Sobre acordar

Já acordou com a sensação de que dormiu uma vida inteira? Vez ou outra eu sinto que perdi muito tempo e gastei momentos de maneira inapropriada. Poderia ter lido tantas coisas e me aprofundado em tantos assuntos que hoje são tão relevantes pra mim, mas aí está o meu erro.

Há dez anos, eu não pensava da maneira que penso hoje.

Há dez anos, eu não tinha a bagagem, tanto de leituras quanto de vivências que tenho hoje.

Acordei para isso ano passado. Talvez pouco antes, quando comecei Continue lendo “Sobre acordar”

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não faço a mínima ideia do que irá acontecer

o último texto foi publicado há mais de um mês. para ser exata, há um mês e dois dias.

tenho anotado muitas coisas, tenho vivido momentos de oscilação, entre ficar bem, ficar muito ansiosa ou ficar no meio termo. é muito difícil controlar o pensamento.

é muito difícil controlar qualquer coisa e não sei porque ainda insisto em tentar.

estou eu aqui tentando tirar a poeira deste ambiente que há muito perdeu o sentido. preciso confessar que não sei qual será o futuro do blog.

eu mudei.

tenho muito orgulho do que produzi aqui, mas não faz mais sentido compartilhar algumas coisas, às vezes tão íntimas, com tantas pessoas desconhecidas.

já venho pensando nisso há algum tempo, mas ainda não consegui definir o que farei.

por ora, coleciono Continue lendo “não faço a mínima ideia do que irá acontecer”

Novas inspirações (ou apenas um dia incomum)

Hoje é uma sexta-feira. São dez e quarenta sete da manhã e daqui a pouco irei trabalhar. Hoje é dia de trabalho externo, iremos viajar. E sair da rotina do trabalho às vezes é bom, porque saímos da zona de conforto, mas é bem cansativo também.

Enfim, nesta manhã tranquila e sozinha em casa, resolvi observar. O clima, minha horta – que cresceu de maneira exorbitante por conta das chuvas –, meu corpo, meu cabelo, minhas unhas pintadas, minhas plantas, o céu – ainda cinza -, o vento, a nova série que assisto na Netflix, as palavras, meus pensamentos.

De repente me deu certa vontade de escrever.

Mas sobre o quê? Sobre as Continue lendo “Novas inspirações (ou apenas um dia incomum)”

Um dia qualquer

Não mais contarei dias. Percebi que contar o tempo não adianta. “O tempo escorre pelas mãos”, como já dizia Lulu, e olhar para ele escorrendo ou reclamar sua perda não é a melhor das atitudes.

Conta mais a forma como eu aproveito o meu. Tenho tentado muito não mais contar o tempo, as horas e os dias, mas focar naquilo que vivo em cada inspiração ou expiração, a cada piscar de olhos, a cada novo abraço, a cada nova lágrima, a cada novo amigo.

A cada nova palavra, escrita ou falada. Tenho tentado me abrir mais e falar. E é bem difícil! Por isso voltei a escrever, porque ao menos aqui consigo organizar e deletar. A palavra dita não some. E quantas palavras já ouvi e que gostaria muito de esquecer?

Preciso aprender muita coisa, ao mesmo tempo que Continue lendo “Um dia qualquer”

Dia 100

Antes havia pensado em escrever um texto de “melhores de 2018”. Achei um pouco infame a piada de melhores, porque 2018 foi um ano ruim. Um ano pesado. Um ano arrastado. Um ano em que ocorreram poucas coisas boas, mas, sim, de fato ocorreram.

Escrevo este texto numa sexta-feira de janeiro, às 16h01, e, sinceramente, não faço ideia de quando irei publicá-lo. Já estou satisfeita em perceber essa vontade de escrever. Já que, a essa altura, o blog está fechado e o perfil no Instagram pausado por tempo indeterminado.

Indeterminado porque cansei, porque ficou chato, porque parou de fazer sentido. E, quando se perde o sentido, não sei mais o que fazer senão parar, interromper, pausar.

E eu pausei. Continue lendo “Dia 100”

Dia 99

Chegou dezembro.

É neste mês que a maioria das pessoas começam a fazer resoluções e o balanço do ano. E a gente costuma pensar sempre nesses grandes blocos, né? Semanas, meses, anos. Dias.

Mas o que não pensamos é que somos feitos num piscar. Numa inspiração. Num olhar. O conjunto que se forma disso tudo é passado. O que a gente espera do ano que daqui a pouco se inicia pode ser prospecção ou apenas Continue lendo “Dia 99”

Dia 98

Não escrevo há alguns dias basicamente por achar que não tenho nada para escrever. Várias coisas aconteceram, lógico, já que a vida continua, mesmo que você não perceba. Você respira, anda, come, dorme, namora. Mas chega uma hora que você parece estar ligado no piloto automático. Tem chovido muito por aqui.

Além da chuva, eu poderia começar dizendo que fui para São Paulo nos dias 10 e 11 de novembro, para participar do Pixel Show. Foi ok. Poderia ter sido melhor? Sim. Criei expectativa demais. Talvez este seja meu grande problema.

Também posso dizer que minhas Continue lendo “Dia 98”

43

Como Nossos Pais (9)

Eu, hoje, não consigo escrever muita coisa. Queria eu ter a maestria que ela tem em transformar algo simples, como uma legenda de Instagram, em algo bonito, poético. Ela sabe usar tão bem as palavras que me emociona, sempre. Já escrevi sobre seus livros – Trinta e oito e meio e Tudo o que eu sempre quis dizer mais só consegui escrevendo –, e sobre o melhor filme de 2017 – Como nossos pais –, e, por consequência, também sobre ela. Hoje ela faz 43.

Parabéns, Maria!

8

Dia 95

Ultimamente tenho lido mais. Mais sobre tudo. Leio livros, artigos, jornais. Procuro me informar, mas quanto mais me informo, mais me desespero. Triste realidade.

Sábado tive uma crise logo cedo, por conta de um sonho, mas logo me recompus. Uma voz me dizia para parar de pensar no que estava pensando e, como não havia solução, que eu deveria parar de chorar.

Não sei se em sonho ou realidade, engoli o choro e fui viver. Mas viver sozinha quase sempre não dá certo, apesar de eu às vezes preferir. Viver socialmente, nos últimos dias, têm sido dolorido e doloroso.

Tento fugir adentrando páginas e mais páginas. Tento fugir investigando cenas de filmes, me emocionando com personagens em séries ou me concentrando unicamente em sonoras letras de músicas.

Tento fugir, mas ando em círculos.

As lágrimas sempre voltam.

E o meu medo é de que elas permaneçam.

Até nos sonhos.

Fujo.