Livro do mês: Depois a louca sou eu

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Mês passado, eu fui na Bienal Internacional do Livro de São Paulo e tive a oportunidade de assistir a uma mesa muito foda, com Maria Ribeiro, Tati Bernardi e Fernanda Young. Eu já conhecia as produções da Maria e da Fernanda, mas a Tati, até então, eu só conhecia por nome. Nunca havia lido nada, apesar de já ter assistido a série e aos filmes Meu Passado Me Condena, mas eu não sabia que o texto era dela. Então, acho que eu a conhecia também, né? Enfim, você entendeu onde eu quero chegar. Na semana da bienal, sem saber que eu iria ao evento, comprei dois livros da autora: Depois a louca sou eu e Homem-objeto e outras coisas sobre ser mulher.

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Nestes dois livros, a Tati escreve crônicas. No segundo – que ainda estou lendo – ela apresenta uma coletânea  de crônicas que ela publicou no jornal Folha de S. Paulo. E, como vocês bem sabem, acho – se bem que nem devo ter comentado isso por aqui –, eu tenho lido e pesquisado muito sobre crônicas. Eu gosto muito deste gênero literário e, portanto, ter me encontrado com os textos da Tati foi uma grata surpresa. Continue lendo “Livro do mês: Depois a louca sou eu”

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FLID – Festa Literária de Divinópolis

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Entre os dias 23 e 26 de agosto foi realizada a FLID – Festa Literária de Divinópolis, em Minas Gerais. Em seu quinto ano de realização, a Festa trouxe como tema Ler, Sentir, Acolher e reuniu Continue lendo “FLID – Festa Literária de Divinópolis”

TAG Livros: Experiências Literárias

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O livro apresentado neste mês aqui no blog, foi o livro enviado no mês de julho pela TAG Inéditos – Fique Comigo – uma das categorias de envio da TAG Livros.

A TAG Livros é um clube literário, em que uma vez por mês os associados recebem em casa um livro diferente, conforme a categoria escolhida. Para conhecer a TAG eu comprei, nos meses de maio e julho, os dois kits: o já citado TAG Inéditos, que é mais recente, chegando agora no mês de agosto em sua quinta edição, e a TAG Curadoria, que está disponível para assinatura desde 2014. Continue lendo “TAG Livros: Experiências Literárias”

Livro do mês: Fique Comigo

livro 3Fique Comigo foi, com certeza, o melhor livro que li neste ano, até agora. Eu o recebi no mês de julho, na caixinha da TAG Inéditos, do clube de livros TAG Experiências Literárias. Eu falarei um pouco mais sobre esta experiência de fazer parte de um clube do livro na semana que vem, fique atento às publicações do blog para não perder.

Pode até parecer, mas esse post não é pago (mas bem que poderia, né?)

Continue lendo “Livro do mês: Fique Comigo”

25 ª Bienal do Livro de São Paulo

No último sábado, dia 4 de agosto, resolvi dar um passeio em São Paulo e participar da 25ª Bienal Internacional do Livro. E foi incrível. Em breve, você poderá ler o meu relato, mas hoje, por ora, editei um vídeo com algumas imagens captadas durante o evento, em que pude ver algumas mesas e visitar alguns estandes. Foi um dia muito rico.

Para você ter uma noção de sua importância, a Bienal é considerada como o terceiro maior evento editorial do mundo, que recebe vários expositores, do Brasil e de outros países. E o mais interessante da Bienal, é que são criados espaços para que crianças, jovens e adultos possam desfrutas das leituras e do contato com os livros.

A Bienal acontece até o próximo domingo, dia 12 de agosto.

Agora, assista ao vídeo:

Livro do mês: Tudo o que eu sempre quis dizer, mas só consegui escrevendo

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Maria Ribeiro

Filme: Como Nossos Pais (Laís Bodanzky)

Música: Conversa de Botas Batidas (Los Hermanos)

Conheci a Maria lá nos anos 1990, em alguma novela que eu não me lembro do nome, mas acho que era do Manoel Carlos. Pouco depois, foi noticiado que ela era casada com um ator mais velho. O que não faz a menor diferença para este texto, mas é só para explicar o que eu sabia sobre ela. Praticamente nada. Muito tempo depois, Maria caiu no meu radar por dirigir o documentário sobre a turnê de 2012 do Los Hermanos. Daí pra frente, veio o Saia Justa, o Trinta e oito e meio, o Instagram, o Twitter, a TPM, O Globo e Maria ficou na minha vida. Aí neste ano veio o Tudo o que eu sempre quis dizer, mas só consegui escrevendo. Eu teria várias coisas pra dizer para a Maria, a escritora que eu mais leio e que eu mais amo, que sempre diz algo sobre tudo, que sempre diz algo para mim, diretamente. E felizes somos nós, ou eu, por ter esta oportunidade, de acompanhar seus posicionamentos. Acho que agora a conheço um pouco mais. Continue lendo “Livro do mês: Tudo o que eu sempre quis dizer, mas só consegui escrevendo”

Livro do mês: O ano em que morri em Nova York

• Um romance sobre amar a si próprio •

Este livro é intenso. É romance. É autoajuda. É amor. É redescobrimento.

