Livro: #GIRLBOSS

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Li este livro logo que terminei de assistir a série da Netflix.

A série é muito boa, divertida, dinâmica. Parece que o papel foi escrito para Britt Robertson. É fácil acreditar que ela é a Sophia. E a certeza veio principalmente depois da leitura do livro.

Trata-se, basicamente, de um livro contando como Sophia Amoruso criou, do zero, o site Nasty Gal. À época do lançamento do livro (2014), Sophia ainda era a CEO do site.

A narrativa beira a autoajuda, mas é muito interessante a forma como ela conta sua trajetória. Entre um capítulo e outro, depoimentos de outras mulheres responsáveis por grandes negócios vão aparecendo, o que é muito importante porque, além de reforçar tudo o que Sophia apresenta, nos mostra que é possível alcançar o almejado sucesso, sobretudo financeiro, quando se tem, para além de coragem, conhecimento e disposição.

Abandone qualquer coisa da sua vida e dos seus hábitos que possa estar prendendo você. Aprenda a criar as suas próprias oportunidades(…)A ação favorece a sorte” (p.22).

Para Sophia, Girlboss é toda mulher capaz de “tocar” não são o próprio negócio, mas a própria vida.

Eu, que vivo na corda bamba entre querer um negócio meu e ter um trabalho formal, me senti impulsionada a tentar mais, a sair da zona de conforto e produzir minhas próprias ideias.

O livro é lotado de clichês. Mas, não é à toa que clichês se tornam clichês. É importante que saibamos conhecer nossas potencialidades e reconheçamos nossas fragilidades. Da execução de uma ideia simples ao cuidado com o dinheiro, o livro vai nos apresentando como Sophia se tornou, em 2010, uma das pessoas com menos de 30 anos mais ricas do mundo.

Descubra o que você ama fazer e aquilo que é ótima, depois tente pensar em como viver disso! Não tenha medo” (p.105).

Um trecho interessante do livro, pelo qual me identifiquei, é quando ela fala dos introvertidos, ou daqueles que não se encaixam bem em determinadas situações. Ela diz que grande parte das pessoas e empresas tendem a dar mais valor aos extrovertidos, por parecerem mais inteligentes. Mas nem sempre é assim.

Os introvertidos são naturalmente mais sensíveis porque não precisam de um monte de dopamina, o neurotransmissor da “sensação boa” que o cérebro produz em resposta a estímulos positivos. (…) Os introvertidos também são mais propensos a prestar atenção em detalhes pequenos.” (p. 142-143)

Está aí uma verdade. Sou apegada a detalhes.

Nesta mesma leva ela fala da superestima ao networking. Tenho uma dificuldade gigante em conversar com estranhos, mesmo sendo da mesma área de atuação ou que possa vir a ser um possível parceiro. Não sei jogar conversa fora.

Mas, porque Sophia falaria tanto deste perfil que, aparentemente ou a princípio, podem não sere “percebidos como alguém com potencial de liderança”? Porque, ela conta, só começou a trabalhar com uma loja virtual por não querer contato com pessoas e preferir trabalhar sozinha. E olha onde ela chegou.

Enfim, os ensinamentos que consegui absorver deste livro foram:

  • ter uma boa ideia;
  • saber que você consegue executá-la bem;
  • persistir no caminho, mesmo diante das dificuldades;
  • não focar apenas no faturamento;
  • e, por fim, acreditar que aquilo é um trabalho de verdade.

Foi isso que aprendi com este livro.

Você tem que ter confiança e convicção suficiente para seguir com toda força mesmo se as cosas não derem certo. Para nós, que corremos riscos, é algo inerente ao trabalho. Se falharmos, levantamos e tentamos de novo. Simplesmente fazer é recompensa suficiente.” (p.204)

#Girlboss é um ótimo livro para quem pensa em empreender, ou para quem quer começar qualquer tipo de projeto, não necessariamente financeiro. O livro nos impulsiona. Sophia faz isso muito bem. É como uma mola propulsora. E tem dias, principalmente naqueles que precisamos de coragem, que achamos que nada do que fazemos faz sentido, este livro nos dá a força necessária. E uma das coisas mais importantes que ele trouxe é: não existe fórmula mágica. Cada um tem o seu estilo e absorve as experiências contadas por Amoruso de uma forma. O importante é se conhecer e conhecer suas potencialidades.

Se você estiver sonhando grande, #Girlboss, não desanime se tiver que começar pequeno. Foi o que funcionou para mim” (p. 213).

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Livro: #GIRLBOSS (#GIRLBOSS)

Autora: Sophia Amoruso

Tradutora: Ludimila Hashimoto

Editora: Pensamento-Cultrix Ltda. (1ªed. 2015 | 5ª reimpressão 2017)

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Adendo um: Assista a série da Netflix, livremente inspirada no livro e que teve a atriz Charlize Theron como produtora executiva.

Adendo dois: Ninguém está livre de ter de recomeçar. Nem a Sophia. Clique e leia o texto.

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Série: Sense 8

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Se posso dizer que há um arrependimento em mim, é de ter esperado tando para assistir esta série. Acho que demorei porque tanta gente falava tanta coisa dela que acabei perdendo a vontade. Até que resolvi assisti-la em maio deste ano, assim que saiu a segunda temporada, e me apaixonei por estes oito, principalmente porque descobri que todos nós nascemos no mesmo dia, hahaha.

Sim, hoje, dia oito de agosto, é aniversário dessa galera, por isso o post não poderia ser em outro dia.

