolorido e doloroso.

Tento fugir adentrando páginas e mais páginas. Tento fugir investigando cenas de filmes, me emocionando com personagens em séries ou me concentrando unicamente em sonoras letras de músicas.

Tento fugir, mas ando em círculos.

As lágrimas sempre voltam.

E o meu medo é de que elas permaneçam.

Até nos sonhos.

Fujo.

Dia 94

Nesta semana, sinceramente, não consegui pensar em nada interessante para escrever aqui. Sigo tentando ter certa persistência. Persistência não apenas aqui, lidando com palavras. Mas o que faço além de lidar com palavras?

Bem, nesta semana fiz o exame que faria na semana passada, correu tudo bem. Pouco dolorido e, espero, sem surpresa no resultado.

A semana está cheia no trabalho, mas, tirando isso, nada além dos fazeres rotineiros do acordar-trabalhar-dormir-acordar-trabalhar-dormir e comer ou resolver uma coisa ou outra no meio do fechado cotidiano. Nada muda.

Sexta-feira, o dia amanheceu cinza, as cigarras cantam suas canções de alento e eu sigo pensado, ou tentando não pensar, no que acontecerá daqui uns dias.

Sigo por aqui, procurando palavras pra descrever o que só ao futuro cabe saber.

Pra que serve a ansiedade?

Dia 93

Hoje eu não vou escrever sobre o medo do resultado desse processo eleitoral pelo qual estamos passando.

Eu havia pensado em escrever sobre outra coisa. Algo que aconteceria ontem, mas não pôde por conta de uma dúvida. Dúvida que era só receio mesmo e o que eu faria ontem, farei na quinta. Eu sei que você não está entendendo, e talvez nem seja pra entender mesmo.

Às vezes nem eu consigo me entender, o que acontece na maioria das vezes. Cara, que confusão. Continue lendo “Dia 93”

Dia 92

De segunda-feira, dia 1º de outubro.

 

Estou sem lugar.

Desde ontem à noite, depois das visitas costumeiras de domingo, estou angustiada. Angustiada pela semana que se inicia e que pode nos levar para um lugar desconhecido.

Não consigo sossegar a mente e a angústia só aumenta. Nem o sono acumulado depois de três semanas com a casa em obras me faz dormir.

O que será?

Respiro fundo e tento Continue lendo “Dia 92”