“Exausta, me sentei na grama, coloquei a cabeça entre as pernas e chorei mais profundamente ainda. ‘Evite ter certeza daquilo que você desconfia’ my ass. Minha vida tinha acabado. Eu morri em Nova York numa manhã ensolarada de sábado.” (p. 89)

O livro, que é dividido em três partes – A morte, A aventura do descobrimento, Renascer – conta a história de uma mulher de 44 anos que se vê perdida após um relacionamento de quase 10 anos. E resolvi lê-lo após a indicação da Maria Ribeiro no Instagram, em que ela diz, num trecho: “Triste, lindo e tão próximo de mim”. Demorei quase um ano para iniciar a leitura. Mas se tem algo em que acredito é que as coisas acontecem no tempo que precisam acontecer. Não somos nós que escolhemos os livros, os livros nos escolhem e eu me entreguei a leitura deste livro num momento em que precisava encontrar forças dentro de mim mesma e, acredito, tem dado certo, ou quase. Continue lendo “Livro do mês: O ano em que morri em Nova York”

Livro do Mês: Sejamos todos feministas

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O livro é curto. São cerca de 40 páginas. É uma adaptação de uma palestra que a autora, Chimamanda Ngozi Adichie, deu em dezembro de 2012, no TEDxEustom, uma conferência anual com foco na África.

Chimamanda é Africana e grande parte de seus escritos baseiam-se em suas experiências e realidade de seu país e continente. Ela é nigeriana.

O que é tratado no livro, de leitura facílima, é o que tantas pessoas vem explicando há muito tempo. Confesso que, quando eu li, eu vi mais do mesmo. Mas, no fim das contas, não é. Lembrando que a palestra foi dada em 2012 e sua transcrição lançada em 2013.

Quando eu digo mais do mesmo, talvez seja porque já estou tão imersa nesta temática, já li tanta coisa sobre isso, que me pareceu que, de certa forma, não seria possível o livro me acrescentar algo novo.

Trata-se do que é básico: feminismo nada mais é do que homens e mulheres tendo os mesmos direitos e o mesmo espaço. E é necessário entender homens e mulheres de forma ampla.

Ao longo da palestra, ela vai tirando camada por camada os preconceitos que viveu e como as feministas são tratadas, tantas vezes, de maneira pejorativa e que existe uma certa discriminação no modo de tratá-las e descrevê-las.

Ela, africana, conta vários momentos de sua vida que foram essenciais para que ela pudesse chegar às reflexões que a tornou naturalmente feminista. Como por exemplo, a vez em que foi a melhor da turma e que estava apta a ser a monitora, o que não pôde ocorrer já que, mesmo que ela fosse melhor em tudo e um homem, no caso um menino, fosse o segundo, ele seria o monitor.

São valores e questões que precisam ser explicados desde cedo, e sempre, para meninos e meninas: mesmo espaço, mesma capacidade, mesmos direitos. A diferença de estruturas biológicas e hormonais é o máximo de diferenças possíveis de serem encontradas.

Existem mais mulheres do que homens no mundo –  52% da população mundial é feminina –, mas os cargos de poder e prestígio são ocupados pelos homens. A já falecida queniana Wangari Maathai, ganhadora do prêmio Nobel da Paz, se expressou muito bem e em poucas palavras quando disse que quanto mais perto do topo chegamos, menos mulheres encontramos. (p.20)

Vale a leitura e a reflexão. Mas, para além da reflexão, é importante buscarmos, de fato, a transformação. Não pense você que apenas os homens tem pensamento e atitude machista, pelo contrário, ele está implícito em inúmeras atitudes de diversas pessoas no dia a dia.

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Livro: Sejamos Todos Feministas

Autora: Chimamanda Ngozi Adichie

Tradução: Christina Baum

Editora: Companhia das Letras (1ª ed./2012 | Brasil: 2014)

Livro do mês: Eleanor & Park

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Eleanor & Park é um livro apaixonante, que nos faz torcer para os protagonistas do início ao fim. Como todo romance adolescente (ou jovem adulto), o livro, e seus personagens, claro, carregam em si um certo drama e muita intensidade, em cada ação, em cada atitude.

Eleanor é ruiva, um pouco gordinha e nova na escola.

Park tem descendência coreana e é amigo dos “populares” da escola.

Sabe os filmes do John Hughes? Então. A garota de rosa Shocking. Clube dos Cinco. Curtindo a vida adoidado. Foi exatamente esta nostalgia que senti ao ler o livro que, apesar de ser literatura YA é muito gostoso de ler e vai prender sua atenção do início ao fim, seja qual for sua idade. 

Eles se conhecem no ônibus. Começam a compartilhar a leitura de quadrinhos, as músicas em fitas k-7, as mãos, o sofá e os jantares.
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Calma, não tão rápido.
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Eleanor & Park não é uma típica história clichê de amor adolescente. Eles carregam em si certa maturidade, apesar da pouca idade, principalmente Eleanor, que começa a sofrer bullying desde o primeiro instante que entra no ônibus. Mas, este é o menor dos problemas da garota, que vive numa pequena casa com os quatro irmãos, a mãe e o padrasto.
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Já Park, vive com a mãe, que é coreana, o pai, que é norte-americano, e o irmão. Uma típica família da cerquinha branca.
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Na medida em que o relacionamento deles avança, ficamos envolvidos e torcendo para que, no fim, as coisas deem certo para os dois. Trágico, intenso, profundo. O amor entre os dois transcorre entre estes adjetivos e o final nos surpreende pela crueza e nenhum clichê.
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O que me chamou a atenção, além da história, claro, foi a trilha que embalou o amor do casal, na segunda metade da década de 1980, mais precisamente, o ano era 1986.
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Então, leia o livro mas, antes, aperte o play para ouvir a playlist:
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Livro: Eleanor & Park

Autora: Rainbow Rowell

Tradutor: Caio Pereira

Editora: Novo Século (1ª ed./2013 | Brasil: 2014)