Sense 8 é uma série de ficção científica, produzida pela Netflix, e dirigida e roteirizada pelas irmãs Lilly e Lana Wachowski (que também dirigiram e roteirizaram a trilogia Matrix) e do roteirista J. Michael Straczynski. Ela narra a história de oito pessoas, até então desconhecidas: Capheus “Van Damme” Onyongo (1º temp./Aml Ameen, 2ª temp./Toby Onwumere), Kala Dandekar (Tina Desai), Lito Rodriguez (Miguel Ángel Silvestre), Nomi Marks (Jamie Clayton), Riley Blue (Tuppence Middleton), Sun Bak (Bae Doona), Will Gorski (Brian J. Smith), Wolfgang Bogdanow (Max Riemelt).

Estas oito pessoas vivem em países e realidades bem diferentes, até que todos, simultaneamente, tem a visão da morte de uma mulher, a Angélica, que mais tarde todos descobriram foi a responsável pelo “nascimento sensate” de cada um deles. A partir desta visão, eles percebem que estão interligados mentalmente e, a partir daí, começam a se relacionar e a se ajudar, inclusive sentindo e conseguindo se utilizar do conhecimento, linguagem e habilidades dos outros membros do cluster.

Ao descobrir esta “sensibilidade”, eles passam a ser caçados por um misterioso homem chamado Whispers. E em seguida descobrem que existem outros grupos como eles.

Enquanto na primeira temporada são apresentados à eles os dados citados acima, aprofundando e dando foco em cada um deles, mostrando os problemas enfrentados por cada um, na segunda eles estão ainda mais interligados e juntos, em praticamente todas as cenas, do primeiro ao último episódio.

Eu amei as duas temporadas e entrei em desespero quando a Netflix disse que a série seria cancelada sem um fim. – Poxa vida, Netflix, quero ver Kala e Wolfgang em Paris, além do casamento da Nomi com a Amanita, por favor! Aí a Netflix ouviu as preces dos fãs desesperados e resolveu fazer um especial de duas horas, para finalizar a série. O episódio deve ir ao ar em 2018. 🙂

Trailer primeira temporada:

Especial de natal:

Trailer segunda temporada:

Anúncio do episódio especial:

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Série: Sense 8

Direção: Lilly e Lana Wachowski

Exibição: Netflix

Ano de lançamento: 2015

 

Série: Friends From College

Impressões da primeira temporada

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Friends from College estreou na sexta-feira (14) e é mais uma produção da Netflixcriada por Nicholas Stoller e Francesca Delbanco.

Comecei a assistir a série já na sexta-feira, dia em que o site de streaming liberou todos os oito episódios. Meu principal interesse em começar a assistir a foi sim por causa da Cobie Smulders (Lisa), nossa eterna Robin de HIMYM.

A série conta a história de seis amigos de faculdade que se reencontram depois de vinte anos, na cidade de Nova Iorque (sempre ela ❤ ).

De início (e isto é contado inclusive no trailler) o marido de Lisa, Ethan (Keegan-Michael Key) tem um caso com outra pessoa da turma, a Sam (Annie Parisse). E eles estão nesta situação há bastante tempo, desde antes do casamento. Está aí uma coisa que eu não entendo. Se eles vivem este relacionamento há tanto tempo, porque não ficaram juntos desde sempre? Deve ser por causa da emoção que isso causa, ou pela conveniência mesmo. Os outros personagens são Max (Fred Savage), Nick (Nat Faxon) e Marianne (Jae W. Suh). Estes dois últimos são os mais desinteressantes da série.

O triângulo amoroso é o apoio central de todo o desenvolvimento da roteiro, que é OK, mas me deixou tensa em diversos momentos. A série esta definida como comédia, mas as partes cômicas são, talvez, até desinteressantes (ou constrangedoras) em certas partes.

Sabe reencontro de velhos amigos, lotado de velhas piadas internas e segredinhos? Pois é.

Para além disso, é uma série adulta, sobre problemas adultos, e até bem sérios.

O que me fez gostar da série foram as partes mais dramáticas, como a tentativa de Lisa e Ethan de terem um filho. A questão da traição é outro ponto delicado e, por mais que isso seja terrível, principalmente com a personagem da Cobie, eu gostei muito da Sam. As duas personagens são as minhas preferidas.

A Lisa, de Cobie, me lembrou, em alguns momentos, a Robin. Sim, depois eu consegui separar as duas, mas a primeira impressão era de que eu estava assistindo a Robin um pouco diferente, num casamento e tentando ter um filho (o que no caso da Robin seria impossível. Quem assistiu HIMYM sabe o motivo).

No mais, gostei muito do elenco e de como este grupo funcionou junto e espero muito que tenha uma segunda temporada para que eu possa entender o motivo pelo qual Ethan e Sam não ficaram juntos desde sempre, já que é claro que eles sentem alguma coisa um pelo outro e que a relação dos dois não é meramente sexual ou física.

Não vou falar muita coisa para que você assista e tenha sua própria impressão. Os episódios são muito rápidos, média de 30 minutos, por isso dá para maratonar tranquilamente.

Separe a pipoca e boa série! 🙂

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Série: Friends From College

Direção: Nick Stoller

Exibição: Netflix

Ano de lançamento: 2017

 

Filme X Série: Confissões de Adolescente

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(Fotos: Divulgação)

Ontem assisti ao filme Confissões de Adolescente. E comecei a vê-lo por causa da série que assistia avidamente durante minha adolescência, na década de 1990. Acompanhei àquelas quatro irmãs e me identifiquei com vários dos percalços e inquietudes vividas por elas. Então, decidi assistir ao filme para saber o que havia sobrado daquele sentimento.

Quando comecei a assisti-lo, a primeira impressão que tive era a de que estava assistindo a um episódio de Malhação, depois que virou escola. Eu também assistia muito a esta série, principalmente as primeiras temporadas, lá em meados de 1995, mesma época de Confissões.

Mas, não era de se estranhar a comparação. Você já vai entender.

Confissões de Adolescente foi uma série exibida na TV Cultura na década de 1990. As duas primeiras temporadas foram exibidas entre 1994 e 1996. Já a terceira, e última temporada, foi exibida em 1999, mas não na TV Cultura, e sim no canal francês TF-1.

