Livro do mês: A revolução dos bichos

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A Revolução dos bichos é um livro de George Orwell, publicado originalmente em 1945. O livro foi rejeitado por inúmera editoras, pois os editores o viam como uma sátira ao stalinismo, o governo ditador e autoritário da antiga União Soviética, comandada por Josef Stalin.

Trata-se de um grupo de animais, que viviam na Granja do Solar, cujo dono era o senhor Jones. Pouco antes de morrer, Major, um dos porcos mais velhos da granja, convoca uma assembleia entre todos os animais que ali viviam e, logo ao início, Major lhes explica o motivo da reunião, que ocorria já em noite avançada no celeiro da granja:

Então, camaradas, qual é a natureza desta nossa vida? Enfrentemos a realidade: nossa vida é miserável, trabalhosa e curta. Nascemos, recebemos o mínimo alimento necessário para continuar respirando, e os que podem trabalhar são exigidos até a última parcela de suas forças; no instante em que nossa utilidade acaba, trucidam-nos com hedionda crueldade” (p.12)

Com esta fala, o velho Major, inicia a movimentação dos animais da futura “Granja dos Bichos”.

Para Major, com quem todos os bichos concordaram, o principal inimigo era o homem. Era o homem que tomava todas as decisões referentes à vida dos bichos, os alimentos e o trabalho. E, conforme disse:

O Homem é a única criatura que consome sem produzir. Não dá leite, não põe ovos, é fraco demais para puxar o arado, não corre o que dê para pegar uma lebre. Mesmo assim, é o senhor de todos os animais” (p.12)

O Homem não busca interesses que não os dele próprio. Que haja entre nós, animais, uma perfeita unidade, uma perfeita camaradagem na luta. Todos os homens são inimigos, todos os animais são camaradas.” (p. 14)

A assembleia dos bichos ainda durou um pouco, encerrando-se com o canto do hino “Bichos da Inglaterra”, que acabou acordando Jones. Os animais aquietaram-se. Três dias depois o velho Major faleceu. Com sua morte, Bola-de-neve, o outro porco, tomou à frente das reuniões. Contra ele estava outro porco, Napoleão.

A partir deste momento começaria a organização dos bichos, que teve em sua atitude primária a expulsão dos humanos da granja tornando-a, então, a Granja dos Bichos.

O interessante deste livro, primeiro, é pensar numa revolução como esta. O que será que os animais, principalmente os escravizados pelo homem, fariam se pudessem ter força e inteligência suficientes para dominar o ser humano? Afinal de contas, são anos de repressão.

Outro ponto importante é como este grupo que, a princípio se uniu para um bem comum, acabou criando castas entre os “iguais”. Ali, na Granja dos Bichos, o seres superiores eram os porcos. Eles viviam na “Casa Grande”, deturpavam a verdade em favor próprio e criaram um “monstro” para que pudessem sempre ter algo com que amedrontar a população animal. Os porcos eram os mais inteligentes.

No fim das contas, a repressão e a escravidão continuaram. A marcante cena final, descrita no livro, quando todos os bichos da granja estão à espreita, observando o jantar que Napoleão oferece à alguns humanos e ficam confusos por não perceberem as diferenças entre um e outro, dá o tom real, e cruel, do quão o poder pode ser devastador.

Doze vozes gritavam, cheias de ódio, e eram todas iguais. Não havia dúvida, agora, quando ao que sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez ; mas já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco.” (p. 112)

Este livo deveria ser leitura obrigatória nas escolas do mundo todo. Eu digo isso porque demorei muito para lê-lo. É importante para que nós, seres humanos, consigamos entender a estrutura política e social em que vivemos e suas inúmeras estratificações. Não existem iguais, apensar de parecerem, sempre haverá um ser que sobressairá ao outro, que dominará o outro, seja com a força das mãos ou com a ideologia. E, caso o ser dominante consiga estes dois poderes, aí estaremos perdidos. E o máximo que conseguiremos é lutar pela queda dos que dominam.

