Filme: Rocketman

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fotos: divulgação

No cartaz do filme está escrito “based on a true fantasy”. E é nesta atmosfera de fantasia que a história de Reginald Dwight, mais conhecido como Elton John, é contada.

Diferente de Bohemian Rhapsody – a comparação é inevitável –, em Rocketman as músicas são a alma e, de certo modo, utilizadas como alegoria para a passagem do tempo. Não está presente o processo para a criação das músicas, mas sim como as canções, tão biográficas, marcavam momentos importantes da vida do artista.

Taron Egerton interpreta Continue lendo “Filme: Rocketman”

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Livro: O filho de mil homens

“Quem tem menos medo de sofrer, tem maiores possibilidades de ser feliz”

Valter Hugo Mãe é o meu vício literário neste início de 2019. Eu fico abismada com o tratamento dado a palavra por este autor português que parece dançar e entrelaçar com cada uma das frases que formam seus escritos.

Se em A desumanização ele trata da morte e de como ela afeta as pessoas, em O filho de mil homens ele fala da solidão, da desordem e de como a vida é capaz de transformar tragédias em bonitos dias, mesmo que, para isso, seja necessário abrir mão de algo pelo caminho. Ele fala de viver junto, da família que escolhemos. Da amizade, do amor. Continue lendo “Livro: O filho de mil homens”

Livro: A desumanização

“Acordei e pensei que não fazia sentido nenhum que a morte doesse”

Valter Hugo Mãe foi, com toda a certeza, a melhor descoberta deste 2019. Ao menos até o presente momento. Sua escrita é linda, poética, sensível e consegue nos tirar do lugar onde nos encontramos. O primeiro livro do autor português com o qual eu tive contato foi A desumanização, que se passa na Islândia e conta a história de Halla – a narradora –, uma menina de 11 anos que acabara de perder a irmã gêmea, Sigridur.

Em cada uma das páginas, nos são apresentados os relatos e os sofrimentos desta criança que se vê em meio a várias crises geradas por esta perda. É interessante perceber como a morte afeta as pessoas de diferentes formas. Continue lendo “Livro: A desumanização”

Sobre a falta

É louco pensar que é possível sentir falta de algo que nunca tivemos. Que podemos querer ter algo justamente por pensar que a coisa que falta nos tornará melhores do que somos. Tudo fantasia. Nós projetamos em nossas faltas a nossa felicidade ou a nossa ilusão de felicidade. E eu estou escrevendo em terceira pessoa porque não quero que essa verdade seja só minha, se é que é verdade.

Hoje é quinta-feira. 21h13. Eu sempre fico assim às quintas.

Ainda sobre a falta. Tenho lido uma Continue lendo “Sobre a falta”

Livro: A morte é um dia que vale a pena viver

“O sofrimento emocional é muito intenso.

Nele, o doente toma consciência de sua mortalidade.

E essa consciência o leva à busca do sentido de sua existência”

A morte é ainda um grande tabu, apesar do clichê de ser a única certeza que temos. Muitas pessoas deixam para pensar na vida quando a morte é anunciada, quando uma doença grave acomete a ela ou a alguém próximo. Em seu livro A morte é um dia que vale a pena viver, a médica geriatra, de cuidados paliativos, Ana Claudia Quintana Arantes fala não apenas do partir, mas do que não fazemos ao longo da vida. De acordo com ela, essa falta de aproveitamento é o que muitas vezes causa sofrimento no momento próximo a morte. Continue lendo “Livro: A morte é um dia que vale a pena viver”

Sobre acordar

Já acordou com a sensação de que dormiu uma vida inteira? Vez ou outra eu sinto que perdi muito tempo e gastei momentos de maneira inapropriada. Poderia ter lido tantas coisas e me aprofundado em tantos assuntos que hoje são tão relevantes pra mim, mas aí está o meu erro.

Há dez anos, eu não pensava da maneira que penso hoje.

Há dez anos, eu não tinha a bagagem, tanto de leituras quanto de vivências que tenho hoje.

Acordei para isso ano passado. Talvez pouco antes, quando comecei Continue lendo “Sobre acordar”

não faço a mínima ideia do que irá acontecer

o último texto foi publicado há mais de um mês. para ser exata, há um mês e dois dias.

tenho anotado muitas coisas, tenho vivido momentos de oscilação, entre ficar bem, ficar muito ansiosa ou ficar no meio termo. é muito difícil controlar o pensamento.

é muito difícil controlar qualquer coisa e não sei porque ainda insisto em tentar.

estou eu aqui tentando tirar a poeira deste ambiente que há muito perdeu o sentido. preciso confessar que não sei qual será o futuro do blog.

eu mudei.

tenho muito orgulho do que produzi aqui, mas não faz mais sentido compartilhar algumas coisas, às vezes tão íntimas, com tantas pessoas desconhecidas.

já venho pensando nisso há algum tempo, mas ainda não consegui definir o que farei.

por ora, coleciono Continue lendo “não faço a mínima ideia do que irá acontecer”

Novas inspirações (ou apenas um dia incomum)

Hoje é uma sexta-feira. São dez e quarenta sete da manhã e daqui a pouco irei trabalhar. Hoje é dia de trabalho externo, iremos viajar. E sair da rotina do trabalho às vezes é bom, porque saímos da zona de conforto, mas é bem cansativo também.

Enfim, nesta manhã tranquila e sozinha em casa, resolvi observar. O clima, minha horta – que cresceu de maneira exorbitante por conta das chuvas –, meu corpo, meu cabelo, minhas unhas pintadas, minhas plantas, o céu – ainda cinza -, o vento, a nova série que assisto na Netflix, as palavras, meus pensamentos.

De repente me deu certa vontade de escrever.

Mas sobre o quê? Sobre as Continue lendo “Novas inspirações (ou apenas um dia incomum)”

Filme: Nasce uma estrela

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Provavelmente já disse isso aqui em algum momento, mas vou repetir: eu AMO filmes em que a música está no centro da história. Os que eu mais gosto são Quase Famosos, Alta Fidelidade, Mesmo se nada der certo, Bohemian Rhapsody e, mais recentemente, Nasce uma estrela.

Lady Gaga e Bradley Cooper estão excelentes em seus respectivos papéis. Eu adoro os trabalhos do Bradley, sempre assisto aos seus filmes e sua estreia como diretor foi muito boa, sem sombra de dúvida. Lady Gaga já havia sido premiada por outros trabalhos como atriz (em American Horror Story), mas esta foi a primeira vez em que eu a vi representar e gostei muito do resultado. Já admirava o seu trabalho musical, e agora mais ainda.

Bom, vamos ao filme. Continue lendo “Filme: Nasce uma estrela”

Um dia qualquer

Não mais contarei dias. Percebi que contar o tempo não adianta. “O tempo escorre pelas mãos”, como já dizia Lulu, e olhar para ele escorrendo ou reclamar sua perda não é a melhor das atitudes.

Conta mais a forma como eu aproveito o meu. Tenho tentado muito não mais contar o tempo, as horas e os dias, mas focar naquilo que vivo em cada inspiração ou expiração, a cada piscar de olhos, a cada novo abraço, a cada nova lágrima, a cada novo amigo.

A cada nova palavra, escrita ou falada. Tenho tentado me abrir mais e falar. E é bem difícil! Por isso voltei a escrever, porque ao menos aqui consigo organizar e deletar. A palavra dita não some. E quantas palavras já ouvi e que gostaria muito de esquecer?

Preciso aprender muita coisa, ao mesmo tempo que Continue lendo “Um dia qualquer”