A série é baseada no livro homônimo escrito por Maria Mariana, atriz, escritora e filha do cineasta Domingos de Oliveira, que dirigiu a história no teatro, cuja primeira montagem aconteceu em 1992. Na TV, e no cinema, a série foi dirigida por Daniel Filho. Maria Mariana também roteirizou alguns capítulos de Malhação. Está aí a interseção. É questão de estilo, de identidade mesmo.

A história, baseada nos diários de Maria Mariana, também foi para o teatro, como disse anteriormente. Não tive o prazer de assistir a peça, que, inclusive, numa das montagens, teve em seu elenco Maria Ribeiro e Carolina Dieckmann.

No fim das contas, foi o quarteto da série original que me acompanhou e acompanha até hoje. Déborah Secco (Carol), Daniele Valente (Natália), Georgiana Góes (Bárbara) e Maria Mariana (Diana) eram as irmãs que me faziam rir e chorar.

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E eu chorei no final.

Não por ter sido ruim, pelo contrário, foi normal. O filme não tem nada demais. Trata-se de um filme sobre adolescentes. Em minha opinião, o melhor filme nacional sobre este público continua sendo As Melhores Coisas do Mundo, da Laís Bodanzky.

Mas, enfim, as quatro fazem participações especiais. Como bem aparece nos créditos finais, são participações afetivas.

E foi justamente o afeto que me fez chorar.

No filme, as irmãs, agora com nomes diferentes, são vividas pelas atrizes Sophia Abrahão (Tina), Malu Rodrigues (Alice), Isabella Camero (Bianca) e Clara Tiezzi (Karina).

Gostei de assistir ao filme pelo afeto.

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Foi um tempo bom. Foi bom relembrar.

Duas curiosidades: a série recebeu uma indicação ao Emmy Internacional de melhor programa infanto-juvenil em 1995, e em 1996, ganhou o Prix Jeunesse como Melhor Programa de Ficção para Adolescente.

Compartilhando amor. No youtube tem uma playlist com vários episódios da série:

O retrato da literal expressão “o problema é seu” em 13 Reasons Why

Tem estreia de categoria aqui no blog. A partir de hoje minha irmã, a Ana Caroline Figueiredo, que é psicóloga, também fará textos sobre diversos temas, sempre focando na Psicologia. E o primeiro é sobre um tema que está causando no momento, e até eu já escrevi sobre ele aqui no blog. Então, boa leitura. 🙂

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Por Ana Caroline Figueiredo

Psicóloga Clínica

13 Reasons Why é a série e o assunto mais comentado do momento. A produção da Netflix, baseada no livro de Jay Asher, fala sobre as treze fitas gravadas por Hannah, para as treze pessoas (e motivos) que a levaram a cometer suicídio.

Muitas críticas estão surgindo relacionadas as cenas explícitas de abuso e, principalmente, de suicídio, no qual vemos passo a passo a morte da garota. A série é chocante e incômoda sim. Confesso que fiquei agonizada quando a menina corta os pulsos ou quando é estuprada pelo “bonitão” da escola. Mas aí parei para pensar que não paramos para pensar nessas coisas, entende? Quando lemos acontecimentos relacionados a esses assuntos, não paramos para compreender a intensidade e o sofrimento de quem está passando por isso. Banalizamos a dor do outro, fechamos a página de notícias e fim. Vida que segue! Pelo menos a nossa, né?

Mas a minha crítica aqui não vai exatamente para esses acontecimentos, ela vai um pouco mais além. Pra ser mais precisa, vai para a pessoa responsável pela 13ª fita, o conselheiro. Sou psicóloga e assisti a série por assistir mesmo, mas a cada episódio me chamava muito a atenção aquelas ações que acometiam a vida da adolescente e a maneira como ela lidava com aquilo tudo. Não é mentira que Hannah passou por coisas pesadas, mas o fato dela não conseguir enfrenta-las é preocupante. Existem milhares de pessoas assim. As vezes o que é insignificante pra mim, tem um peso enorme para a outra pessoa, mas não nos atentamos a isso. Não percebemos o sofrimento do nosso filho, do nosso amigo, do nosso aluno. Não notamos sua mudança de comportamento e seus sinais que gritam por ajuda. Sabe por quê? Porque temos a mania de achar que os nossos problemas são maiores que o dos outros.

Bem, então Hannah estava lá. Já havia passado por poucas e boas; e no último episódio ela diz assim: “Resolvi dar mais uma chance pra vida. Mas dessa vez não vou ficar sozinha. Vou procurar ajuda!”. Isso aí. Tá certinha, Hannah! Até porque quando não sabemos lidar com algo, precisamos procurar por ajuda sim. Qual é o problema de falar que você não consegue? Então, ela decide procurar o conselheiro da escola, que, a meu ver, é tipo um psicólogo ou um psicopedagogo. A menina conta tudo, deixando muito claro que não quer viver, que chegou no limite, que foi abusada e que não está conseguindo lidar com aquilo tudo sozinha. Aí o conselheiro vai e fala mais ou menos assim pra ela: “Se você não pode me falar quem abusou de você, então esquece isso e segue com a sua vida.” Oiii???? Como assim?? Que profissional é esse que acolhe uma pessoa em sofrimento extremo, ameaçando a própria vida e simplesmente ignora?

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Fiquei muito chocada com isso porque, pra mim, ele foi a maior razão da garota ter cometido o suicídio e mais chocada porque sei que existem profissionais assim. Foi por isso que tive a necessidade de escrever esse texto e dar a minha opinião sobre essa série.