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Livro: A Revolução dos Bichos (Animal Farm: A Fairy Story) 

Autor: George Orwell

Tradução: Heitor Aquino Ferreira

Editora: Companhia das Letras (45ª reimpressão/ 2007| 1ª ed./1945)

 

Livro: Eu me chamo Antônio

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Eu o conheci por meio da indicação de um amigo e gostei muito do trabalho desenvolvido por ele, apesar de as vezes parecer ilegível. Primeiro foi o tumblr e depois o livro, o que eu adorei.

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O autor, Pedro Gabriel, é africano, filho de pai suíço e mãe brasileira. Se mudou para o Brasil com 12 anos e sempre gostou de brincar com nossa língua. Por isso comçou a fazer rabiscos em guardanapos, o que se tornou, mais tarde, a sua marca registrada.

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Livro: Eu me chamo Antônio 

Autor: Pedro Gabriel

Editora: Intrínseca (2013)

Livro: Um Cartão

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Conheci o perfil do Pedro por um acaso no instagram. Muito provavelmente porque alguém deve ter compartilhado alguma frase e eu curti. Daí pra frente, continuei seguindo e admirando as artes. Quando o livro saiu, não tive dúvida.

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Ele é todo bonitinho e o mais legal é que as páginas podem ser destacadas e transformadas em quadros.

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Livro: Um Cartão 

Autor: Pedro

Editora: Rocco – Selo Fábrica231 (2015)

Livro: Desenhos Invisíveis

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Troche é um dos artistas que eu mais gosto. Eu o conheci por um acaso quando o meu blog ainda era .blogspot, porque o blog dele é ainda no blogspot e, enfim, me apaixonei pelos desenhos e pela sensibilidade de seus traços. E o Troche é tão legal, que eu cheguei a trocar uns e-mails com ele, ele me contou, lá em 2010, sei lá, que havia feito alguns desenhos para algumas revistas do Brasil (ah sim, foi mal. O Troche é um uruguaio radicado na Argentina), como a revista Bravo!.

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Em 2014 a editora Lote 42 fez um crowdfund para lançar o livro Desenhos Invisíveis no Brasil. É claro que eu a participei e recebi este livro lindão, com um desenho exclusivo e vários marcadores bonitões também.

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meu desenho e minha dedicatória ❤

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Livro: Desenhos Invisíveis (Dibujos Invisibles)

Autor: Gervasio Troche

Editora: Lote 42 (1ª ed. 2014)

Livro: The Beatles

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Eu gosto muito de música. Muito mesmo, desde sempre gostei e sempre gostei de ler sobre música. E, uma das bandas mais legais do mundo é a que leva o título deste post: The Beatles. O livro de hoje conta a história de todas TODAS as músicas dos Beatles. Ele é muito completo e muito interessante, claro.

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Eu não li todas as histórias ainda, mas já li as das músicas que eu mais gosto. Os textos trazem tantos detalhes que inspiraram as letras quanto detalhes técnicos também.

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Livro: The Beatles – A História por trás  de todas as canções

Autor: Steve Turner

Editora: Cosac Naify (2009)

Livro do Mês: Outros jeitos de usar a boca

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Este foi o livro mais dolorido e libertador que li na vida, até hoje. Digo dolorido porque Rubi desnuda a alma feminina de uma forma tão crua e dura, que eu senti dor, sofri, amei e me libertei ao terminar de lê-lo.

Os poemas desta autora, nascida na Índia e radicada em Toronto, no Canadá, são em sua maioria curtos e com mensagens bem diretas. O livro é dividido em quatro partes: a dor, o amor, a ruptura e a cura.

5Em cada uma das partes, a autora vai abrindo as entranhas de uma mulher, de um ser que sofreu, foi abusada, sentiu falta, foi solitária, amou, desejou, se entregou, rompeu seus limites e venceu a dor.