Achei ótima, achei necessária, achei chocante sim. Não acho que incita o suicídio, ao contrário, como já foi divulgado que o número de procura pelo CVV (Central de Valorização da Vida) dobrou, e além do mais, o suicídio já não é algo divulgado, mas mesmo assim ainda é uma das maiores causas de morte no mundo. Então, vamos falar sobre suicídio, vamos falar sobre abuso, vamos falar sobre bullying. Vamos acolher o sofrimento das pessoas, vamos notar as mudanças daqueles que estão perto de nós e que amamos, vamos ajuda-los e quando não pudermos ajuda-los, vamos encorajar as pessoas a procurarem ajuda. Ninguém está sozinho nessa. Vamos valorizar a vida!

Ana Caroline Figueiredo é psicóloga clínica e atende em Divinópolis (MG).

Não seja um porque

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(Imagem: Divulgação/13 Reasons Why)

13 reasons why. Esta foi/é a série mais triste que eu tive a oportunidade de assistir. Ainda não li o livro, mas, nem sei se terei coragem. Nunca chorei tanto em episódios. E olha que vejo muitas séries e tenho predileção por drama, com um pingo de comédia, o que 13rw não tem de jeito nenhum.

13 reasons why é pesada, é chocante e é necessária. É sim. Precisamos falar abertamente sobre o suicídio. Precisamos falar abertamente sobre abuso sexual, sobre estupro, sobre quão malvados podem ser os adolescentes, seres que estão em formação e em busca de aceitação. Precisamos falar abertamente sobre o bullying. Precisamos falar, também, sobre pequenas coisas que perturbam, e que podem ser tornar gigantes. Muitas pessoas não conseguem carregar todo esse peso sozinhas. Este foi o caso da Hannah.

13 reasons why me fez pensar e muito sobre minha vida. Acredito muito que o que é discutido ali não deva ficar restrito ao colégio, ao ensino médio. Muita coisa deve ser aplicada na vida, sabe por quê? Porque a humilhação e toda angústia que Hannah sofreu tinha uma rede bem maior do que os treze citados. Família, amigos, escola. Todos e cada um que tenham cruzado com aquela menina sem perguntar como ela estava são culpados.

E o que mais me corroeu, me derrubou, me deixou triste foi: será que eu fui um porquê? Na minha vida passaram alguns porquês, mas que não me abateram. Alguns ainda moram dentro de minha cabeça, mas eu consigo combatê-los pouco a pouco.

É importante nos colocarmos no lugar do outro sem julgamentos e nunca diminuir o sofrimento do outro. Nunca. Jamais. É impossível que o meu sofrimento, assim como minha felicidade, seja o mesmo de outra pessoa.

Enfim, poderia escrever muita coisa. Terminei de assistir a série ontem e fiquei devastada. Fiquei triste. As cenas são fortes. As dos estupros e a do suicídio principalmente, que é uma coisa que marca: na pele de quem se foi, e na alma de quem fica.

#NãoSejaUmPorque

 

COPPER BOOM!!!!!

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Há exatamente duas semanas, no dia 25 de novembro, o Netflix liberou um dos lançamentos mais esperados do ano: Gilmore Girls – Um ano para recordar. Por mim com certeza foi muito esperado. Gilmore foi uma série muito importante, inclusive, para minha formação pessoal.

É uma série lotada de referências, que sempre citou diversas áreas, como literatura, cinema, política e música. Por isso, também, Gilmore sempre foi importante. Já fiz um outro post sobre a série, no dia oito de agosto deste ano, leia.

Agora, quase dez anos após o fim da série clássica, fiquei muito interessada por saber como estariam aquelas personagens e, para minha surpresa, elas estavam exatamente como ainda me lembrava. Emily, Lorelai e Rory, cada uma a seu modo, estavam enfrentando desafios, dificuldades e procurando formas de superar todos os percalços daquele ano.

O que dizer do revival? Me senti abraçada. Elas estavam ali o tempo todo e agora nos deixaram dar mais esta espiada no cotidiano tão caloroso de Star Hollow. Muitas pessoas criticaram muitas coisas no revival. Concordo que, em alguns momentos, certos diálogos foram longos e desnecessários mas, no geral, amei demais.

(foto: reprodução Netflix)
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Reviver tudo aquilo e voltar para Stars Hollow aqueceu meu coração

De 2000 a 2007 a série foi exibida e teve, ao todo, sete temporadas. Dessa vez, ganhamos 4 episódios, ou melhor, quatro filmes de 90 minutos. Cada um deles se passou numa estação do ano. Ao todo, acompanhamos um ano da vida das garotas.

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A análise que posso fazer é que Gilmore é tão boa porque condiz com a verdade de muitas mulheres. É ficção? É ficção, mas ao mesmo tempo nos faz refletir a forma como lidamos com as expectativas alheias, o quanto isso pode ser positivo para nossa formação, ou não.E isso é apenas um dos detalhes.

Nestas duas semanas, acompanhei incansavelmente o que outros fãs e admiradores da série entenderam deste reencontro. Muitas pessoas, na minha opinião, caíram de paraquedas e conheceram a série agora, por causa de toda a divulgação, e não entenderam bem o espírito dos personagens e da cidade.

Rory sempre foi a menina perfeita, bajulada pela cidade e pela família. Teve uma ótima formação acadêmica, porém, faltou maturidade no caminho. Rory é rica: é praticamente única herdeira dos Gilmore e, por parte do pai, precisará dividir com a meia irmã, toda a grana herdada por ele. Tudo bem que isso não é motivo para não levar a sério as conquistas, Rory teve uma ótima professora, a própria mãe. Mas, da mesma forma que Lorelai fez suas próprias escolhas há 32 anos atrás, assim fez e faz Rory agora, em 2016.

Lorelai, a seu modo, continua levando a vida e colhendo os frutos de seu principal empreendimento, o Dragonfly Inn. Sua pousada, um tanto antiquada, guarda dentro de si o que Stars Hollow é. Mesmo na tentativa de modernizar os estranhos festivais, com a  tentativa fracassada da realização de uma parada gay, a cidade meio que parou no tempo. Assim como Luke, o dono da lanchonete que permaneceu com o mesmo boné e mesma camisa de flanela. O ponto positivo é que ele e Lorelai estão juntos. Mas continuam não confiando plenamente um no outro. Vide as mentiras que Emily percebeu. Os dois não sabiam pequenos detalhes da vida um do outro.

Sobre Emily, ela passa por um momento muito delicado. A morte de Richard a fez repensar inúmeros atos feitos por ela ao longo da vida. Este, o momento do funeral, é um dos mais tristes do revival. O interessante é que Emily consegue ficar os quatro episódios com a mesma empregada. Percebe-se aí que a personagem frívola ganha humanidade. Ela abre sua casa para estranhos e se encontra no meio daquelas pessoas.

Enfim, o que posso dizer é que todas as Gilomore enfrentaram um mar muito agitado durante os quatro filmes. Uma delas ainda passará por um desafio e até julgamentos, talvez. Quem já assistiu ao revival sabe. O clico de repete? Acredito que sim, e faz todo o sentido que isso aconteça.

Sobre os dilemas vividos por Rory (sim, por mais chata que talvez ela se pareça, é a personagem com quem mais me identifico), já passei por muitos. Eu e Rory temos a mesma idade, sou um ano mais velha que ela. A diferença entre nós é que sou casada. Mas somos jornalistas e vivemos na corda bamba com a escolha desta profissão. Conheço pessoas que conviveram comigo na época do colégio e que hoje estão no topo. A outra diferença é que Rory é muito rica, né? Ela sempre será amparada. Se eu não colocar meu pezinho na estrada, não terei nada, não construirei nada.

Enfim, em Gilmore vejo muitas realidades. Por isso amo e defendo esta série e seus personagens. Assim que terminei de assisti-la, no dia 25, corri pra cá e escrevi um texto gigante e deixei no rascunho. Deixei minhas emoções se acalmarem para que eu pudesse escrever de maneira mais clara. Acredito que tenha conseguido.

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Abaixo, seguem quatro listas dos principais acontecimentos e alguns spoillers:

OY WITH THE POODLES ALREAD!!! 🙂

Lista de acontecimentos em “INVERNO”:

Morte de Richard
Aparecimento de Jason Stilles
Logan em Londres
Aparição da Paris
Separação de Paris e Doyle
Terapia em família
Rory está tentando escrever um livro
Reunião da Hep Alien
Barriga de aluguel
Michel agora tem um marido, que quer um filho
Sookie saiu do Dragonfly Inn
Öoo-ber
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Lista de acontecimentos em “PRIMAVERA”:

Pai da Lane (sim, o Sr. Kim aparece)
Diretor Charleston
Francis
Aulas em Chilton
Terapia
Jackson (sem a Sookie 😦 )
Rory sem trabalho
Michtum Huntzberger
April (A filha do Luke)
O segundo curta-metragem do Kirk
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Bônus: umas das melhores cenas, hahahaha.

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Lista de acontecimentos em “VERÃO”:

Stars Hollow Gazet
Jess aparece
A ideia do livro
O musical
A noiva do Logan foi morar com ele (Sim, ele está noivo e continua saindo com a Rory.)
A melhor supresa: Carole King cantou. Durante três segundos, mas cantou.
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jess

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E agora, breves palavras sobre o melhor de todos os filmes: o “OUTONO”.

Por que ele é o melhor? Porque é nele que aparece umas das cenas mais legais de todas, apesar de haters que não entendem muito bem o espírito de Gilmore terem odiado. Eu amei. Por isso nem vou falar muito, assiste aí (e perceba a referência)

É neste episódio que Lorelai resolve viver a mesma experiência que Reese Wetherspoon em Livre, mas ela se baseia no livro. Como eu não vi o filme nem li o livro, não consigo traçar um panorama do que Lorelai estava procurando, mas eu sei bem que no fim ela consegue.
E é neste episódio também que Luke e Loreai tomam uma linda decisão e resolvem se casar.
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luke-e-lor
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E, por fim, é no outono que nós conhecemos as tão aguardadas quatro últimas palavras.
O ciclo se fechou. Completamente.
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Impossível discordar desse tuíte!

Então, é isso tudo. Aqui eu escrevi brevemente umas coisinhas e muitas outras aconteceram. Muitas outras pessoas apareceram e eu, agora, estou assistindo novamente pra guardar o máximo de detalhes desta incrível história. Preciso admitir que Amy Sherman-Palladino  é foda! Por mais séries como Gilmore Girls. Não sei se quero mais episódios, a série terminou da maneira que deveria terminar. Talvez há nove anos faria mais sentido, já que agora Rory já é adulta e já sabia muito bem o que não fazer para acontecer o que aconteceu, não é mesmo?

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Lista de acontecimentos em “OUTONO”:

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Dean (o melhor namorado da Rory, e olha que eu sou team Logan)
Sookie (Sim, ela aparece por dez segundos, mas aparece. Com a voz diferente, mas aparece).
Miss. Celine (lembra a velhinha costureira? Ela aparece mais jovem, mas aparece)
O olhar de Jess
A brigada de vida e morte ❤
O casamento de Lorelai e Luke
Emily trabalhando (sim)
As quatro últimas palavras
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E o tanto que eu não gritei, pulei e chorei quando vi isso. Eu e minha irmã. Voltamos mais uma vez na cena pra ter certeza. E era isso mesmo. Acabou. O ciclo se fechou.
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Gilmore Girsl continua sendo a melhor série da vida e matar a saudade desses personagens foi uma das melhores coisas que aconteceram em 2016. ❤
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Como bônus, assista a última cena, o último diálogo, no coreto, gazebo, primeiro e último lugar do revival:
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Gilmore Girls

(do canal Seriados TV)

Não me lembro bem do exato momento em que conheci estas garotas. Não me lembro do dia, mas me lembro bem da sensação de ter encontrado algo familiar, algo que realmente valesse a pena assistir. Era o início dos anos 2000, eu na metade para o fim do ensino médio, tentando decidir o que faria da vida. Mas, quando chegava domingo tudo ficava melhor, porque era o dia em que eu as encontrava.