Tomei conhecimento deste livro num vídeo da Jout Jout e, quando fui para São Paulo, em abril deste ano, resolvi comprá-lo. Li enquanto esperava o ônibus que me traria de volta para Divinópolis. E foi chocante, tocante, intrigante. Foi foda. Rupi é foda. E é tão jovem.

Este é o tipo de livro que deve ser lido por mulheres, homens. De mulheres para homens. O sofrimento descrito por ela, em forma de poema, é sofrido por muitas.

No mais, apresento algumas páginas e indico muito a leitura, que pode parecer rápida, mas é muito profunda.

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Livro: Outros jeitos de usar a boca (Milk and honey)

Autor: Rupi Kaur

Tradutora: Ana Guadalupe

Editora: Planeta (USA 1ª ed. 2015 | Brasil 1ª ed. 2017)

Livro: A metamorfose

Eu já conhecia a obra de Franz Kafka, mas foi na faculdade de Jornalismo que eu pude conhecê-la melhor. O texto, que teve sua primeira edição lançada em 1915. Numa das minhas buscas por livros, lá em 2010 ou até antes, eu consegui encontrar esta edição que, na minha opinião é das mais bonitinhas:

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Trata-se de uma adaptação feita pelo artista gráfico e cartunista norte-americano Peter Kuper.

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O livro é muito bonito, que conseguiu dar novo fôlego aos problemas existências e a trágica transformação de Gregor em inseto e de como esta transformação mudou sua forma de se relacionar com sua família.

Ótimo para que gosta de Kafka. Ótimo para quem gosta de design e histórias em quadrinho.

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Livro: A metamorfose (Adaptação)

 Autor: Peter Kuper

Tradutora: Cris Siqueira

Editora:  Conrad (2010)

 

 

 

Livro do mês: O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares

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Confesso que decidi ler o livro assim que começaram a sair as primeiras imagens do filme, dirigido por Tim Burton. Não queria ser parcial e ter apenas a impressão de Burton e, sinceramente, me veio um certo medo de que poderia não gostar da história tendo apenas esta impressão. Já que, Tim Burton, pode ser considerado um diretor peculiar e, por mais que tenha criado filmes realmente muito bons, suas adaptações dividem opiniões. Eu, por exemplo, não gostei de Alice e nem me atrevi a assistir ao segundo, que foi produzido por ele.

Enfim, aqui estou para falar do livro de Ransom Riggs que, assim que coloquei meus olhos em suas páginas, já me deixou intrigada pelas imagens ali postadas. Ao fim, descobri que as fotografias impressas nas páginas do livro eram reais e que poucas foram manipuladas. Isso me fez querer lê-lo ainda mais o que, logo nas primeiras páginas, me deixou frustrada.

O livro conta a história de Jacob, um jovem muito apegado ao avô, que sempre lhe conta histórias de sua juventude na época que vivia em um orfanato lotado de crianças peculiares. Por isso, após a trágica morte do avô, Jacob parte, com seu pai, para o País de Gales, onde, de acordo com registros e cartas encontradas no em meio aos pertences de seu avô, se localizava o orfanato.

O grande problema deste livro é que ele demora a engrenar. A história começa a ficar interessante após as 100 primeiras páginas e, mesmo assim, há momentos em que quase desisti da leitura, ou fui lendo em blocos para que rendesse um pouco mais.

Mas, de toda forma, do meio o para o fim o livro consegue prender a atenção e aí sim a leitura flui e fica tão interessante a ponto de me deixar curiosa para ler o próximo volume: Cidade dos etéreos.

No mais, é um bom livro para quem gosta de fantasia, ficção científica e fotografia.

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Livro: O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares (Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children – 1ª ed. 2011)

Autor: Ransom Riggs

Tradutores: Edmundo Barreiros e Marcia Blasques

Editora:  Leya (4ª ed. 2012)

O livro do mês: Fim

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Demorei para terminar de ler este livro. Não sei qual o motivo, tento pensar em desculpas, mas não sei. Talvez tenha sido preguiça mesmo.