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Sempre fui ligada nestas coisas. Chamo de coisas a cultura pop em geral: música, filmes, séries, desenhos. Sempre gostei de saber muito sobre tudo isso, por isso na minha adolescência consumia muita revista, porque naquela época, fim dos 90 e início dos 2000 internet era praticamente um fantasma em minha vida. Depois de um tempo, o SBT parou de exibir a série (deveria ter falado antes mas, sim, assistia no SBT) e eu, claro, fui atrás das temporadas na melhor videolocadora da cidade e lá estavam elas: começaria ali a minha verdadeira jornada por Stars Hollow e seus arredores e curiosos moradores.

Após assistir pela primeira vez, alugando todas as temporadas e assistido avidamente todos os 153 episódios de pouco mais de 40 minutos cada um, resolvi que precisava ter aquela série. Quando, num dia qualquer navegando pela internet o encontrei numa incrível promoção nas lojas Americanas, não pensei duas vezes. Comprei imediatamente e não me arrependo em nenhum momento da vida. Após a chegada do box, comecei uma tradição, assistindo-o uma vez por ano.

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É muito interessante como Gilmore Girls marcou minha vida. Não só a minha, mas a da minha irmã também, pois todas as vezes em que eu assistia ela estava junto comigo e repetia os diálogos e comia junk food e bebia muito café. ❤

(do canal Gilmore Girls Brasil)

A última vez que havia assistido a série junto com ela, ainda morando na casa da minha mãe, foi em 2012, pouco antes do meu casamento. Nas malas, trouxe o box comigo. E nunca mais assisti. Ano passado as garotas se tornaram muito conhecidas, por causa do revival que está sendo produzido pela Netflix e muitas pessoas que não as conheciam começaram a procurar. Confesso que deu ciúme, mas tudo bem 🙂

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Breve sinopse: a série gira em torno da vida de Lorelai Victoria Gilmore (a mãe) e Lorelai Leigh Gilmore (a filha, mais conhecida como Rory). Lorelai teve a filha muito jovem, aos 16 anos, e resolveu sair da casas dos pais, que são muito ricos, para cuidar da filha sozinha. Ela se mudou para Star Hollow e virou gerente do hotel onde começou trabalhando como arrumadeira e criou muito bem a filha, que tinha o sonho de ir para Harvard. Para tentar alcançar esse sonho, a menina precisou estudar em um colégio particular que era muito caro, longe das possibilidades monetárias de Lorelai e, por isso, pensando no futuro da filha, ela pede auxílio aos pais. O combinado era, em troca do dinheiro, elas precisariam jantar uma vez por semana com eles, nas sextas-feiras. Começa aí a história. 🙂

Hoje, dia oito de agosto, dia do meu aniversário, terminei de assistir a série pela sexta vez e não consigo me cansar, começaria agora mesmo a assisti-la novamente, já que o revival (obrigada Netflix 🙂 ) estará disponível só em 25 de novembro, por isso tenho tempo de sobra para assistir as sete temporadas novamente.

(do canal Gilmore Gags)

Em cada uma das seis vezes em que assisti Gilmore estava em um momento diferente e diferentes elementos da série me chamavam a atenção. No início, me parecia com a Rory, porque estava no ensino médio, tentando escolher a faculdade e o curso. Depois, fui para a faculdade e estudei jornalismo. Mais tarde, me formei, comecei a trabalhar e, ao contrário das duas, me casei. Ainda não fui mãe, mas me identifico com as garotas Gilmore de diferentes formas. E toda vez que escuto a Carole King cantando a música de abertura me dá um aperto no coração. Mas é um aperto bom, eu acho. Eu , sinceramente, já escrevi um monte e mesmo assim não consigo explicar a relação que tenho com a série. É muito doido, hahaha.

(do canal ckovertime)

Gilmore Girls é comédia, é drama, é família, é briga, é amor e é rápida, muito rápida. Tem um milhão de referências em cada episódio e mesmo assistindo a série por tantas vezes ainda descubro várias. Gilmore Girls é:

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❤ ❤

Então, acabei de assistir ao último episódio. Amo demais essas meninas. Essa série sempre teve o poder de me fazer rir e chorar. E a relação é tão próxima que ela também tem o poder de me fazer sentir raiva as vezes. Sério, elas precisam de terapia urgentemente hahahaha.

Mas, mesmo assim, sinto muito amor por essa série. A melhor do mundo, a melhor da vida!!!

(do canal Gilmore Girls Brasil)

Friends X How I Met Your Mother

Eu e as séries da minha vida (parte 2)

Antes tarde do que nunca! 🙂

Então, como prometido neste post, escrevi um pouco sobre algumas semelhanças que percebi em Friends e How I Met Your Mother. Confesso que, quando resolvi escrever, estava tranquila e segura desta minha ideia, mas depois fiquei com medo, sério, porque eu participo de alguns grupos no Facebook (trabalho, música, séries) e isso inclui um sobre Friends e outro sobre HIMYM e, se tem uma coisa que sempre gera briga, discussão, expulsão de grupo são estas comparações. Portanto, antes de mais nada, são só alguns apontamentos de algumas coisas que eu percebi. Amo as duas séries (um pouco mais de How I Met… ❤ ) mas as duas são fodas, portanto, mantenha a calma se você é muito fã de uma delas. Este texto é sua uma distração (e os acontecimentos não seguem ordem de aparecimento na série, segue mais a ordem em que fui me lembrando mesmo).

Antes de mais nada: ALERTA SPOILLER (se você ainda não assistiu uma das séries, não continue).

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No fim das duas séries aparece este elemento.

FRIENDS: Rachel consegue um trabalho em Paris e só não vai porque o amor resolveu chamá-la de última hora. Confesso que fiquei com raiva do Ross, né?

HIMYM: Lilly também tem uma oportunidade de trabalho em Paris, mas no mesmo momento Marshall recebe uma oportunidade de se tornar Juiz.

Barney e Joey:joey_barney_friends_how_i_met_your_mother_loucuras_intrepidas

Bem, os personagens enxergam as mulheres apenas como um pedaço de carne ou como uma distração qualquer. Joe até parece se apaixonar por Rachel (na verdade eu nem entendi o motivo desse elemento aparecer na série, não fez muito sentido). Já Barney, mulherengo desde sempre, se entregou ao amor de Robin. Mas, como nós sabemos, não deu muito certo. Ele se divorciou e ficou com 31 mulheres em 31 dias. Uma delas engravidou e, após o nascimento da filha, parece que o cara demonstrou mudança. Será?

Ponto de encontro:central_perk_mclarens_friends_how_i_met_your_mother_loucuras_intrepidas

Além dos apartamentos (Mônica e Ted), os amigos se encontram em locais externos e próximos ao ambiente onde vivem: Central Perk, um café, e MacLaren’s, um bar. Queria muito saber como eles conseguem tempo para trabalhar e ainda viverem num bar ou café o tempo todo. 🙂

New York, New York:new_york_friends_how_i_met_your_mother_loucuras_intrepidas

As duas séries homenageiam e nos apresentam esta incrível metrópole norte americana. Na minha opinião, a cidade aparece mais em HIMYM do que em Friends.

Robin e Mônica:

A duas personagens da série não podem ter filhos. A diferença é que Mônica se casa e adota gêmeos, já Robin nunca quis ter filhos. Mas, após o divórcio e a reconciliação com Ted, ela acabou se tornando madrasta dos filhos dele. ❤

Ted e Ross:ross_ted_friends_how_i_met_your_mother_loucuras_intrepidas

Os dois personagens passam por problemas relacionados ao trabalho e depois se encontram trabalhando em uma universidade. Os dois se tornam professores.

O Fim:ted_robin_friends_how_i_met_your_mother_loucuras_intrepidas

Bem, muita gente não gostou do fim de HIMYM mas, pra mim, fez todo o sentido. Foi lindo, emocionante, chorei horrores. Em momento algum foi dito que a mãe seria o último, ou o primeiro, amor de Ted e, sim, se tratava de como ele havia a conhecido e os roteiristas souberam tratar disso de forma genial. Amo demais e não vejo a hora se ser lançado um box com legenda em português ❤ Ted e Robin, muito amor!!!

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Já Friends continuou da mesma forma de quando começou. Os personagens evoluíram, foi isso que aconteceu. Não teve nenhuma grande surpresa. Chandler e Mônica se mudaram com o filhos para o subúrbio, mas reservaram um quarto para o Joey, o que significa que ele continuou mais lá do que no apartamento dele. Mesmo ganhando muito dinheiro fazendo a novela, ele continuava assaltando a geladeira da Mônica todos os dias. Sempre muito dependente. Eles, com certeza, continuaram se encontrando nos fins de semana e ação de graças. Agora, sacanagem foi o Ross atrapalhar a carreira da Rachel e as inúmeras experiências que a filha dele poderia ter vivido em Paris. Mas, quem sou eu pra falar qualquer coisa, né?

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Então galeras, a lista é curtinha, na verdade fui vendo as semelhanças na medida em que eu assistia Friends. Terminei de assisti-la há uns três meses mais ou menos. E, apesar de ter assistido HIMYM duas vezes, confesso que não me lembro de muitos detalhes. Com toda certeza do mundo, existem zilhões de outras semelhanças mas como eu resolvi escrever sem ter lido nenhuma referência, só consegui perceber estas.

 

Ps.: Estou assistindo Gilmore Girls novamente e preparando um textinho do coração sobre esta que é a melhor de todas.

=D

eu e as séries da minha vida (parte 1)

Séries.

Sou uma devoradora de séries. É sério. Assisto desde de que me entendo por gente e um grande colaborador para este meu gosto foi o SBT, que transmitia trezentas séries diferentes nas manhãs de domingo e tardes de segunda a sábado. Foi assim que conheci Três é demais (Full House), Popularidade, The O.C., One Tree Hill, Punky, 7th Heaven (melhor programa de sábado à noite), Blossom, Jack e Jill, Supernatural, Grey’s Anatomy e, a melhor de todas, a série da minha vida: Gilmore Girls (ou Tal mãe, Tal filha), que tenho bonitinha guardadinha na estante lá de casa. Valeu, Sílvio! A Globo ajudou também. Lá passavam as séries Buffy, Barrados no Baile e Dawnson’s creek (muito amor por esta série também (…)

Pausa para um avizinho do coração: pode ser que contenha, em alguns momentos do texto, sporleirzinhos de nada, mas é bom avisar, né?  😘

(…) chorei horrores no fim. Poxa, adorava a Jen. 😦 ). Mais tarde conheci outras séries, já no tempo dos streamings e downloads: How I Met Your Mother (HIMYM – os roteiristas dessa série são fodas. Cara, amo demais.), The Secret Circle (série promissora, porém rendeu apenas a primeira temporada), Dexter (preciso terminar de assistir essa, mas tenho a ligeira impressão de que não vou gostar do fim) e Vampire Diaries, são as principais. Na era Netflix estou assistindo Jessica Jones e Love. Assisti Fuller House (e chorei muito). Ah, e também tem Girls, da HBO. Essa série, muito amor.  E outra que me lembrei agora, lá do início da minha vida: Confissões de Adolescente (obrigada, TV Cultura). E, no fim, resolvi voltar no tempo e comprar o box de DVD de Friends, aproveitando a promoção da black friday do ano passado. =D

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a foto tá ruim, mas a intenção foi das melhores

Sendo assim, em novembro de 2015 peguei meu box bonitinho e comecei a assistir Friends. E, no último fim de semana, pra ser exata no último dia 2 de abril, assisti ao último episódio. E chorei. E chorei. Por favor, né galera? Me ajuda aí. E, definitivamente, entendi porque havia tanta gente que sempre falava dessa série e porque ela se tornou uma referência na cultura pop mundial.