Adquiri este livro assim que foi lançado, em 2013, logo após ler o primeiro capítulo em algum portal de notícias. Mas, na correria do dia a dia, acabei demorando demais e passando outras leituras na frente. Quando retornei às suas páginas, em abril deste ano, me arrependi amargamente, mas também fiquei feliz por estar conhecendo aquelas palavras neste momento. Talvez seja o correto, faz mais sentido. Me surpreendi.

Surpreendi porque era uma mulher, falando do universo masculino e do machismo que habita este universo de maneira tão natural. Das histórias, erros acertos, amores e morte de cinco amigos.

Álvaro, Sílvio, Ribeiro, Neto e Ciro são os personagens desta história. Todos eles vivem no Rio de Janeiro, e o momento de luz, para todos eles, na narrativa de Fernanda Torres, começa no momento da morte. É isso. O livro fala do fim, da morte e de como o peso deste momento pode refletir em arrependimentos ou certezas.

Além da história desses amigos, o livro narra a vida das pessoas que passaram pelo cotidiano de cada um: esposas, filhos, amantes, casos, acasos e a morte, o que mais me surpreendeu.

Para além dos estereótipos do que compõe um grupo masculino, a história conta como escolhas erradas afetam não apenas a vida de cada um deles, mas a do grupo. E como isso influencia na felicidade, tristeza, amores e arrependimentos.

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Livro: Fim

Autor: Fernanda Torres

Editora: Companhia das Letras (2013)

Filme X Livro: A Cabana

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Há mais ou menos dois anos li o livro e gostei muito, achei a história de William P. Young muito forte. A ficção conta a história de Mackenzie, um homem casado e pai de três filhos que se vê envolto em uma tragédia, após o desaparecimento de sua filha mais nova.

Este é um tipo de leitura para pessoas que creem em Deus, ou que não vêem problema naqueles que acreditam. Porque é um livro que fala sobre isso: sobre ter fé, acreditar e perdoar. Mas, para além disso, na minha opinião, A Cabana fala mais do homem, e de seus medos e rancores, do que do próprio Deus.

O livro é interessante porque apresenta as figuras bíblicas de uma forma mais ‘humana’. Não sei bem como explicar isso, mas é quase um desenho do catecismo,  mesmo sem focar em religiões.

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Enfim, à época de sua leitura, o livro me fez muito bem e logo que o terminei fiquei aguardando sua adaptação cinematográfica, que chegou aos cinemas no último dia 7 de abril.

Na sexta-feira santa, dia propício para filmes com a temática que envolva Deus, acredito eu, meu marido e eu resolvemos ir ao cinema. E foi uma das melhores escolhas que fizemos para a sexta-feira da paixão.

O filme conseguiu extrair os principais acontecimentos de uma forma muito leve, mesmo sendo duro muitas vezes. Por isso que disse, e repito, é um livro/filme para quem tem fé e não tem problemas com isso. Mas não é um discurso tão chato ou até mesmo massivo como outros filmes ‘religiosos’ costumam pregar. Não é uma pregação, ao contrário disso, é um reflexão.

Uma reflexão sobre nossa vida e nossas ações. Uma reflexão sobre nossos julgamentos. Uma reflexão, muito dura as vezes, sobre o perdão. Perdoar os outros, e a si mesmo, talvez seja a parte mais difícil.

Geralmente, quando ocorre adaptação de livros para o cinema, os leitores mais assíduos gritam aos sete ventos como o livro é melhor e como os roteiristas e diretores pecaram em não conseguir extrair tudo que o livro oferecia.

Penso que, neste caso, aconteceu o oposto, e o melhor: foi extraído sim tudo o que de melhor o livro apresentou. Portanto, vale a pena a leitura e vale a pena assistir ao filme também.

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Livro: A Cabana

Autor: William P. Young

Tradução: Fernando Dias Antunes

Editora: Arqueiro

Ano de lançamento: 2007

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Filme: A Cabana (The Shack)

Diretor: Stuart Hazeldine

Ano de lançamento: 2017