Antes de assistir Friends eu assisti How I Met Your Mother e, por isso, ela é minha preferida. SIM. É SIM, ela é melhor que Friends. Mas não me julguem, elas estão no top 5 das minhas preferidas com um lugarzinho de diferença, veja só:

10º Malhação (a primeira temporada, por favor. só ela)

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a primeira protagonista se chamava Isabella. Lindo nome esse 😂

9º  Caverna do Dragão (sim, o Desenho)

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e o pior é imaginar que tá todo mundo morto. 😦

8º Sessão de Terapia (só pra mostrar que eu virei adulta)

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mentira, não foi só por isso. a série é boa mesmo, pena que parou na terceira temporada.

7º  Buffy (aprendi a gostar de vampiros por causa dela, quer dizer, assisti porque já gostava de vampiros e tinha o Angel e tals. Assisti só até a 5ª temporada, quando ela morre, Ops! Depois inventaram aquele troço de robô aí parei. E o melhor é que quem inventava o robô era o Jonathan Levinson (Danny Strong), ou melhor, o Doyle  namorado da Paris (Liza Weil) de Gilmore. E quem estava ali sempre ajudando a Buffy? A Willow (Alyson Hannigan), que é a Lily de HIMYM).

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6º Grey’s Anatomy (parei de assistir na 9ª temporada, por que já tinha assistido tragédia demais, concorda? Ô povo pra sofrer, afogar, ser atropelado, morrer, cair de avião, quase morrer, perder perna, levar tiro. Deus! E a Meredith (Ellen Pompeo) aparece num dos últimos episódios de Friends, como uma antiga colega de faculdade do Ross e do Chandler. 🙂 )

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ps.: não deviam ter matado o George nem sumido com a Izzie :/ com o McDreamy tudo bem (brinks  😂 )

AS 5 MAIS DO MEU CORAÇÃO:

5º Dawson’s Creek (a primeira série que assisti inteira e decorei fala, baixei trilha sonora e chorei horrores. Esse povo sofria e eu tinha a mesma faixa etária dos personagens aí sofria junto, era uma loucura. Love Pacey (Joshua Jackson) ❤ . E o Dawson (James Van Der Beek), numa crise de identidade gigante, desistiu do cinema, se mudou pro Canadá, mudou o nome para Simon Trembley e nesta mesma época ele foi namorado da Robin (Cobie Smulders), de HIMYM. E depois mudou o nome de novo para Elijah e resolveu entrar pro FBI, já assistiu ele em CSI Cyber? É muito bom. CSI é outra série que gosto demais, mas perdeu pra Malhação na história da minha vida, triste!). Outra curiosidade: o criador desta série, o Kevin Williamson, é roteirista da trilogia Pânico e do filme Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, entre outros. O primeiro tem a Courteney Cox (a Monica, de Friends) como a jornalista Gale Weathers e o segundo tem a Sarah Michelle Gellar, a Buffy. Ele também  é co-criador de Vampire Diaries.

essa música marcou tanto a minha vida que está no meu CD-convite de formatura da faculdade ❤

4º Supernatural (queria ser caçadora, de boas. Mesmo sendo fã e sabendo que os roteiristas desta série são fodas e muito criativos, assim como os de HIMYM, eles também são um pouco loucos e as vezes acho que eles viajam demais e prolongam demais as coisas. A série já poderia ter acabado há umas duas ou três temporadas, mais ou menos.)

Mas, já que eles continuam escrevendo, eu continuo assistindo =D

AS 3 MAIS:

3º Friends

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2º How I Met Your Mother 

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1º Gilmore Girls

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Essas três são especiais. E eu estou preparando (ou tentando preparar) um conteúdo especial sobre elas. Principalmente sobre o 3º e 2º lugar, já que elas tem muita coisa em comum. Mas isso vai ficar para um próximo post, porque já escrevi demais.

Vou preparar uma postagem sobre os pontos em comum, que eu identifiquei, entre Friends e How I Met Your Mother. Tem zilhões de textos sobre isso na internet, fiz uma busca rápida do Google e já deu pra perceber. Mas não li nenhum. Nem vou ler, por enquanto. Serão indicações pessoais, minha percepção mesmo. Estava até querendo assistir HIMYM de novo pra confirmar algumas coisas, mas a ansiedade é tanta que não daria tempo. Já assisti duas vezes, acho que é suficiente.

Mas, então, Friends acabou, tô órfã de série. Agora, preciso terminar de assistir a décima de Supernatural e Jessica Jones também está atrasada. Devo, provavelmente, recomeçar Gilmore (preciso me preparar para o revival, afinal de contas, as outras cinco vezes que eu assisti não foram suficientes. Quando chegar na décima, talvez, seja 🙂 . Agora, pensando bem, vou recomeçar HIMYM também.  😂😂

Ps.: Quem lê isso não imagina o quanto eu preciso me esforçar pra arrumar um tempinho pra assistir isso tudo. HAHAHA!

Bjo e até o próximo post: Friends X How I Met Your Mother

Ps2: Gilmore terá um post só dela num futuro próximo ❤

Ps3: Bônus: Vamos aprender a assistir séries com Jout Jout: